Dez anos da morte de Telê Santana: as participações do ex-técnico nas HQs Disney

Por Marcus Ramone
Data: 20 abril, 2016

No próximo dia 21 de abril, o mundo do futebol registrará os dez anos do falecimento do ex-técnico Telê Santana, um dos últimos românticos do esporte bretão no Brasil, afeito ao jogo limpo e disputado como se fosse a preparação de uma obra de arte.

A vitoriosa carreira de Telê nos clubes que treinou contrasta com suas passagens pela Seleção Brasileira, que encantou o mundo, mas não conquistou nenhum título. O mesmo, porém, não se pode dizer de sua participação nos quadrinhos Disney.

Em 1982, quando assumiu o selecionado do Brasil pela primeira vez, lá estava ele contracenando com o Zé Carioca nos gibis do papagaio caloteiro. Ao lado do personagem, o treinador foi bastante pé-quente, ao contrário da pecha que, injustamente, lhe acompanhou durante boa parte de sua carreira após a Copa daquele ano.

Nas aventuras, o Brasil sempre encontrava um jeito de chegar à final da Copa, naquele ano disputada na Espanha. E por que seria diferente, levando-se em conta que entre os jogadores havia Zico, Sócrates, Falcão e tantos outros craques incontestáveis? O resultado nunca foi mostrado, mas o leitor alimentou a esperança de que tudo sairia bem. Afinal, o Zé Carioca, com suas artimanhas, ajudara a seleção canarinho a chegar até ali.

Telê Santana

Como se sabe, na vida real não aconteceu assim. Entretanto, quatro anos depois, na Copa de 1986, Telê Santana estava novamente no comando do escrete nacional em busca de redenção. Também foi assim nos quadrinhos e ele voltou a aparecer nas aventuras do Zé Carioca.

Na história Cê güenta eles, Brasil?, da edição especial Olé, Brasil!, publicada pela Editora Abril em maio de 1986, sua participação foi breve, mas o suficiente para acatar uma sugestão do papagaio malandro e colocar a Escola de Samba Vila Xurupita em campo, antes de um jogo, para fazer a Seleção jogar “em ritmo de samba”.

Entretanto, um mês antes, em Zé Carioca # 1775, Telê Santana foi um personagem bem ativo e realizou o sonho (dele e de milhões de brasileiros) de conquistar a Copa do Mundo. Claro que muito se deveu àquele papagaio, que integrou a delegação brasileira e, com estratégias fantásticas – como o incrível posicionamento tático chamado de “gangorra tupiniquim”, aludindo ao histórico “carrossel holandês” -, foi fundamental para a chegada do tão aguardado tetracampeonato.

Inesquecível, assim como Telê Santana. E os quadrinhos Disney, como também o futebol, estão eternamente gratos por tantos momentos de diversão e alegria.

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  • Washington Luiz Dos Santos

    Putz. Vou ver se consigo ler. Ainda hoje me lembro de quase tudo dessa copa…

  • Abel

    Muita saudade dessas HQs bem brasileiras, lembro também da Edição Extra 130 de 1982.bigorna