Dark # 3

Por Diogo Martins de Santana (in memorian)
Data: 5 abril, 2013

Dark # 3Editora: Panini Comics – Revista Mensal

Xiboletes e álcool (Justice League Dark # 3) – Peter Milligan (roteiro), Mikel Janin (arte) e Ulisses Arreola (cor);

Totens (Animal Man # 3) – Jeff Lemire (roteiro), Travel Foreman (arte) e Lovern Kindzierski (cor);

De um lado para o outro (Resurrection Man # 3) – Dan Abnett & Andy Lanning (roteiro), Fernando Dagnino (arte) e Santi Arcas (cor);

Torpor (I Vampire # 3) – Joshua Hale Fialkov (roteiro), Andrea Sorrentino (arte) e Marcelo Maiolo (cor);

Venha a mim, criança (Swamp Thing # 3) – Scott Snyder (roteiro), Yanick Paquette (arte) e Nathan Fairbairn (cor).

Preço: R$ 8,99

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Setembro de 2012

Sinopse

Liga da Justiça Dark – A poderosa Feiticeira inicia sua caçada por June Moon.

Homem-Animal – Buddy e sua filha Maxine fazem uma ensandecida viagem ao Vermelho em busca de respostas.

Monstro do Pântano – O passado finalmente alcança Alec Holland. E não pretende ser nem um pouco agradável com ele…

Eu, o vampiro – Conheça os aliados humanos de Andrew Bennet na guerra contra a Rainha do Sangue.

Ressurreição – Mitch contra as Dublês de Corpo.

Positivo/Negativo

Liga da Justiça Dark – Os personagens se articulam e a trama se desenvolve bem.

Zatanna e Constantine dão a entender que tiveram um relacionamento no passado, o que no universo pré-reboot era bem estabelecido. Shade e Madame Xanadu se encontram e fica a dúvida: de que lado os dois personagens estariam? O Desafiador começa a flertar com June Moon, o que cria uma tensão por causa do relacionamento dele com a Columba. É interessante observar que só agora June tem sua função na história revelada.

A arte, que não era ruim, melhora bastante e consegue ser grotesca quando necessário. Na página 18, há dois easter eggs bacanas: em cima da cama tem uma edição de The Secret Seven # 1, é outra de Deadman and the Flying Graysons # 1, ambas tie-ins de Flashpoint. Foi na primeira, escrita por Peter Milligan, que apareceu o conceito da Liga da Justiça Dark. E a segunda foi colorida por Mikel Janin, que fez a arte desta edição.

Homem-Animal, com um roteiro incrível e uma arte esplêndida, é o que faz a revista valer a pena. A trama se divide em dois núcleos: Buddy e Maxine se aventurando pelo Vermelho e a Sr.ª Baker e Cliff se defendendo dos agentes da podridão em casa.

Enquanto no primeiro plot rola uma explicação sobre os poderes de Buddy e Maxine, o outro diverte ao mostrar uma mãe desesperada para salvar sua vida e a do filho enquanto tenta controlar os palavrões que o garoto diz.

Na edição anterior, Ressurreição terminou com a promessa de que iria melhorar. Mas não cumpriu!

A “alma” de Mitch viaja para o “limbo”. Lá, ele é contatado por uma entidade que se diz do inferno. Enquanto isso, na Terra, as Dublês de corpo discutem se ele vai ressuscitar ou não. O que poderia ter sido um gancho interessante com as outras revistas da linha sobrenatural da DC não passou de uma ameaça vaga e desconexa com a trama.

A arte é competente, mas, na tentativa de superar o roteiro ruim, insiste em só destacar decotes e calcinhas das Dublês de corpo.

Eu, o vampiro continua surpreendendo. Por meio da narrativa do professor John Troughton, é mostrado um pouco mais do passado do vampiro Andrew e como funcionam seus poderes. A participação da jovem Tig dá humor à trama, mas sem cair no deboche. No final, uma ótima pista revela a participação especial de Batman na próxima edição.

Em Monstro do Pântano, o trabalho de Yanick Paquette surpreende, criando paginas lindas e sutilezas que enriquecem a história. O escritor Scott Snyder desenvolve bem a trama, ao criar três camadas que se interligam.

Primeiro, a história do garoto que vive isolado em uma bolha, que começa com um humor negro e desaba para um ótimo conto de terror. Depois, o encontro conturbado de Abigail Arcane e Alec Holland e, de quebra, a explicação para o relacionamento entre ela e o Monstro do Pântano.

A história termina com um gancho bacana, que envolve os laços familiares dos personagens, algo que sempre foi abordado nas antigas histórias do personagem.

Classificação

3,5

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