Um retrato fiel do mercado

Por Equipe UHQ
Data: 3 março, 2001

Entrevista: Editora Pandora Books

com Leandro Luigi Del Manto, Maurício Muniz e Ricardo Giassetti (editores)

Pandora Books

Universo HQ: Qual a sua opinião sobre o mercado de quadrinhos no Brasil hoje? O que esperar desse mercado no próximo ano?

Leandro Luigi Del Manto: O mercado num todo, em 2000, esteve um tanto quanto caótico. Com exceção dos títulos da Turma da Mônica (da Editora Globo), que se mantiveram bem, todos os outros sofreram altos e baixos. E a decisão da Editora Abril em reformular toda a sua linha de super-heróis, inaugurando a fase “Premium”, foi o golpe de misericórdia para os leitores de baixa renda que, a meu ver, formam uma boa parte do público que consome esses materiais. O que tenho visto é uma série de títulos novos a um preço bastante elevado, o que “achata” cada vez mais o número de leitores. Acredito que os quadrinhos deveriam ser uma forma de entretenimento barato, como acontece, por exemplo, na Itália, onde o preço de capa de algumas revistas é inferior ao de um cafezinho… Ainda é muito cedo para dizer o que será do mercado em 2001, mas posso garantir que, pelo menos por parte da Pandora Books, iremos dar continuidade ao nosso plano de oferecer uma variedade de títulos e gêneros de alta qualidade e de conteúdo, a um preço justo.

Maurício Muniz: O País está passando por uma crise e os quadrinhos, no mundo todo, também passam por uma crise. Então, é óbvio que o mercado não está tão saudável como já foi. Por outro lado, esse tipo de situação já aconteceu antes e já existem sinais de que os quadrinhos estão, lentamente, voltando ao tempo das vacas mais gordas. Talvez no próximo ano a situação já esteja muito diferente da atual.

Ricardo Giassetti: Há uma série de fatores que estão indicando mudanças profundas no mercado. A mudança radical nos rumos editoriais da Marvel é uma. Chamar roteiristas e artistas de alto nível para tocar seus melhores títulos vai puxar a qualidade dos quadrinhos em geral para cima. Quem lê X-Men e Aranha vai descobrir que esses personagens podem ser bem escritos e vão procurar outros quadrinhos mais interessantes. Fora isso, tem toda essa coisa nos cinemas: Matrix, X-Men: O Filme, o novo do Aranha e Corpo Fechado. Isso tudo é ótimo para nós.

UHQ: Quais os principais problemas que você vê no mercado nacional? O que acha que deveria acontecer para mudar esse panorama?

Leandro: O grande problema está na distribuição. Vivemos num país de proporções continentais, no qual já não existe uma tradição de leitura e sem um esquema funcional para comic shops. Não existe o chamado “mercado direto”, como nos EUA; e as editoras têm de se submeter às regras arcaicas de distribuição para bancas, onde o que rege são as grandes tiragens de revistas de informação, masculinas e femininas, ou, então, os quadrinhos infantis. Quando se fala de quadrinhos juvenis e adultos, não existe um estudo ou uma estratégia por parte das distribuidoras para sugerir tiragens ou definir quais os melhores pontos de venda. Assim, os editores trabalham no escuro, tendo que confiar apenas na sua própria intuição. Associe a isso todas as instabilidades econômicas que o País enfrenta e teremos uma visão extremamente pessimista de como o mercado editorial se arrasta. Nossa política na Pandora tem sido lançar apenas títulos que acreditamos ter o potencial para atingir diversos públicos e trabalhar com tiragens reduzidas, para que haja um controle maior da distribuição em banca. Fazemos uma primeira distribuição para comic shops, o que nos garante a certeza da venda direta, e também estamos trabalhando duro para garantir uma verba publicitária, que minimiza uma boa parte dos custos de produção. Acredito que uma boa saída para trabalhar nesse mercado é manter custos (editorial, produção e gráfico) baixos e não esperar vendas astronômicas. Quando se vê tantos títulos disponíveis nas bancas e prateleiras de comic shops, não há dúvida de que o mercado está muito segmentado. Assim, não adianta querer sonhar com gráficos de vendas estratosféricos. Isso só acontecia quinze anos atrás. Hoje, a história é muito diferente.

