Universo DC: da Crise ao Ponto de ignição

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 5 março, 2012

As (muitas) mudanças da editora de Batman e Superman em suas diversas sagas e megassagas ao longo de quase 30 anos

 

Ponto de Ingnição

A chegada às bancas brasileiras da edição de estreia da minissérie Ponto de ignição, lançada por aqui em janeiro de 2012, marca o início de mais uma contagem regressiva para os fãs de super-heróis no país.

É com essa publicação que se dará o reinício da cronologia do Universo DC, num ambicioso reboot que, literalmente, “zerou” as publicações da editora.

Em setembro de 2011, nos Estados Unidos, a DC Comics lançou 52 primeiras edições de seus títulos, investindo não só em super-heróis, como também em séries de terror, western e guerra. Autores renomados, como Geoff Johns, Jim Lee e Grant Morrison, ficaram encarregados de narrar os primeiros passos do Superman e da Liga da Justiça, enquanto Batman e Lanterna Verde prosseguiam em suas fases de prestígio.

Embora tenha dividido opiniões ao ser anunciada, como era esperado, os resultados iniciais da iniciativa logo ficaram claros: sucesso nas vendas e a DC alçada à posição de líder do mercado, superando a rival Marvel. E não parece ser fogo de palha, já que, cinco meses depois, a editora de Batman e Superman dominava sozinha o top 10 de vendas.

Apesar de ter sido o primeiro reboot que reiniciou a numeração de todos os títulos, esta não é uma experiência totalmente inédita. Na década de 1980, a mesma DC Comics já havia unificado seu quadriverso, recontando origens e lançando novas versões de personagens consagrados a partir do evento Crise nas Infinitas Terras.

Crise nas Infinitas Terras

Orquestrada por Marv Wolfman e George Pérez, dupla de sucesso por conta do trabalho em Novos Titãs, a maxissérie em 12 edições comemorava o cinquentenário da editora, ao mesmo tempo em que simplificava seu universo e o tornava mais atrativo a novos leitores.

As infinitas Terras paralelas deram lugar a uma realidade mais coesa e de fácil assimilação, marcando época e conquistando as novas gerações. Esses 25 anos que separam Crise nas Infinitas Terras e Ponto de ignição, e os dois maiores reboots da DC, foram uma época de heróis revitalizados, histórias marcantes e grandes sagas, que merecem ser relembradas.

Uma era de reinícios maravilhosos

Os primeiros grandes passos da DC para conquistar público e crítica após a grande Crise foram na direção de sua trindade de heróis. O Superman foi inteiramente reformulado pelo talentoso John Byrne, que descartou uma bagagem cronológica de 50 anos e investiu num lado mais humano para o último Filho de Krypton.

Lançada em 1986, a minissérie Homem de Aço reinventou elementos de sua mitologia como os pais kryptonianos Jor-El e Lara e o passado em Smallville (acentuando a criação por Jonathan e Martha Kent), a relação com Batman, o eterno amor Lois Lane e deu novos ares ao vilão Lex Luthor.

Na definição do próprio Byrne, era a versão original de Jerry Siegel e Joe Shuster mesclada com a animação dos estúdios Fleischer formatada para os novos tempos. Estava aberto o caminho para uma era de maravilhas.

Batman - Ano Um

Seguiram no embalo a série Batman – Ano um, dos ótimos Frank Miller e David Mazzucchelli, e a nova revista mensal da Mulher-Maravilha, por George Pérez e Len Wein.

Miller contou o primeiro ano da carreira de Batman de forma mais adulta e realista, mostrando um Bruce Wayne inexperiente nas ruas de Gotham City e dando importância maior ao então tenente James Gordon. Também nessa série, Selina Kyle, a Mulher-Gato, foi reinventada como uma ex-prostituta que passou a agir fantasiada sob a inspiração do Homem-Morcego.

Assim como O Cavaleiro das Trevas, obra máxima de Frank Miller, Batman – Ano um mudou os paradigmas para todos que trabalhariam com o vigilante. Já com a Mulher-Maravilha, por outro lado, George Pérez abordou a personagem sob a luz da mitologia clássica, apresentando histórias ainda hoje tidas como definitivas.

