Comic Con: The Experience

Por Equipe UHQ
Data: 23 dezembro, 2014

UHQCCXP2014

A imprensa, por Samir Naliato

Participar de uma comic con é, sem dúvida alguma, uma experiência única. Ainda mais quando o evento tem o tamanho e a organização que foram apresentados na Comic Con Experience, incluindo participações de grandes empresas do meio e atrações de peso, para despertar ainda mais o interesse do público.

Este ano, fui à CCXP a trabalho para fazer a cobertura desta primeira edição do mais novo evento de cultura pop do Brasil. Um trabalho bastante prazeroso, diga-se, já que o tema da cobertura me agrada muito pessoalmente.

E isso me fez ter um duplo ponto de vista da convenção.

Até pelo fato de este ser o primeiro ano do evento, eventuais problemas foram minimizados e serviram de aprendizado para edições futuras. E, como fã, realmente não há do que reclamar.

Já como imprensa, há uma mistura de sentimentos que variam da empolgação à frustração.

Todo o processo de credenciamento foi bem conduzido e organizado, incluindo informações claras e atualizadas, e a assessoria sempre disponível para tirar as dúvidas. Ao chegar à área de exposição principal, o movimento de visitantes, expositores e autores era uma grande fonte de material a ser explorada.

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Era fácil andar pelos corredores e, sem querer, esbarrar em fãs admirados, cosplayers, autores independentes e até artistas famosos, como Jose Luis García-Lopez ou Scott Snyder. Todos de bom humor e solícitos com o público.

Mas as coisas ficaram um pouco menos empolgantes em outras áreas para a imprensa, principalmente veículos online, como era o caso de muitos que estavam por lá.

Não havia um local para a imprensa e, com a São Paulo Expo lotada nos dias de maior movimento, era nula a chance de encontrar tomadas ou até mesmo espaço usar o computador. Acesso à internet era outro problema, pois a conexão 3G dos aparelhos móveis perdiam o sinal frequentemente, devido ao aumento de visitantes.

O único espaço disponível era uma sala de coletivas, mas que no início tinha o acesso restrito, liberado apenas quando algum entrevistado estava agendado. Com o passar dos dias e a necessidade mais aparente, aos poucos a imprensa usou o local como “base”, até no último dia estar totalmente liberado.

Outra dificuldade foi o acesso ao Auditório Thunder, o principal dos três disponíveis, onde aconteciam os aguardados painéis de artistas e estúdios. Não era possível se inscrever para eles, o que criava um dilema: desistir e se concentrar em outras atrações; ou entrar numa fila que podia durar até quatro horas e ficar com todo esse tempo ocioso, sem cobrir o resto do evento.

Além disso, muitas informações desencontradas dentro do auditório. A principio a organização confirmou que todos estavam liberados para registrar os bate-papos com fotos do palco, mas proibidos na hora em que o telão exibisse conteúdo exclusivo. Uma posição totalmente justa. Mas, na prática, foi diferente.

Samir participa de debate sobre HQs e cinemaSamir participa de debate sobre HQs e cinema

Na maioria das vezes as fotos eram proibidas em todos os momentos, e nem mesmo entre a equipe responsável em organizar o auditório havia um consenso sobre isso, pois era dadas instruções diferentes para a mesma questão.

Na coletiva de imprensa dos responsáveis pela Comic Con Experience, realizada antes das portas serem abertas ao público, falaram sobre a jornada que foi tornar esta convenção uma realidade, e o objetivo de fortalecer a indústria da cultura pop no Brasil. Para esse fortalecimento, citaram o papel dos veículos de comunicação para ajudar na conscientização da importância de eventos deste tipo e do público para esse produto.

Levar mais informação de qualidade é ótimo, e essas questões podem ser analisadas para o próximo ano, agora que se detectou com mais clareza o funcionamento do evento. Certamenta a experiência adquirida proporcionará ainda mais avanços para um evento que já foi extremamente positivo para todos os envolvidos.

Leia mais detalhes sobre como foi a convenção no artigo Comic Con Experience é divisor de águas em eventos do gênero no Brasil.

Se você perdeu a chance em 2014, comece a se preparar para 2015, pois essa experiência você também vai querer!

Samir Naliato é editor do Universo HQ.

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