Maurício: Os principais problemas levariam páginas e páginas em HTML para serem comentados. Um deles é a falta de opções aos leitores que não gostam de apenas um gênero de histórias. Porém, nos últimos anos, várias editoras têm surgido com lançamentos que apelam a esse público.

Ricardo: Fora isso, problemas de distribuição, irresponsabilidade das editoras. Para mudar? “Ter grandes idéias e executá-las” é um dos nossos lemas.

UHQ: Qual o balanço que a sua editora faz do ano 2000?

Leandro: Nossa editora tem pouco mais de um ano de vida. Além de ser uma empresa pequena, ela ainda está passando por uma fase bastante positiva de estruturação. Fizemos testes de tiragem, de público, de produção editorial e uma série de outras coisas. Já estamos colocando em prática muitas das conclusões e experiências que adquirimos no decorrer do ano 2000. E, por mais que muitos editores insistam em afirmar, não foi um ano ruim. Muito pelo contrário! Foi uma espécie de “primeira fase” de vestibular. Sofremos bastante, por causa do descrédito provocado pela interrupção das séries na época da TEQ/Fractal/Atitude, mas, felizmente, a Pandora passou pra “segunda fase”; e o que vai valer agora é a “prova escrita”, o bom senso. Só vai permanecer no mercado quem realmente estiver apto a desenvolver um trabalho sério e consciente. Descobrimos que não adianta querer se manter como editora de quadrinhos trabalhando exclusivamente com livrarias, comic shops e bancas especializadas. Embora as vendas dos nossos títulos tenha tido um resultado muito, muito bom, decidimos que deveríamos chegar nas bancas, que ainda são o grande forte no mercado. É exatamente neste momento que estamos vivendo agora. E não está sendo nenhum bicho-de-sete-cabeças…

Maurício: Como toda editora iniciante erramos bastante e aprendemos com os erros. Mas vejo como positivo o saldo geral, já que conseguimos realizar tudo a que nos propusemos.

Ricardo: Foi uma grande vitória! Estamos cada vez melhor.

UHQ: Quais são os planos da sua editora para 2001? O que vem por aí?

Leandro: Vamos dar seqüência à nossa estratégia de diversificação e temos uma programação de títulos para 2001 e 2002 que irá surpreender muita gente. Se não digo aqui quais são os materiais, não é por medo. Nós decidimos que só iremos divulgar algum título quando o mesmo estiver com o contrato assinado, pago e já no final da fase de produção. Sabe como é: energia negativa é o que não falta por parte de muita gente. Então, preferimos manter segredo e deixar as pessoas que torcem contra roendo as unhas e fazê-los ficar de cabelo em pé quando souberem… É muito mais divertido!

Maurício: Para 2001, planejamos publicar histórias em quadrinhos (já ouviu falar?). Portanto, o que vem por aí são… histórias em quadrinhos! Aguarde!

Ricardo: Vários títulos da WildStorm, mais da Marvel, continuar a parceria com a Dark Horse e vários outros.

UHQ: Hoje, a história em quadrinhos é um produto caro. É possível reverter esse quadro ou a tendência é isso se manter?

Leandro: Tudo o que se refere ao meio editorial é caro hoje em dia. Papel é caro, a gráfica é cara, os fotolitos são caros, as taxas de transporte internacional são caras… Tudo isso só seria minimizado se as tiragens fossem maiores para atender a vendas de mesmo calibre. Enquanto isso não acontecer, as publicações de editoras pequenas (como é o caso da Pandora) vão continuar sendo caras, embora acreditemos que nossos títulos têm um preço justo, se levarmos em conta a qualidade de impressão. Assim, tudo dependerá das vendas. Editoras grandes como a Abril ou a Globo, certamente, teriam condições de investir em projetos que poderiam baratear suas revistas, mas só posso falar pela Pandora.

Maurício: Os quadrinhos estão relativamente caros, porque as vendas andam relativamente baixas. Essa situação irá mudar apenas quando as vendas começarem a subir.

Ricardo: Eu duvido que isso se reverta tão radicalmente. Os quadrinhos no Brasil continuam mais baratos do que nos EUA.

