ZDM – TERRA DE NINGUÉM # 1

Por Tiago Pavinato Klein
Data: 15 novembro, 2009


Autores: Brian Wood (texto) e Riccardo Burchielli e Brian Wood (desenhos). Publicada originalmente em DMZ # 1 a # 5.

Preço: R$ 36,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Outubro de 2009

Sinopse: Os Estados Unidos enfrentam uma guerra interna, que divide o país ao meio. E Manhattan é uma zona desmilitarizada, terra de ninguém, e palco da série.

Terra de Ninguém – Matthew Roth, estagiário de fotografia é enviado por uma rede de TV para Nova York. Entretanto, o helicóptero da imprensa é destruído, e ele tem de sobreviver e se adaptar em uma realidade de guerra civil.

Fantasmas – O fotógrafo vai ao que sobrou do Central Park procurar um misterioso grupo conhecido como “Fantasmas”.

Cruzando a cidade – Roth tem seu crachá de jornalista roubado, e cruza a cidade atrás do ladrão para recuperá-lo.

Positivo/Negativo: Ao mesmo tempo em que promoveu a estreia da revista mensal Vertigo, a Panini anunciou que investirá em encadernados da linha Vertigo. Alguns com preços mais baratos para bancas, e outros com capa dura e mais caros, para livrarias. ZDM está no segundo grupo.

A série de Brian Wood é ótima. Os Estados Unidos estão divididos, em guerra civil, com os Exércitos Livres Americanos ocupando boa parte do país. No meio do conflito, Nova York é a ZDM do título, Zona Desmilitarizada, onde se passa a ação.

O protagonista é Matthew Roth, estagiário de uma rede de comunicação. Ele vai para a ZDM ao acaso, acompanhando um importante jornalista da emissora, para uma rápida matéria sobra a ZDM. Mas os planos dão errado e ele fica na cidade, descobrindo o cotidiano de um local em guerra.

O roteiro aos poucos vai familiarizando o leitor ao local de conflito. Vão sendo apresentados os personagens, as histórias, os dramas de quem vive numa região em conflito. Várias subtramas vão compondo o mosaico da vida – o grupo que planta bambu no subterrâneo, a médica que atende os feridos, uma interessante história de amor à distância, protetores de árvores, enfim, o panorama da guerra é rico em variedade.

O lado negativo é que essas primeiras edições ainda são muito panorâmicas em relação à vida do protagonista; falta engrenar a trajetória dele. A última história representa bem isso, com uma perseguição por toda a cidade, mostrando um bocado de personagens, mas sem acrescentar muito ao desenrolar da edição.

A arte do italiano Riccardo Burchielli tem traços detalhados e bonitos. E há o acréscimo de páginas realizadas por Brian Wood, com um tom mais documental, incluindo mapas. As próprias capas originais são de Wood.

O texto em letra branca sobre fundo preto, em algumas páginas, ficou muito fraco e, por vezes, dificulta a leitura. Já nas letras garrafais que indicam os locais da trama, as que tinham acento desapareceram (exemplo: na página 121: cidad os, sumiu o “ã” ).

As histórias desta edição já haviam sido publicadas na revista Pixel Magazine, com o nome original, DMZ. Aí está, talvez, o maior estranhamento da nova edição, o aportuguesamento título Zona Desmilitarizada.

É uma mudança tão pequena, que fica difícil não seguir chamando o título de DMZ. E fica a torcida para que não seja um lançamento isolado, mas que a série, independentemente do nome, continue a ser publicada.

 

Classificação:

4,0

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