Abril confirma, em comunicado a assinantes, o fim dos quadrinhos Disney na editora

Por Marcus Ramone
Data: 8 junho, 2018

Uma notícia divulgada ontem, no blog Planeta Gibi, deixou os fãs da turma de Patópolis em polvorosa: os quadrinhos Disney não seriam mais publicados no Brasil pela Editora Abril.

De acordo com a postagem, as edições de julho seriam as derradeiras.

Procurado pelo UHQ, o diretor de redação de revistas infantis da Abril, Sergio Figueiredo, disse que a editora “não confirma essa nota, o Planeta Gibi já está incluindo a informação de que não confirmamos e não comentamos nada.”

Mas nesta sexta-feira, dia 8 de junho, a Abril, por meio de seu diretor de assinaturas, Ricardo Perez, enviou por e-mail aos assinantes um comunicado em que confirma o fim da publicação dos quadrinhos Disney pela editora. Em um trecho do texto, Perez diz que, diante da notícia que circulava em alguns veículos de comunicação, “optamos por formalizá-la”.

Confira abaixo o comunicado, na íntegra.

Caro assinante,

Como você está acostumado, sempre agimos com transparência em relação à sua assinatura de revistas e, desta vez, não é diferente.

Após revisão estratégica do Grupo Abril, a partir de junho de 2018 os quadrinhos Disney não serão mais publicados por nós.

Esta notícia começou a circular em alguns veículos de comunicação na última semana e, em respeito ao relacionamento que temos com você, optamos por formalizá-la. Nós também estamos chateados com isso e tomando todas as providências para você não sofrer nenhum tipo de prejuízo.

Nas próximas semanas, você receberá uma carta com todos os detalhes e orientações.

Contando com a sua compreensão, agradecemos a confiança e esperamos continuar com sua importante presença entre os assinantes Abril.

No mês passado, já havíamos noticiado a suspensão das coleções especiais Disney e o cancelamento das assinaturas dos gibis mensais.

Sobre a saída dos quadrinhos Disney da Abril, o editor Paulo Maffia respondeu ao Universo HQ que “a editora não confirma essas informações” e que “está em tratativas com seus parceiros comerciais.”

Apesar de o departamento de quadrinhos da Abril não querer confirmar a informação nos contatos feitos pelo UHQ nas últimas semanas, parece que o destino dos quadrinhos Disney será mesmo longe da editora, após uma rica história de 68 anos.

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Pato Donald # 1, lançada pela Editora Abril em 1950

• Outros artigos escritos por

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  • eller2009

    Depois de 68 anos a revistinha que é um marco no Brasil O Pato Donald vai descontinuar, que triste. :(

  • Alexandre Floquet da Rocha

    Nunca fui muito de ler os quadrinhos Disney (somente na infância), mas fico triste com o fim de uma história de 68 anos com a Editora Abril.

    • Marcus Ramone

      Imagine pra quem é fã doente, como eu. :-(

      • Idem… ;-;

      • andrefbr

        Idem [2]

        E só de imaginar se, por acaso, algum milagre, outra editora pegar e zerar todas as numerações, me dá até gastrite.

        • Bruno Portugal

          Mais um. Medo de ficar sem Disney. Fico na fé que alguém vai publicar. E se for a Panini, ainda continua na mão do mesmo pessoal da Abril Jovem, assim como a Mythos faz com os supers

        • eller2009

          :(

        • Qual é o problema de zerar as numerações?

    • Olavo Nogueira

      Idem [3]
      Faz anos que eu não leio Disney, mesmo assim essa notícia me deixou meio chateado. É o fim de uma era!

    • FINASTERIDO

      eu também. Sempre preferia a turma do Mauricio. Mas, claro,li muita coisa boa da Disney através da Abril.

  • 0-Drix

    Triste pela descontinuação da coleção Carl Barks. Triste por pessoas que vão perder seus empregos fixos e seus frilas. Mas ficaria muito feliz se fosse o fim desta empresa muquirana.
    Em breve, algum conglomerado internacional de comunicações a adquire.

