Super-Heróis brasileiros voltam a se encontrar em Alfa – A Primeira Ordem

Por Samir Naliato
Data: 6 março, 2017

Elenildo Lopes, um dos responsáveis pelo especial Protocolo – A Ordem, está com um novo projeto no qual reunirá diversos super-heróis brasileiros em uma única aventura.

Trata-se de Alfa – A Primeira Ordem, que já possui campanha aberta na plataforma colaborativa Catarse. O argumento é de Elenildo Lopes, com roteiro de Gian Danton, arte de Marcio Abreu e cores de Vinicius Townsend.

Uma operação deflagrada com o nome de ALFA investigará a fundo o caos que se instalou no país após os acontecimentos narrados em Protocolo – A Ordem. Mas os heróis descobrirão coisas além da compreensão, e a Terra nunca esteve tão ameaçada por um inimigo capaz de trazer o apocalipse ao planeta. Por isso, é hora de reunir novamente os maiores e mais importantes super-heróis brasileiros e formar uma equipe.

Aeris é um inimigo imortal que ameaça ressurgir em nosso tempo, enquanto os heróis procuram soluções e respostas para o caos que se instalou no país após uma invasão alienígena.

Participam da trama: Capitão 7, Capitão Gralha, O Flama, Raio Negro, Homem-Lua, Capitão R.E.D, Lagarto Negro, Jaguara, Blenq, Bruce, Anjo Urbano, Jou Ventania, Velta, Homem Trator e Shirley, Armagedom, Bruce – O Exterminador, Ciclone, Corrupião, Coruja, Dito Terrine (Megasônicos), Kahen (Os Tomos de Tessa), Raio Rubro, Rudamon, Supraion, Velta e Vênus.

Para colaborar e saber de mais informações, incluindo a meta e as recompensas programadas, clique aqui.

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Alfa - A Primeira Ordem

• Outros artigos escritos por

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  • Eduardo Lima

    Sucesso e retorno das hq nacionais de Super!

  • Stephan

    Seria legal se o Judoka, Pabeyma, Escorpião, Fikom, entre tantos outros, pudessem voltar também…

  • Anderson Rodrigues

    os caras ainda insistem nesses personagens plagiados e mal escritos…

    • Stephan

      O Capitão 7 e o Raio Negro possuem um certo charme que vai além do puro e simples saudosismo…

    • Larrous

      Pior é ver gente pagando pau pra um um desenho feio desses, com uma perspectiva estranha e cheio de photoshop. O roteiro e esse escapismo que dá sono. Mais uma ameaça?? Quero ver esses super-heróis resolvendo os problemas de verdade. Nesse saudosismo só apoia quem não entende muito da verdade vivida no nosso país que precisa de mais retratos fantásticos. Brasileiro não quer salvar o mundo. Quer pagar as contas. Ao invés de fazer mais do mesmo em uma HQ, pq não fazer diferente? Ah, a negação da realidade…

      • Stephan

        O problema é achar que os quadrinhos são obrigados a retratarem o cotidiano tal qual como ele é. Existe espaço para toda e qualquer tipo de iniciativa, inclusive para as de cunho mais realista. Sob o ponto de vista materialista, as obras de Alan Moore seriam condenáveis, já que uma boa parte delas aborda um tema que muitos consideram igualmente alienante e duvidoso:a Magia!
        Antes que alguém mais apressado diga que estou comparando o trabalho de Moore com super-heróis brasileiros, não, não estou, estou apenas defendendo a pluralidade de idéias distintas nos Quadrinhos, e não aquelas ditadas por cartilhas ideológicas.

        • Larrous

          Como você não entendeu o conceito do comentário, segue: Aqui no Brasil, parece que finalmente descobrimos que os heróis lutam com vilões e que agora tudo rende grupo. Esse é o tipo de roteiro que não sabemos fazer de um jeito diferente de pobre, cansativo e pedante. Gostaria mesmo que você me mostrasse qual foi a grande história elogiada por aqui com essa temática. Não a que você gosta, mas a que foi aclamada pela crítica. Não tem. Ficamos nesse oba-oba elogiando o que não lemos, ignorando que estamos nesse escapismo chato que nos leva aos mesmos lugares de sempre.
          Quanto às tais “autoridades”, nem vou entrar tanto nisso porque não falei do assunto. Apenas acho que se o ramo tá desgastado, nada melhor que renová-lo com um tema nem tanto desenvolvido por aqui. É mais fácil bater no vilão da edição do que mostrar como esses heróis resolveriam as questões que nos assolam. Roteiro piegas. Se você se contenta com isso aí, bola pra frente. Cada um se contenta com o que a mente aguenta.