Em outros cantos do universo, os Novos Titãs prosseguiam em suas aventuras narradas pelo experiente Marv Wolfman sem grandes desdobramentos, mas a futurista Legião dos Super-Heróis teve problemas decorrentes das novas versões da cronologia.

Por conta da reformulação do Superman por John Byrne, ficara estabelecido que Clark Kent nunca fora Superboy, e assim os legionários ficaram sem sua fonte de inspiração.

Superman

Tal fato levou Byrne e o roteirista da Legião, Paul Levitz, a criar um universo compacto com versões de Krypton e da Terra, no qual a história transcorreu de forma diferente. Começavam, assim, aspectos da continuidade DC que prejudicariam séries posteriores e abalariam a coesão do universo pós-Crise.

Reunificando todas as novas realidades de super-heróis da editora, foi publicado em 1987 o crossover Lendas, assinado por John Ostrander e Len Wein, com arte de John Byrne. A história tratava de uma tentativa do vilão Darkseid de desacreditar os heróis terrestres, e serviu para lançar, entre outros títulos, a nova Liga da Justiça.

Idealizada por Keith Giffen e J.M. DeMatteis, com arte expressiva de Kevin Maguire, a Liga da Justiça Internacional contava não com os maiores personagens da DC, mas com heróis menos populares e muito bom humor.

Assumindo status internacional a partir da sétima edição, essa Liga possuía embaixadas ao redor do planeta e era sancionada pela ONU. Nomes como Besouro Azul, Gladiador Dourado, Fogo e Gelo logo conquistaram a preferência do público por sua irreverência.

Superman

Um novo título do Esquadrão Suicida, com roteiros de John Ostrander, mostrava tradicionais supervilões a serviço do governo dos Estados Unidos, com uma temática bem formatada ao final da década de 1980.

Já o novo Flash, Wally West, enfim estrelava sua própria revista mensal, saindo da sombra de seu antecessor Barry Allen, sob a pena de Mike Baron e Jackson Guice. Mas ainda era apenas o início.

Milênio, de 1988, um novo crossover centrado na mitologia dos Guardiões do Universo, apontava traidores entre as figuras mais íntimas de cada super-herói, enquanto dez pessoas eram escolhidas para liderar o próximo passo evolutivo da humanidade. Essa saga de Steve Englehart e Joe Staton englobou todos os títulos do Universo DC na época e lançou os Novos Guardiões, mas não teve consequências significativas.

Encerrando sua fase no Superman com uma polêmica sem precedentes, John Byrne voltou a tratar do universo compacto e surpreendeu ao fazer o Homem de Aço executar a sangue frio três vilões kryptonianos que exterminaram a vida naquela Terra alternativa.

Esse arco de histórias teve repercussões duradouras na vida do herói, que ficou exilado no espaço para lidar com problemas de consciência durante um longo período.

Keith Giffen, fazendo valer sua influência no universo de ficção científica da DC Comics, engendrou em 1989 o crossover Invasão, que mais uma vez reuniu todo o panteão de heróis da editora contra uma ameaça comum. No caso, nove raças alienígenas que decidiram invadir a Terra por conta do potencial do planeta para gerar meta-humanos.

Amanhecer Esmeralda

Como consequência da saga, surgiram a Liga da Justiça Europa e a L.E.G.I.Ã.O., uma força policial interplanetária de aluguel que contava com ancestrais da Legião dos Super-Heróis. As duas séries tinham Giffen no comando.

O autor ainda participaria das novas origens do Lanterna Verde, em Amanhecer Esmeralda, e de Aquaman, num especial ilustrado por Curt Swan. Paralelamente, o título Secret Origins tratava de readaptar a origem dos personagens da DC para sua nova realidade, com autores diversos.

O então roteirista de Batman Jim Starlin sugeriu a morte do segundo Robin, e atendendo a uma votação dos leitores por telefone, Jason Todd foi assassinado pelo Coringa em 1988. Morte em família teve arte de Jim Aparo, e definiu um rumo mais solitário para o Cavaleiro das Trevas.

A graphic novel A piada mortal, de Alan Moore e Brian Bolland, já havia investido nessa linha ao mostrar a origem do Palhaço do crime e fazê-lo aleijar Bárbara Gordon, a Batgirl. Contudo, fatores mercadológicos falaram mais alto, e logo Bruce Wayne adotou um novo parceiro, o esperto Tim Drake, que estrelou três minisséries e revista mensal própria, todas com texto de Chuck Dixon.