    • Alessandro Souza

      “Fim dessa empresa muquirana”. Me lembrou do patinhas

  • “Após revisão estratégica do Grupo Abril, a partir de junho de 2018 os quadrinhos Disney não serão mais publicados por nós.” Então os quadrinhos Disney passarão a ser publicados no Brasil por outra editora?

  • Victor Civita está se revirando no túmulo neste momento. Seria o fim da Abril?

  • Natanael Floripes

    Muito triste com a notícia… Leio quadrinhos Disney publicados pela Editora Abril, desde que eu era menino, no final da década de 60. Lembro-me de quando havia grandes pilhas de Tio Patinhas nas bancas, com as geniais histórias de Carl Barks.

    E a dureza é que é muito possível que simplesmente nenhuma editora assuma as publicações Disney.

    A situação atual é paradoxal e acho esquisito que muitos fãs não percebem. Nunca se teve tanto material em quadrinhos disponível para ser comprado, mas nunca tão poucas pessoas compraram. Esse tipo de material clássico, então, só gente mais velha como eu lê. Meninos muito novos leem turma da Mônica e adolescentes leem mangás. O resto só a velharada….

    • Stephan

      Concordo com você, tendo me manifestado várias vezes aqui nos comentários do UHQ. O pior é que ainda tem gente que não enxerga – por ingenuidade – a grave situação em que se encontra o meio editorial como um todo, mas há também aqueles que justamente lucram com a ingenuidade alheia – como, por exemplo, a turminha que vive das leis Rouanets da vida – pois dependem que os aspirantes a futuros Carl Barks acreditem que ainda é possível viver exclusivamente de quadrinhos no Brasil. Em geral, falam isso em festivais e eventos bancados por dinheiro público(estranho, pois se quadrinhos dessem lucro como apregoam não precisariam do Erário, certo?) e, claro, não perdem a chance de fisgarem alunos para os caros cursos de quadrinhos e artes gráficas que lá oferecem. A triste e crua verdade é que a Nona Arte, tal qual como a conhecíamos, está praticamente morta em quase todo o Mundo! Se nos States está difícil, imaginem aqui…

      • Rodrigo Mokepon

        Você sabe o que é a lei Rouanet?

    • André de L. Peroba

      “Nunca se teve tanto material em quadrinhos disponível para ser comprado, mas nunca tão poucas pessoas compraram.” Disse tudo, Natanael. Pelo menos no Brasil os compradores de HQs são cada vez menos. E não é só pelas novas mídias disponíveis, não. É que a leitura, ler um bom livro, ou uma HQ, virou passatempo de adultos e já com uma idade avançada. Há exceções, há, sim. Mas, parece haver cada vez mais semi-letrados incapazes de entender uma simples história em quadrinhos. E como não entendem o que leem, pouco se interessam. É triste.