        • Larrous

          Quanto a cobrar as coisas das pessoas certas, pode ter certeza que eu cobro. Não é o UHQ ou o artista que resolvem isso e que bom que você sabe. Falta você entender isso no meu comentário. Tem diferença entre querer ver roteiros mais trabalhados, com áreas cinzas, do que falar da tal ideologia que você achou ver no meu comentário. A diferença é tremenda, cabe a você descobri-la ao invés de querer achar pelo em ovo.
          Não vou elogiar o mais do mesmo porque é brasileiro.

          • Stephan

            Não é questão de elogiar porque é brasileiro, pelo visto você não entendeu o meu comentário em sua inteireza. Eu não olho a nacionalidade da equipe, mas sim o conteúdo do que é oferecido.
            Poderia citar aqui o Garra Cinzenta, Mirza, Capitão 7, Pabeyma, Nayara, a Filha de Drácula, Conde Louis Von Boros(Lobisomem) e Fikom, só para ficar nos exemplos mais conhecidos de personagens criados por autores nacionais e que foram reconhecidos até em alguns países do exterior, mas se você se guia apenas pela crítica, tenho algo a lhe informar: uma parte considerável desses “críticos” costuma ler apenas o que lhes é oferecido gratuitamente, ou seja, imparcialidade só da boca para a fora, e mesmo nesse grupo há aqueles que não leem coisa alguma mas elogiam ou descem a lenha guiados por questões pessoais!
            No Cinema vemos muito disso, em que filmes que foram massacrados por críticos no passado estão sendo devidamente reconsiderados na atualidade, como a excelente refilmagem “O Enigma do Outro Mundo”, de John Carpenter, que, talvez por não fazer proselitismo e nem ficar puxando saco dos parasitas de plantão, sofreu perseguições de muita gente.

      • Stephan

        A propósito, quem deve resolver os problemas de verdade são as autoridades, e não a Marvel, DC, Dark Horse, Hollywood, etc… Talvez seja mais fácil cobrar isso da Imprensa, dos desenhistas, atores, diretores, do UHQ, enfim, dos artistas de modo geral, do que dos políticos que vivem cercados de seguranças, né?

  • Tem o Capitão Gralha no meio! AHAHAHAHAAHAHAHAHAHAHAHA!
    E eles falam dele como se fosse um personagem antigo mesmo… isso não é desinformação? Acho que valeria uma explicaçãozinha dele ser uma piada dos criadores do Gralha.

    • Beto Magnun

      O Danton é um dos 40 criadores do Gralha. Ou tô viajando?

      • Claro que não, foi o lendário Francisco Iwerten, hahahah!
        Mas falando sério, sim, vc tem razão e eu não tinha me atentado a isso. O vídeo confunde, dá a entender que é mais um do panteão dos antigos heróis, mas aparentemente só estão mantendo a piada :P

  • Meu Herói

    Uau, ficou excelente mesmo! Obrigado pelo apoio de sempre! Vamos incentivar os nossos super-heróis pessoal! Contamos com seu apoio. Agradecido!

    • Larrous

      “Nossos”? Não, cara. Heróis criados no Brasil não são passaporte pra apoio e elogios. Pra mim apoio a gente dá pra coisas como Apagão, Ditadura No Ar ou até mesmo Pátria Armada que tem sua originalidade dentro do mesmo ramo. Esse Alfa chupa um gênero que beira o chato é aqui no Brasil é ainda pior porque nessa tentativa de ser regional acaba sendo pedante.

      • Marco1964

        “Um gênero que beira o chato” não seria o de super-heróis, né? Hoje em dia concordo que anda beeem chato, mas tem muita coisa produzida durante as Eras de Ouro, Prata e Bronze que são clássicos inquestionáveis!

        • Larrous

          Estou falando dos períodos atuais mesmo. Nos anos 90 não tínhamos roteiro e nos últimos 10 anos estamos vivendo de grandes sagas anuais que mudam tudo até a próxima grande aventura que muda tudo também.

          • Marco1964

            Tirada a dúvida, devo dizer que concordo em gênero e grau com o que você escreveu! Os quadrinhos definitivamente já tiveram dias melhores…

          • Larrous

            E os quadrinhos por aqui que agora querem ser “Os VIngadores” Tupiniquins com reuniões e sei lá o que mais pra se equiparar. Como eu falei acima, a pobreza de ideias nos faz pensar em reuniões, vilões da edição. É mais fácil lidar com esses conceitos sem área cinza porque é o que a maioria das pessoas aguenta por aqui. O escapismo heroico é o ópio de planície dos brasileiros nerds que se contentam com isso. E se prepare porque esse vem com gosto de coisa velha.

  • helio

    Não quero saber de primeira ordem, segunda, obra brasileira estou fora. Clichê demais pra uma edição apenas.

  • Beto Magnun

    Che Guevara e o Robin na equipe.

    • anderson Santos

      Kkkkk isso mesmo.