Enquanto isso, o Robin original, Dick Grayson, seguia sua carreira heroica liderando os Titãs como Asa Noturna.

Outro personagem repaginado na época foi o Gavião Negro, que ganhou nova origem por Timothy Truman, a qual seria fonte de mais problemas cronológicos e inviabilizaria o herói durante anos.

A Morte do Superman

Uma novidade da DC no período foram as histórias na linha Elseworlds (Túnel do tempo, no Brasil), que mostravam heróis consagrados em períodos históricos distintos. Começou com Gotham City 1889, que colocava o Homem-Morcego na pista de Jack, o Estripador.

Armageddon 2001 e Guerra dos Deuses foram dois crossovers sem tantos destaques, apesar de este último ter contado com texto e arte de George Pérez.

O evento da DC que realmente ganhou a mídia de forma explosiva veio em 1992, com A morte do Superman. Nessa saga surpreendente dos roteiristas Dan Jurgens, Roger Stern, Jerry Ordway e Louise Simonson, o maior herói de todos os tempos perece ao enfrentar uma criatura monstruosa batizada de Apocalypse.

O mundo parou, e logo se seguiram as sagas Funeral para um amigo e O retorno do Superman. Nesta última, quatro pretensos Supermen surgiam em Metrópolis, antecedendo a volta triunfal do verdadeiro herói. Logo Superboy e Aço também ganharam revistas próprias.

Seguindo com os grandes eventos na vida do kryptoniano, o O casamento do Superman, em 1996, reuniu finalmente os apaixonados Clark Kent e Lois Lane.

Posteriormente, Superman ainda arranjaria poderes elétricos e adotaria um novo uniforme. Claro que nada disso durou muito.

Na mesma linha, a saga A queda do Morcego mostrava a derrota de Bruce Wayne nas mãos do bestial Bane, que aleijou o herói, e o surgimento de um novo Batman.

A Queda do Morcego

Leitores acompanharam a história com atenção durante dois anos, até que o verdadeiro Cavaleiro das Trevas reassumiu seu manto.

Vale lembrar ainda que, como consequência de O retorno do Superman, no qual Coast City foi destruída, o Lanterna Verde Hal Jordan enlouqueceu e aniquilou a Tropa da qual fazia parte, abrindo espaço para o novato Kyle Rayner. Foi o início de uma cisma que polarizou o público durante anos, para eleger o melhor portador do anel esmeralda.

Já em 1994, Dan Jurgens esteve à frente de Zero Hora, crossover que retomou temas de Crise nas Infinitas Terras e ditou novos rumos para a editora, enquanto tentava arrumar – de novo – sua cronologia.

A Legião dos Super-Heróis teve sua história reiniciada, o Arqueiro Verde morreu e foi substituído pelo filho, e o Capitão Marvel ganhou nova vida pelas mãos de Jerry Ordway.

Mas o grande destaque foi Starman, série criada por James Robinson e estrelada pelo filho do herói da Sociedade da Justiça, que durou 81 números e levou nova sensibilidade ao universo da editora.

Sandman

Paralelamente, uma abordagem mais adulta e intimista para o Universo DC notava-se em Sandman, de Neil Gaiman, Hellblazer, de Jamie Delano, e Homem-Animal e Patrulha do Destino, de Grant Morrison. Seguindo a linha estabelecida anos antes por Alan Moore, com Monstro do Pântano, esses títulos estabeleceram o que seria conhecido como a linha Vertigo, a partir de 1993.

Numa época em que os “eventos bombásticos” prometiam mudar tudo e chamavam atenção da mídia para elevar as vendas, a linha adulta da editora oferecia quadrinhos mais inteligentes e centrados nas visões pessoais dos escritores. Sandman, em especial, foi uma das séries mais aclamadas de todos os tempos, ganhando diversos prêmios e alçando Neil Gaiman ao status de superstar.

Com Homem-Animal, Grant Morrison revitalizou este obscuro super-herói e tratou de temas como ecologia e a definição de heroísmo. Quando Buddy Baker se descobriu um personagem de quadrinhos, ele visitou o Limbo de heróis esquecidos, viveu sua própria Crise e, num clímax inesperado, encontrou o próprio Morrison.