Sláine - O Deus Guerreiro Sin City - A Grande Matança

UHQ: Mesmo nessa tremenda crise, poucas vezes tivemos tamanha variedade de lançamentos. O leitor pode optar entre super-heróis, europeu, manga, quadrinho adulto, erótico, nacional etc, mas todos com tiragens reduzidas e preços altos. Como você encara essa segmentação?

Leandro: Extremamente positiva. O monopólio sobre algumas editoras estrangeiras está chegando ao fim e isso merece ser aplaudido. O único problema nisso tudo é que vemos uma enorme variação de qualidade. Continuamos vendo materiais porcamente editados, que se tornam um verdadeiro peso morto nas bancas e comprometem profundamente o mercado. Quando você olha pra uma banca, ela está “entupida” de revistas. O leitor tem mais opção na hora de escolher sua revista? Com certeza. Mas existe muita merda no meio disso. Eu, como editor, acho extremamente injusto quando vejo um título com papel inferior, mal impresso, mal traduzido, mal letrerado e mal editado com o mesmo preço de um título da Pandora. Nós sabemos quanto custa fazer uma revista e, quando vemos isso, concluimos que, infelizmente, muita gente continua deixando o leitor de lado. Isso é triste.

Maurício: Essa diversidade é uma evolução natural. Os mercados norte-americano e europeu já funcionam dessa maneira há anos. E os quadrinhos (tanto das editoras pequenas quanto das grandes) não estão tão caros, se comparados aos americanos. Nos EUA, uma revista colorida e em papel de alta qualidade, como Spawn, custa 2,50 dólares (cerca de 6 reais nas importadoras). Já um gibi da Fantagraphics, em preto e branco e papel off-set, custa 3,50 (mais de 8 reais). Como Spawn vende mais, é possível vendê-lo mais barato. Já o outro, como vai atrair um público menor, tem que cobrar mais caro, se quiser sobreviver. No Brasil é mais ou menos a mesma coisa.

Ricardo: Segmentação é algo que enriquece o mercado… e é inevitável. Quem vai comprar um gibi sobre um universitário chato que é apaixonado por um recorte de revista e divide o apartamento com uma lésbica? EU! Chama-se David Boring, por Daniel Clowes (Fantagraphics Books).

UHQ: Por muito tempo, os quadrinhos de super-heróis dominaram o mercado nacional. Você acha que essa diversidade de títulos é sinal que eles estão em decadência?

Leandro: Não. A diversidade é uma tendência mundial que vem acontecendo há quase duas décadas. Os quadrinhos de super-heróis não vendem mais, nos EUA, como vendiam algum tempo atrás. Uma boa parcela dos leitores está amadurecendo e buscando materiais que ofereçam conteúdo. O meio de entretenimento, em geral, está num momento de segmentação. Se pararmos pra pensar, essa globalização, que todo mundo adora citar, é a maior responsável pela segmentação. Quando você tem acesso a tudo, você não absorve tudo, mas apenas aquilo que lhe interessa. Nos quadrinhos acontece a mesma coisa. Ainda há muitos quadrinhos de super-heróis bons hoje em dia. Maurício: Os quadrinhos de super-heróis sofreram muito, nos últimos anos, com uma grande queda na qualidade de suas histórias; e isso influiu para que perdessem leitores. Mas Batman, Homem-Aranha e companhia sempre serão os alicerces do mercado das HQs, não importa o que digam. Novamente vale lembrar: o cinema não sumiu devido à concorrência da TV (como muitos disseram que aconteceria), a TV não vai sumir devido à concorrência da Internet (como muitos previram) e os quadrinhos, principalmente os de super-heróis, não vão sumir também, porque estão por aí há tanto ou mais tempo do que todas essas outras mídias.

Ricardo: Parei de comprar as séries regulares de super-heróis há muito tempo. São ruins demais, e acho que muita gente fez o mesmo que eu. Vez por outra compro um TPB ou pego algo do tipo Authority (Ellis/Millar/Quitely) ou Daredevil: Ninja (Bendis/Haynes). Acontece que sempre são escritos pelos roteiristas que estão na contramão do mainstream. Quem sabe que o Millar escreveu Cannon Fodder ou que o Brian Michael Bendis escreveu Torso?