  • anderson Santos

    Capitão América, Thor, Homem Aranha, Magneto, Ciclope, Homem de Ferro, Surfista Prateado. Não vejo graça nem tenho a mínima vontade de comprar essas hqs de heróis “nacionais”. Cópias descaradas do material americano, personagens nem um pouco criativos. Da até pra saber de onde foi o decalque. É muita cara de pau.

  • Larrous

    Beleza ;)

  • Enoque

    Simplesmente PERFEITO. Comentário ignorante e ofensivo desse indivíduo. Sempre que leio alguém comentando do alto de sua arrogância que nada pós anos 80 no estilo de super heróis é bom já sei que é uma opinião baseada em vento, típico de quem não lê nada do gênero desde a era formatinho da Abril e só acompanha hqs via manchetes de sites e reviews de youtube.
    Se eu não gosto do estilo heróico, não vou assistir um Vingadores no cinema, vou ver um filme independente iraniano em alguma feira por aí que deve ser muuuuito melhor e mais empolgante … mesmo principio se aplica a hqs. Agora criticar o material nacional lançado nesse estilo por não conter elementos realistas é simplesmente ridículo. Independente da qualidade do material que pode ser bom ou ruim e deverá ser avaliado unicamente pelo seu conteúdo, toda e qualquer iniciativa nacional deve ser estimulada e apoiada, mesmo em forma de crítica a roteiro e desenhos, desde que seja de maneira construtiva e não baseado em puro e simples preconceito e demagogia.
    Que vá ler seus folhetins politicos e pensar nas contas que tem para pagar enquanto o restante dos leitores se diverte com uma obra de entretenimento.

    • Stephan

      O problema dos entusiastas do Marxismo Cultural é que só o gosto restrito deles tem valor. Não raro, muitos até conseguem financiamiento para as suas obras de duvidoso retorno artístico-financeiro, enquanto artistas que estão aí há décadas e que já provaram que são competentes no que fazem não conseguem um centavo sequer das leis de incentivo à Cultura, não pela qualidade do trabalho em si, mas porque não foram, ou não são, considerados “engajados politicamente” pelos detentores do Poder.
      Claro, há os casos de artistas apolíticos que também conseguem polpudas verbas, mas, como tem sido noticiado nos últimos tempos, isso se encaixa na viciosa prática de desvio de verbas; nessa hora, pouco importa a ideologia, mas sim o montante de dinheiro que poderá ser aferido pelos costumeiros esquemas de sempre. Seria ingenuidade pensar que nos Quadrinhos isso não acontece, mas, se assim não fosse, muitos não precisariam partir para o financiamento coletivo, que tem sido a única saída de muitos para que possam publicar algo, seja esse algo ruim ou não. Sim, há outros fatores que pesam em tal decisão, mas o alijamento de desenhistas novatos e veteranos não alinhados com o status quo é um deles!
      Qual gibi bancado pelo Erário que se tornou uma obra referencial para as futuras gerações de profissionais e leitores de quadrinhos? Aquele que trata da crise erótico-existencial do anão exilado pelos gigantes canibais da Funkielândia, ou aquele que aborda o conflito niilista do ex-terrorista espacial que se desiludiu com os anéis de Saturno, por exemplo?
      Da mesma maneira que uma obra cara ou lucrativa nem sempre é boa, um trabalho que aborde questões sociais de cabo a rabo também não é garantia de qualidade…

      • Marco1964

        O ProAc do Governo do Estado de SP também se encaixa nessa coisa de Marxismo Cultural?
        P.S.1 Depois dessa, aproveito para parafrasear o bom e velho “Ferris Bueller”: “Não apoio o fascismo, ou qualquer outro ‘ismo’. Na minha opinião, os ‘ismos’ não prestam. Não se deve acreditar neles, mas sim em nós mesmo.”
        P.S.2 Ruim ou não, o gibi em questão, pelo menos, deu origem a um debate deveras interessante. rs

        • Stephan

          Sim, se encaixa também, a não ser que você pense que os partidos são diferentes dos outros no que tange aos seus objetivos primordiais, que são o de rapinar ao máximo possível o Erário ao mesmo tempo em que doutrinam os ingênuos de plantão.Lamento informar-lhe, mas não sou partidário de nenhum governante, seja a nível estadual, federal ou municipal: seria o mesmo que apoiar meliantes, sabe?
          PS 1 – Depende a que -ismos o autor se referiu.Tratando-se de sistemas políticos, eu concordo, mas, a nível filosófico, parafraseio o bom, velho e satânico Anton Szandor LaVey: “Eu rompo com todas as convenções que não levam ao meu sucesso e à minha própria felicidade!” Ressalta-se que Egoísmo e Egocentrismo são coisas distintas, assim como o são Conforto e Luxo, embora muitos tentem nos fazer crer que são sinônimos.
          PS 2 – Sinal de que os quadrinhos ainda tem um bom potencial, embora muitas editoras por aí não tenham se apercebido disso.