      • Stephan

        Essa é uma realidade que muitos tentam ignorar e não debater(alguns, por interesses próprios). Basta analisarmos friamente o que ocorre desde 2011, por exemplo, quando a influente revista especializada em quadrinhos Wizard foi cancelada nos Estados Unidos, indicando que o Mercado já estava em um acelerado processo de decadência tanto comercial quanto artística/criativa. Não que tal revista fosse um exemplo a ser seguido, mas sim, quanto ao fato de que ela era considerada uma sólida referência tanto para leitores quanto para quadrinhistas, e o seu fim pegou muitos de surpresa. Um dos motivos que levaram ao seu cancelamento foi a falta de assuntos originais a serem abordados: as grandes editoras estavam apostando há anos na mesmice, além de estarem focando em conquistar os executivos de Hollywood, deixando em segundo plano os leitores(o irônico é que a própria Wizard contribuiu para isso).
        O resultado nós já sabemos: leitores veteranos insatisfeitos devido à descaracterização ou o total abandono de personagens icônicos(inclusive daqueles considerados secundários, mas que se tornaram cults) fazendo com que muitos se afastassem de vez dos quadrinhos, ao passo que os novos leitores enjoavam rápido das novidades, induzindo as editoras a fazerem incontáveis reboots com o objetivo de tentarem(em vão) fidelizá-los, e quanto mais se afundavam nessa ilusória tática comercial, mais leitores antigos – que não só liam, mas também colecionavam com afinco os títulos de suas preferências, coisa que poucos leitores novos fazem – deixavam de comprar o que as editoras ofereciam. Tanto Marvel quanto DC, ao invés de agradarem a TODAS as faixas de leitores – como fizeram até meados dos anos 80 – preferiram apostar as suas mais valiosas fichas na chamada Geração Y, que tem uma visão distinta das gerações anteriores no que concerne à afetividade cultural!
        Junte-se a isso o fato de que a Mídia em geral desestimula implícita e, não raro, explicitamente, as pessoas a lerem algo que preste, assim temos o cenário atual, com o fechamento de editoras, livrarias, lojas e outros pontos de vendas que funcionavam há décadas. E se tal situação aflige a Pátria dos Quadrinhos, o que dizer daqui?

  • Erickson Souza

    Provavelmente vai pra panini, e pra quem consome nao vai mudar tanto (vide turma da monica que pouco mudou quando saiu da globo pra Panini).

  • Bruno A. B. Ransan

    Colecionei MUITO das HQs da Disney (Mickey, Pato Donald, Zé Carioca, Tio Patinhas) e da Turma da Mônica quando mais novo. Hoje já não tenho nem um terço do que tinha, mas guardo certas edições com carinho. É uma parte da minha infância que está indo embora…

  • Além da tristeza por uma notícia dessas, tem a confusão de ninguém saber se é, se não é, eu disse, mas não disse, fui eu, mas não fui eu…
    Lamentável!

  • Banzé Menezes

    A Panini é dona da licença internacional da Disney no mundo. Acredito que em janeiro será publicado por ela, ou por sua parceira no Brasil, que é a Mythos.

    • Marcelo Garcia

      Nos EUA é publicasa atualmente pela IDW, mas ja passou por INÚMERAS editoras! Quadrinhos Disney não fazem mais o sucesso de décadas atrás, infelizmente.
      Nem sequer nos parques da Disney são vendidas!
      Abraços a todos.

    • Natanael Floripes

      Onde você viu que ela tem licença “no mundo”? Em que outro país, fora a Itália, seu país de origem, a Panini publica quadrinhos Disney?

  • Renato Lattanzi

    É muito triste que publicações tão antigas, e tão próximas de leitores fiéis, sejam alcançadas pelas decisões erradas da empresa. O que será agora da Editora Abril? Muito difícil que sobreviva sem o seu maior bem, a confiança de seu público. Como dizia Victor Civita, nos momentos de crise da empresa: “O Pato (Donald) paga”. O que farão, agora, sem o pato?

    • Natanael Floripes

      Isso foi no passado. Há muitos anos que o Pato não paga mais e a Abril mantinha as revistas Disney basicamente por motivos sentimentais. Se elas estivessem dando lucro, você acha que eles desistiram delas? Lembro-me de ter lido uma reportagem sobre como uma consultoria tinha proposto a Abril desistir deles e o finado Roberto Civita, filho de Victor, então presidente da empresa disse que nunca. Mas Victor e Roberto Civita já se foram, a nova geração não tem vínculos sentimentais com as revistas e está enfrentando uma crise empresarial sem precendentes e fizeram o que fizeram. Pessoalmente, fico triste.

  • Abel_CR

    Caramba! Não dá pra acreditar… Torço para que outra editora consiga manter a publicação das mensais, terrível imaginar as HQs Disney desaparecerem do Brasil.