Contando em grande parte com artistas britânicos, a onda inicial da Vertigo foi um verdadeiro oásis de criatividade.

Reino do Amanhã

Já em 1996, em meio a anti-heróis violentos e à Era Image, uma história narrando o futuro sombrio do Universo DC tomou a indústria de assalto. Reino do Amanhã foi uma minissérie em quatro partes da linha Túnel do tempo, na qual o Superman regressava após uma aposentadoria de cerca de dez anos, quando uma tragédia de proporções incalculáveis o força a agir.

Com texto de Mark Waid, que se destacava cada vez mais por sua abordagem otimista e cheia de criatividade em Flash, e coargumento e arte hiper-realista de Alex Ross, revelado em Marvels, este épico mostrava o conflito dos heróis clássicos com a nova geração, e de todos os super-heróis com a humanidade que protegiam.

Aproveitando e definindo a onda de otimismo que surgia, Grant Morrison e Howard Porter lançaram em seguida a revista JLA, uma versão moderna e mais poderosa da Liga da Justiça com os “sete grandes” da DC Comics: Superman, Batman, Mulher-Maravilha, Caçador de Marte, Flash, Lanterna Verde e Aquaman.

Apesar da formação clássica da equipe, as histórias eram modernas e imprevisíveis, tornando-se logo o carro-chefe da editora. Na esteira surgiram novas versões da Sociedade da Justiça e dos Titãs, e a equipe de heróis adolescentes Justiça Jovem. Oliver Queen, o Arqueiro Verde original, também retornou numa série escrita pelo cineasta Kevin Smith, que despontava no mundo dos quadrinhos.

Esta época alcançou o ápice em DC Um Milhão, saga que mostrou todo o Universo DC no século 853, cortesia de Grant Morrison. Mas novos tempos sombrios estavam a caminho.

Crise de Identidade

Infinitas Crises

A grande virada veio em 2004, com a série Crise de identidade, assinada pelo novelista Brad Meltzer e o artista Rags Morales.

Meltzer estreara substituindo Kevin Smith na revista do Arqueiro Verde, e se destacou por sua abordagem mais humana aos super-heróis e atenção a detalhes de sua cronologia pregressa.

Em Crise de identidade, Meltzer mostrou as consequências na comunidade meta-humana do misterioso assassinado de Sue Dibny, mulher do Homem-Elástico, explorando o preço que se paga por usar máscara e uniforme.

Em paralelo, o roteirista Geoff Johns ganhava destaque escrevendo o Flash e transformando Hal Jordan em Espectro, na saga O retorno do herói. Ele ainda reformulou os Novos Titãs, e logo assumiu um projeto de alto impacto: Lanterna Verde – Renascimento. A série marcava o retorno definitivo de Hal Jordan, estabelecendo uma das franquias de maior sucesso da editora em 2005.

Green Lantern Rebirth

Jeph Loeb, saindo da série mensal do Homem de Aço, lançou o título Superman/Batman, com a parceria entre os melhores do mundo. Jim Lee liderou as vendas do mercado em Batman – Silêncio, em parceria com Loeb, e Superman – Pelo amanhã, do escritor Brian Azzarello.

Na mesma época, o especial Contagem regressiva para a Crise Infinita apresentou a morte do Besouro Azul, anunciando uma fase mais pessimista e cheia de problemas para os heróis.

Foi o início da Contagem regressiva para a Crise infinita, com quatro minisséries que preparavam o terreno para a megassaga seguinte.

Crise Infinita teve texto de Johns e arte de Phil Jimenez, retomando personagens que não eram vistos desde a Crise original. Com o término da história, todos os títulos do Universo DC deram um salto de um ano em sua cronologia, o qual foi narrado em 52, série semanal escrita por Johns ao lado de Mark Waid, Greg Rucka e Grant Morrison, como num seriado televisivo.

O sucesso levou a Contagem regressiva, mais uma maxissérie semanal, desta vez com organização de Paul Dini.

Enquanto a Liga da Justiça era reformulada por Brad Meltzer, e Geoff Johns e Alex Ross revisitavam o Reino do Amanhã nas páginas de Sociedade da Justiça, Grant Morrison apresentava a complexa e ambiciosa série Sete Soldados da Vitória, com sete heróis que salvavam o mundo em conjunto, mas sem nunca se encontrarem.

