Batman Eterno # 52

Por Ricardo Malta Barbeira
Data: 20 maio, 2016

Batman Eterno # 52Editora: Panini Comics – Revista semanal

Autores: Batman Eterno (Batman Eternal # 52) – Scott Snyder e James Tynion IV (história), James Tynion IV (roteiro), Ray Fawkes, Kyle Higgins e Tim Seeley (roteiristas consultores), Eduardo Pansica (desenhos) e Júlio Ferreira (arte-final) (p. 9-28), Robson Rocha (desenhos) e Guillermo Ortego (arte-final) (p. 5-8, 29-30, 35-36, 40-42), David Lafuente (arte) (p. 37-39), Tim Seeley (arte) (p. 31-32), Ray Fawkes (arte) (p. 33-34), Allen Passalaqua (p. 9-28), Gabe Eltaeb (p. 5-8, 29-30, 35-36, 40-42), John Kalisz (p. 31-34), John Rauch (p. 37-39) (cores).

Preço: R$ 7,20

Número de páginas: 40

Data de lançamento: Fevereiro de 2016

Sinopse

Eterno – A conclusão da maxissérie semanal do Cavaleiro das Trevas.

Positivo/Negativo

Agora que sabe que é Lincoln March quem financiou o meticuloso plano de Arthur Brown, Bruce Wayne terá que enfrentar toda a fúria e loucura do homem que alega ser seu irmão.

Visto pela última vez em Batman # 11, na conclusão de A noite das corujas, March revela-se ao mesmo tempo em que corta a garganta do Mestre das Pistas, salvando Batman da morte certa.

Se a aparição do vilão não chega a causar comoção no leitor, a reação dos cidadãos de Gotham ao incêndio que toma a cidade e ao caos generalizado que se segue, é muito bem realizada, com todos sendo incentivados por James Gordon a fazer o que Batman faz por cada um deles a cada noite.

Apesar de soar um tanto pueril em um primeiro momento, a reação da cidade funciona bem demais para fechar a trama. Assim como a aparição dos principais aliados do Homem-Morcego para derrotar March é muito apropriada, uma vez que a saga contou com a participação de cada um deles, em maior ou menor grau.

Iniciada há mais de um ano, em Batman Eterno # 0, a série mostrou-se uma aventura muito boa do Morcego, na qual a ideia de que a justiça é eterna permeou cada página, fazendo uma metáfora com o fato de o próprio personagem ser atemporal e representar esse senso de responsabilidade a cada instante de sua trajetória.

Na arte, este último número manteve a média geral. Com a participação de desenhistas com estilos heterogêneos, ficou interessante o trabalho de cada um com personagens mais apropriados aos seus traços.

Quanto à edição brasileira, os créditos ficaram confusos, pois todos os artistas foram creditados em “desenhos”, dando a entender que não há ninguém responsável pela arte-final.

Após uma pesquisa no site da DC Comics, este resenhista preferiu destrinchar um pouco melhor os créditos, para ficar registrado quem fez o quê, de maneira mais clara.

Vale também dizer que o nome da colorista Gabe Eltaeb está grafado incorretamente como “Elteab”.

Apesar disso, o trabalho da Panini ao longo da publicação merece mais elogios do que críticas. Inclusive a distribuição – complicada para uma revista com periodicidade semanal – foi boa, considerando-se uma grande praça como a cidade de São Paulo.

Classificação

3,0

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