UHQ: Qual sua opinião sobre a distribuição no Brasil?

Leandro: Como disse anteriormente, a distribuição ainda é muito ruim. Todos os títulos são tratados como um só produto. E nós, mais do que ninguém, sabemos que os quadrinhos não são, e nem dem ser tratados como qualquer outra revista. Estamos lidando com uma mídia única e multifacetada; e com um consumidor diferenciado. Enquanto isso não for levado em conta pelos distribuidores, as editoras vão continuar trabalhando no escuro.

Maurício: Poderia ser melhor.

Ricardo: Deveria haver mais concorrentes. Quanto mais disputa, melhor o serviço prestado. É ficar entre a cruz e a espada. Cada uma delas (Chinaglia e Dinap) têm seus prós e contras.

UHQ: Os quadrinhos estão, cada vez mais, migrando para as livrarias. O que você acha desse nicho?

Leandro: Acho que há um engano aqui… Quem disse que os quadrinhos estão migrando para as livrarias? O verdadeiro mercado de quadrinhos continua existindo nas bancas. Existem pouquíssimas comic shops no Brasil. Não estou dizendo que os quadrinhos não devam ser vendidos em livrarias. Só afirmo que isso não acontece. Além disso, assim como falamos da segmentação hoje, o mesmo já acontece há muito tempo, mas numa proporção menor. Antes, se você quisesse comprar álbuns europeus, iria até uma livraria, certo? O que vemos hoje são os mesmos álbuns e alguns quadrinhos que pretendem atingir apenas um tipo de leitor: aquele que não se importa em pagar caro por quadrinhos. Este leitor não representa o panorama do mercado. Ele é um caso à parte. Por isso, digo que esta migração não está ocorrendo. Nada mais é do que outro caso de segmentação.

Maurício: Na verdade, existe uma meia dúzia de três ou quatro que tenta difundir a idéia de que os quadrinhos estão migrando para livrarias. Os maiores pontos de venda de quadrinhos (edições de 32 páginas ou encadernados de 200, não importa) são as bancas de jornais e as comic shops. Os quadrinhos que chegam às livrarias são comprados quase sempre pelo mesmo público que os compra nas bancas, que já tem o hábito da leitura e visita livrarias com uma certa periodicidade. O que acontece é que não viram determinado título nas bancas e acabam comprando-o na livraria. Quadrinhos já existem em livrarias há anos, como prova a L&PM e suas coleções de Spirit, Fantasma etc. E sempre venderam bem, mas apenas para os fãs de HQs. Dificilmente, um sujeito entra na livraria procurando o Capitães de Areia, do Jorge Amado, e sai com Gen Pés Descalços (que aliás, pra quem não leu, eu recomendo).

Ricardo: É mais uma parcela do mercado, mas isso não afeta em nada o mercado de bancas. No Brasil, os quadrinhos de livraria vão estar sempre fora do alcance do grande público (pelo preço e por pouco apelo popular). Nós, na Pandora, temos planos de colocar quadrinhos em livrarias ainda neste ano, mas será apenas mais uma área de atuação.

UHQ: Qual a atual situação no mercado de bancas?

Leandro: Estranha, mas não pessimista. Hoje, temos títulos para todos os gostos e bolsos. Bem… Talvez, nem todos os bolsos… O fato é que estamos vivendo um momento de transição. Como eu disse antes, só ficarão no mercado as editoras que se propuserem a fazer um trabalho sério.

Maurício: Nunca tentei comprar uma banca. Portanto, não sei informar. Brincadeira! Na verdade o maior problema das bancas é o espaço para exposição. Às vezes, seu produto se perde entre vários outros e isso influi na venda. Ninguém compra o que não acha.

Ricardo: Há vários amigos proprietários de bancas que estão vendendo cada vez mais, e comprando outros pontos. Para eles, acho que está tudo bem.

UHQ: A decisão da Abril de migrar para o formato Premium, extingüindo o formatinho beneficiou vocês de alguma forma? Ou atrapalhou?