  • Gustavo Augusto O. Martins

    O encerramento das publicações Disney pela Editora Abril é apenas um dos mais recentes sinais da crise pela qual o Grupo Abril vem passando. E não é de hoje: desde a década passada, o grupo vem se desfazendo de suas marcas/parcerias/propriedades de mídia como Uol, TVA, MTV Brasil, HBO Brasil, ESPN Brasil, Eurochannel etc., e de dezenas de revistas tradicionais em vários segmentos como Contigo!, Men’s Health, Capricho, Playboy, DC Comics etc. E agora, Disney. Parece que o grupo não vai sobreviver até o fim da próxima década. Uma pena, porque quanto mais veículos, mais concorrência, mais variedade, menos monopólio.

    • BKS

      Mais veículos de um dono só é melhor não ter nada. A Abril surfou anos e anos com venda de livros, revistas e quetais para escolas públicas, repatições, estatais, etc

  • Dyel Dimmestri

    Acredito que, agora as revistas Disney passem a ser publicadas pela Panini… Só espero que eles comprem também o passe do Paulo Maffia e de toda a galera da redação Disney /Abril.
    Todo mundo acendendo vela pra São Carl Barks, JÁ!!!

  • ataulfomfreire

    Saudade mesmo tenho do estúdio brasileiro dos quadrinhos Disney, que
    contava com muitos talentos, como do Saidenberg e Canini, mas esse já se
    foi há tempos… A despeito do desconforto natural que as pessoas têm com mudanças, provavelmente outra editora irá dar continuidade, assim como foi com Marvel/DC. Fica o desejo para que os profissionais se realoquem no mercado. O Maffia mesmo pode virar youtuber, já tem minha inscrição garantida!

  • Val Fonseca

    Não sou muito fã, mas meu primeiro gibi foi um Disney Especial – Férias, e vez ou outra sempre comprei essas hqs. Tenho algumas coisas na minha coleção entre mensais, almanaques, mini-séries e especiais, que trazem histórias boas e divertidas.
    Sempre vibrei com a numeração do Pato Donald como sendo um dos gibis mais longo em nosso país, e infelizmente esse legado chegou ao fim!
    Visto que a Panini publica Disney na Europa, acredito eu que seja ela a nova detentora destes personagens por aqui. Fico na torcida pra que realmente isto aconteça, assim como muitos leitores fiéis da família pato e companhia.

  • ninguém

    O mercado é assim, pessoal. Quem não se adapta às novas necessidades que aparecem perde o bonde e é atropelado pelos concorrentes. Não lamento o que ocorreu, pois sei que quem retomar as HQs Disney terá de ser responsável e eficiente com esses produtos e, principalmente, com quem os compra, coisa que a Abril não demonstrava saber fazer direito há décadas. Já vão tarde.

  • Marcelo Franco

    É o fim de uma era. Que crianca nunca teve, nos anos 60, 70 ou 80, uma revista Disney da Abril na mao ? So li na infância, mas fico triste com a noticia. E um sintoma de que o mercado de quadrinhos está frágil e não forma novos leitores. E meu respeito a Abril, pelos 68 anos dedicados a Disney.Erraram, como e natural, mas fizeram coisas belas !

  • Antonio Junior

    Que pena. Minha coleção Carl Barks ficará incompleta. Estava com um cuidado precioso de encher os olhos. Espero que a editora subsequente dê continuidade aos mesmos moldes.

  • fabiano lima

    Uma noticia triste de fato,evidenciando a crise que editora Abril esta passando e indica o pedido de muitos para que façam se possivel um Confins do Universo sobre os Quadrinhos Disney.

  • Moises Lucena

    É uma pena. Meu primeiro gibi foi um da Disney, o Disney especial reedição número 40, os cosmonautas. Desde então já foram 30 anos colecionando HQs.
    Mas os tempos mudaram, e a editora abril não percebeu a tempo e caminha rumo ao fim, sentado em cima de uma história que já foi. E história, passado e lembranças não pagam contas no mundo atual, em que o hábito de leitura infantil, quando e se ocorre, não é mais em gibis, que se tornou algo caro, não atrativo e inacessível à muita criança, como era antes…
    E o mundo segue..

