Zagor Especial # 5

Por Yudae Costa
Data: 21 maio, 2007

Zagor Especial # 5Editora: Mythos Editora – Revista sem periodicidade regular

Autores: Moreno Burattini (roteiro) e Gallieno Ferri (desenhos e capa).

Preço: R$ 17,90

Número de páginas: 272

Data de lançamento: Março de 2006

Sinopse

O Homem do Rifle – No sul do lago Ontário, onde o frio é intenso, a neve cai copiosa e os lobos rondam famintos, Zagor e Chico encontram os cadáveres de quatro garimpeiros, mortos por tiros de um rifle antigo.

Com o diário de um deles, o Rei de Darkwood descobre que esses desventurados haviam encontrado uma mina de ouro em pleno território indígena.

Nessa atmosfera de mistério e morte, entre a constante ameaça natural e perigos de duas pernas, segue-se uma emocionante perseguição no gelo, na qual mais difícil que impedir que mais crimes ocorram é descobrir quem os comete!

Positivo/Negativo

Um clássico. Lançada em 1993 na Itália, O Homem do Rifle foi a 11ª história de Zagor escrita por Moreno Burattini e uma das mais elogiadas, sendo considerada pelo próprio autor a que ele atingiu sua maturidade como roteirista. Mais de dez anos após sua publicação original, finalmente saiu no Brasil.

Além de ter sido lançada pela Mythos no início do ano e não no final, como antes era costume, a revista traz um editorial, uma longa e interessante análise da aventura (os dois textos de Júlio Schneider) e, o melhor, um artigo exclusivo do próprio Burattini.

Ao lado de Mauro Boselli, Moreno Burattini foi responsável por um novo rumo para Zagor, salvando a revista do risco de cancelamento. Hoje, ele é editor do Espírito da Machadinha na Itália e um dos seus principais roteiristas.

Mas o que há de tão especial na história? No fundo, é uma trama policial, centrada na busca pelo culpado dos crimes. Entretanto, O Homem do Rifle é mais que isso. É uma aventura épica, de narrativa envolvente, atmosfera dramática e personagens ricos e cativantes. Um roteiro desenvolvido pacientemente, carregado de um suspense que prende cada vez mais o leitor.

Como palco, a natureza furiosa e os territórios inóspitos por onde passam os personagens se mostram uma escolha acertada, por oferecer diversos perigos e obstáculos a serem atravessados.

Em um clima pouco maniqueísta, Burattini ainda destaca a força do caráter de Zagor, com a mesma nobreza de coração e espírito humanista que possuía nas mãos de Guido Nolitta – pseudônimo de Sergio Bonelli.

Apesar de um tanto apagado, Chico tem espaço na aventura, com seu característico humor, visual e verbal. É uma participação pequena, mas divertida.

Na arte, Ferri trabalha esses elementos com muita precisão, dando a dramaticidade ou dinamicidade necessárias para a fluência da narrativa. Os personagens são retratados com igual eficiência. Vide o seu Zagor, sem dúvida o mais querido pelos leitores.

A se criticar na publicação, apenas o preço: para um gibi em formatinho e em preto-e-branco, R$ 17,90 é um absurdo. Mesmo para uma história de rara qualidade.

Classificação

5,0

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