Leandro: Ainda é cedo para conclusões. Existem leitores que compram tudo de um determinado personagem ou selo; e aqueles que compram apenas o que seu bolso permitir. Há aqueles que, mensalmente, gastam até mais do que a soma de todos os títulos “Premium”, mas que não dispõem do dinheiro todo neste ou naquele dia. Ele prefere comprar uma, duas, três revistas esta semana e mais um tanto na semana seguinte. E assim por diante. Uma revista com preço de capa de R$ 9,90 assusta um pouco e isso pode espantar aqueles leitores casuais e não-fanáticos. Se este raciocínio se comprovar, nós, certamente, seremos beneficiados. Do contrário, ainda acredito que há mercado para todos os públicos.

Maurício: Não sei dizer, já que, quando começamos a lançar nosso títulos, as Premium já estavam em banca.

Ricardo: De certo modo acho que favoreceu. O fator psicológico de o leitor chegar na banca e não ter uma nota de R$ 10 para levar uma Premium, mas ter uma de R$ 5 e levar uma nossa é relevante.

UHQ: Vocês têm planos para atuar no setor de livros?

Leandro: Somos uma editora de revistas em quadrinhos. Se existe um mercado que possa ser lucrativo paralelamente à nossa distribuição em bancas, com certeza, estaremos lá. Mas esta não será a regra. Temos alguns projetos para livrarias que deverão se realizar este ano, mas, como sempre, procuro mantê-los em segredo…

Maurício: Sim, no futuro.

Ricardo: No futuro deste ano.

UHQ: Você acha que a falta de revistas e críticas especializadas no setor afeta o mercado?

Leandro: Não vemos uma revista especializada sobre quadrinhos há um bom tempo. Então, fica difícil dizer se afeta o mercado ou não. Só poderemos dizer isso quando houver uma do gênero sendo lançada. Quero acreditar que uma publicação que mostre os bastidores do mundo dos quadrinhos, traga entrevistas, curiosidades, matérias sérias e informativas, críticas etc, consiga despertar um interesse latente no público em geral. Mas, bem ou mal, o mercado tem funcionado sem este tipo de apoio. Se um título assim surgir, é claro que será bom, mas não sei dizer o quanto.

Maurício: Matérias falando de lançamentos e chamando a atenção para o mercado sempre serão úteis. Infelizmente, os quadrinhos andam ocupando um espaço muito reduzido na imprensa.

Ricardo: Não acho que falte uma revista, mas profissionais competentes para fazê-la. Mesmo assim, não podemos reclamar. Nossos títulos estão sempre na pauta dos jornais e revistas.

UHQ: E a revista GRX? Ela ainda está nos planos da editora?

Leandro: A revista GRX sofreu tantas modificações durante seu planejamento que decidimos aguardar o momento certo para que ela (ou seja lá qual for o nome que ela assumir) fosse lançada. No momento, queremos nos estruturar, primeiro, como uma editora séria e profissional de quadrinhos. Mas a idéia dela não foi descartada, apenas adiada. Entre fazer alguma coisa “de qualquer jeito”, prefiro esperar e fazer do jeito certo.

Maurício: Sim, mas deve demorar um pouco a ser lançada e sofrerá modificações em seu conceito original.

Ricardo: Mas não para este ano.

UHQ: A diversidade de gêneros tem sido uma constante nos lançamentos da Pandora. Já tivemos super-heróis (Justiceiro), humor (Dia de los muertos), HQs adultas (Sin City), fantasia (Sláine) etc. A idéia de vocês é diversificar as publicações ou investir mais neste ou naquele nicho?

Leandro: Diversificação com qualidade. Não queremos nos prender a esta ou aquela linha, mas a todas que tiverem qualidade e possam oferecer algo de bom para o leitor, seja em texto ou em arte.

Maurício: A intenção da Pandora sempre foi lançar quadrinhos de qualidade. É essa a linha editorial que vamos manter, trabalhando com títulos de super-heróis, adultos ou quaisquer outros. Portanto, leitor, mande sugestões! Elas serão consideradas com carinho!

Ricardo: A Pandora não quer ser rotulada como uma editora “assim” ou “assada”. Não precisamos mostrar para ninguém o respeito que os leitores têm por nós, pela nossa qualidade, responsabilidade e preocupação de atender da melhor forma possível nossos leitores. Também somos (eu, Maurício e Leandro), em primeiro lugar, leitores.

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