  • FINASTERIDO

    Para leitores de HQ, a relação com publicações da Abril é sempre cercada de nostalgia, como nesse caso. Mas, parece claro que as publicações continuam em outra editora.

  • Rodrigo Mokepon

    Bem, lá vou eu comprar meu primeiro e último quadrinho Disney em banca.

  • Rodrigo Mokepon

    Será que com isso não teremos mais Zé Carioca?

  • Alessandro Souza

    Olha, a cada mês uma matéria sobre vendas de hqs. Sempre tem “as vendas foram em torno de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado”. Nesse ritmo, em menps de 10 anos estará tudo acabado.

  • Rafael-Deadpool

    Que pena, uma das primeiras publicações da editora Abril foi o gibi do pato Donald..
    E o mangá de Kingdom Hearts edição definitiva ? Eu tava afim de fazer esta coleção.. :/ Alguem saberia me informar se outra editora vai publicar?

  • Natanael Floripes

    E onde é que você leu que a Panini adquiriu os quadrinhos Disney no Brasil? Por enquanto, só vi especulações de leitores usando suas bolas de cristal para prever o futuro.

  • FINASTERIDO

    Não precisa falar..estamos falando do império Disney meu caro. É um simples exercício de lógica comercial. Relaxa…

  • FINASTERIDO

    que minissérie é essa “tudo acontecerá ontem”? onde saiu?

  • Fabiano G. Souza (Nerdmor.com)

    Faltou uma opinião/análise editoral mais forte do pessoal do UniversoHQ sobre essa notícia.

  • Stephan

    Dinheiro esse que poderia ir para áreas mais urgentes. No final das contas, é recurso jogado fora em projetos que raramente acrescentam alguma coisa no cenário cultural brasileiro, pois o governo abre mão de impostos que poderiam melhor ser empregados, e, pelo que vemos por aí, geralmente vão parar nas mãos de apadrinhados políticos e puxa-sacos de plantão!

    • BKS

      Puxa, a Abril ”nunca” mamou gostoso nas tetas governamentais com suas editoras batendo nas portas das escolas PÚBLICAS, oferecendo jabás e quetais…
      As revistas da Abril na área de educação eram usadas como forro de gaveta por professores, pois apenas o papel era bom…

      • Stephan

        Estudei em escola pública na época e nunca presenciei tal jabá. De qualquer modo, referia-me, ainda que implicitamente, a quadrinhos NACIONAIS, publicados por editoras como La Selva e Vecchi, por exemplo, já que as grandes como Abril e Ebal editavam, em sua maioria, material estrangeiro, Se houve essa prática acima por você descrita, ela não influenciava muito nas vendas em bancas. Até agora, porém, ninguém citou para mim quadrinhos patrocinados por leis de incentivo culturais(sejam, estaduais, municipais ou federais) dignos de figurar ao lado de um Terror Negro, Spektro, Raio Negro, Capitão 7, Mestres do Terror, Mirza, a Mulher Vampiro, entre CENTENAS de outros gibis clássicos nacionais. Você saberia de alguma revista em quadrinhos “pública” que seja muito procurada em sebos ou que influenciou/influenciará futuros artistas brasileiros?

      • Stephan

        Gentileza ignorar o último parágrafo da minha resposta. Lembrei-me agora de que corre-se o risco que o pouco que resta da produção interna verdadeiramente independente – ou seja, aquela que não vive do Erário – seja extinta em um futuro não muito distante. É para se refletir do porquê o Brasil não verá mais surgir um Nico Rosso, um Jayme Cortez, um Gedeone, um Zalla, um Colonnese, etc…Não que não existam novos artistas talentosos por aí, mas sim porque a produção quadrinhística nacional ficou refém da politicagem, a não ser que você pense que haja 100% de imparcialidade quando determinado governo libera verba para se publicar um trabalho que, via de regra, é feito para o benefício de alguns poucos. Esses ícones que citei acima, pelo que eu saiba, não dependeram de dinheiro público para deixar um legado que perdurará por bastante tempo!