ZAGOR # 20

Por José Ricardo do Socorro Lima
Data: 1 dezembro, 2005


Título: ZAGOR # 20 (Mythos
Editora
) – Revista mensal

Autores: Moreno Burattini (roteiro) e Gallieno Ferri (desenhos).

Preço: R$ 5,50

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Novembro de 2002

Sinopse: Continuando a aventura iniciada no número anterior, Zagor
se vê às voltas com um dos seus mais perigosos inimigos: Mortimer. Este
gênio do crime, que lembra Diabolik, quer se apoderar das três chaves
de uma caixa-forte do banco do Sr. Pollack.

Vítima de um complô, o Espírito da Machadinha acaba preso, acusado, injustamente,
de ter matado duas pessoas, uma das quais era o Corcunda, com quem já
se desentendera.

Na cadeia, Zagor reencontra seu velho amigo, Raymond Dusmenil, o Conde
de Lapalette. Graças às habilidades do Conde, ambos escapam da prisão
e unem-se a Chico, para obter informações sobre as pessoas que tentaram
incriminar o herói.

Enquanto isso, Mortimer, ajudado pela sua bela companheira Sybil, penetra
na casa de Mister Pollack – a mesma em que o Conde entrara antes de ser
preso – e faz uma cópia da primeira chave.

Mortimer e Rabbit querem tirar Zagor de seus caminhos de uma vez por todas
e nada irá impedi-los.

Positivo/Negativo: Se nos anos 60 e 70, Hellingen era o maior inimigo
de Zagor, nos anos 90, esse título deve, com certeza, ser entregue a Mortimer,
um vilão mais que astuto e que voltará outras vezes para atormentar o
herói.

Moreno Burattini consegue dar ao antagonista características que o diferenciam
de qualquer outro vilão já enfrentado pelo Espírito da Machadinha. Mortimer
é audaz, meticuloso em seus planos e se vale de tudo para pôr suas idéias
em prática.

No original italiano, na capa, Mortimer estava dentro de um trem, mas,
como não havia trem na história, Ferri retocou a arte, fazendo com que,
agora, o vilão esteja em sua diligência.

Esta aventura do Espírito da Machadinha durou três números e é uma das
melhores das publicadas no final da década passada.

Zagor está em ótima forma, enfrenta um astucioso vilão fora de seu habitat
natural, a bela e Darkwood. Desta vez, a Grande Maçã é o cenário. Conforme
consta do editorial, a inspiração da trama veio do livro O Grande Roubo
do Trem
, de Michael Crichton, o mesmo autor de Jurassic Park.

Como vem acontecendo nos últimos anos, Chico está apático, nada faz em
toda a trama. Já vai longe o tempo em que o Pequeno Homem da Grande Barriga
participava de peripécias que demoravam30, 40 páginas, como nas antigas
aventuras, publicadas pela Vecchi. Os tempos são outros e o modo
de contar as histórias, também.

Para ver o simpático barrigudo, só em As Aventuras de Chico, série
iniciada pela Mythos no ano passado, quando publicou as histórias
dos números 8 e 9 da série italiana. Em 2005, o segundo número trouxe
outras duas aventuras, em 260 páginas de muita risada e diversão.

Nas páginas 35 e 41, a referência do editor diz apenas “antiga aventura
de Zagor”, quando o correto seria citar o título da história, o número
do original italiano e dizer que a aventura ainda não saiu no Brasil.
Para que fique o registro: trata-se, respectivamente, de Zagor # 150
a # 152
(A Fortaleza de Smirnoff) e Zagor # 36 (
contra todos
).

Esta aventura também faz sutis referências a outros títulos da Sergio
Bonelli Editore
. Na página 40, o Conde de Lapalette comenta que cometeu
um furto numa casa da rua Washington Mews, a rua em que Martin Mystère
viria a morar no futuro. Na página 60, citam-se os nomes de Art e Nick,
dois personagens da série Nick Raider.

Classificação:

4,0

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