ZAGOR # 32

Por José Ricardo do Socorro Lima
Data: 1 dezembro, 2005


Título: ZAGOR # 32 (Mythos
Editora
) – Revista mensal
Autores: Moreno Burattini (roteiro) e Gallieno Ferri (desenhos).

Preço: R$ 5,50

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Novembro de 2003

Sinopse: Mais uma vez, o mais astuto inimigo do Espírito da Machadinha volta a Darkwood, para se vingar de Zagor. Desta vez, ele conta com a ajuda de Sybil Kant, sua namorada.

Por meio de um ardiloso plano, o vilão incrimina Tonka, o chefe dos Mohawks, por um massacre que não aconteceu. O chefe indígena é sentenciado a cumprir pena em Hellgate, o mesmo local em que o herói também amargou um período de sua vida (Zagor # 20, da Vecchi).

Zagor liberta Tonka, mas acontecimentos inacreditáveis fazem com que o Senhor de Darkwood seja reputado culpado pelo massacre dos guardas penitenciários.

Agora, Zagor deve correr contra o tempo, para que, antes que seja preso, possa deter Mortimer e esclarecer todo o equívoco.

Positivo/Negativo: Por várias vezes, Sergio Bonelli disse que não gosta de rever os vilões nas histórias de Zagor, preferindo que o personagem enfrente um antagonista diferente em cada edição,

No entanto, no caso de Mortimer, esse princípio não se aplica, pois Moreno Burattini, apenas um ano após a publicação do primeiro encontro, já trouxe o vilão novamente para o mundo zagoriano. E o facínora realmente merece aparecer várias vezes, pois é sinônimo de boas aventuras.

É interessante notar também que Burattini fez uso de flashbacks nesta edição para contar os dramas pelos quais Zagor passou em Hellgate.

Deve-se ressaltar um ponto negativo da história: o desfecho. A partir do momento em que Zagor descobre quem é seu adversário, a ação acontece com supressão de várias cenas. Não se sabe como Rochas descobriu o paradeiro de Sybil Kant, por exemplo. Por falar nela, vale citar que tem o mesmo sobrenome de Eva Kant, a namorada de Diabolik.

Tudo isso é devido ao fato de as HQs Bonelli iniciarem na página 3 e terminarem na página 98, salvo honrosas exceções.

Se por um lado isso impede o eterno “continua no próximo número”, por outro, corta uma parte da história, para que a mesma se encaixe no número exato de páginas.

Isso também aconteceu em A Longa Marcha (Maxi Zagor # 2), em que mais de dez páginas foram suprimidas. A Mythos tem a intenção de publicar futuramente essa história, incluindo as que foram “limadas” na edição italiana. Quando isso acontecer, a editora nacional obterá mais um ponto positivo junto a seus leitores.

 

Classificação:

4,0

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