All Star Superman

Kurt Busiek e Geoff Johns assumiram os títulos do Superman, que também contou com a colaboração do cineasta Richard Donner, de Superman – O filme, enquanto Morrison e Dini cuidavam de Batman.

Fora da cronologia oficial da DC, Morrison e o artista Frank Quitely apresentaram a definitiva Grandes astros – Superman, ao passo que Frank Miller e Jim Lee criaram polêmica com Grandes Astros – Batman e Robin, até hoje inacabada.

Crise final chegou em 2008, por Grant Morrison e diversos ilustradores, com a vitória do perverso Darkseid sobre os heróis da Terra. A maior consequência da saga foi a aparente morte de Batman, que, em seus títulos mensais, foi substituído por Dick Grayson. Já Damien Wayne, filho de Bruce com Tália Al’Ghul, assumiu o manto de Robin.

Superman já ganhara uma origem revisada em 2003, O legado das estrelas, de Mark Waid e Leinil Francis Yu, mas, em 2008, foi a vez de Origem secreta (aqui publicada a partir de Superman # 90, da Panini), por Geoff Johns e Gary Frank. Parece que nunca se cansam de recontar o surgimento do herói, sempre mudando algo aqui e acolá.

A noite mais densa, do roteirista Geoff Johns com arte do brasileiro Ivan Reis, foi a grande saga da DC em 2009. Tomando como base a profecia de um conto quase esquecido de Alan Moore, a história mostra diversos heróis e vilões retornando à vida para lutar pelo mal ao lado dos Lanternas Negros.

Legion

Na sequência, veio O dia mais claro, mais uma série de sucesso com Johns no comando. Por conta da Crise final, o autor também apresentou Flash – Renascimento, com o retorno de Barry Allen, o velocista morto em Crise nas Infinitas Terras.

Enquanto a Legião dos Super-Heróis voltava a sua encarnação clássica, após a Legião dos Três Mundos, os Titãs e a Liga da Justiça passaram por fases pouco inspiradas que falharam em conquistar o público.

Grant Morrison tratou de resgatar o verdadeiro Batman do fluxo do tempo em O retorno de Bruce Wayne, e o levou a uma cruzada global contra o crime em Corporação Batman.

Já o Superman viveu a longa saga Novo Krypton, para depois caminhar pela América em Solo, de J. Michael Straczynski. O autor ainda recontou (de novo!) a origem do Homem de Aço em Superman – Earth One, com bons resultados.

Depois de tantas idas e vindas, sagas e megassagas, muitas séries precisavam de um novo fôlego. Por isso, a opção por um reboot foi compreensível.

Final Crisis

É quando se chega a Ponto de ignição, que lança o Universo DC em direções inusitadas por alguns dos maiores talentos do mercado e marca o início de uma nova era.

A nova DC começou com 52 novos títulos, dos quais seis já tiveram o cancelamento anunciado e serão substituídos por outros novos. Entre Crise nas Infinitas Terras e Ponto de ignição, a editora teve fase ruins? Sim, muitas. Mas houve também diversas boas histórias assinadas por roteiristas e ilustradores inspirados, sagas marcantes e eventos cósmicos que, algumas vezes, cumpriram a promessa de mudar tudo para sempre – até a próxima reformulação.

Mundos viveram, mundos morreram, e agora chega uma nova fase para o Universo DC, que, como de costume, nunca mais será o mesmo.

Para quem lamenta a perda de décadas de cronologia, fica a esperança de que elementos perdidos voltem a pipocar nas novas séries mensais (isso sempre acontece, vale lembrar), e a certeza de que, válidas ou não para a cronologia, suas histórias preferias não perdem o valor.

E para quem fica entusiasmado com as novidades, há a promessa de mais um era que marcará sua época. É praticamente certo (alguém duvida disso?) que, daqui a não se sabe quantos anos, a DC Comics reformulará seu universo novamente. Mas é o período entre essas mudanças que mais interessa. O resto é, foi e será história.

Marcus Vinicius de Medeiros adora os quadrinhos da DC Comics, mas ainda não encontrou uma forma de fazer um reboot para ficar mais jovem…

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