Justiceiro – Volume 2 – O efeito Ômega

Por Audaci Junior
Data: 18 outubro, 2013

Justiceiro – Volume 2 - O efeito ÔmegaEditora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Greg Rucka e Mark Waid (roteiro), Matthew Clark, Matthew Southworth, Michael Lark, Marco Checchetto e Mirko Colak (arte), Stefano Gaudiano (arte-final de Michael Lark) e Matt Hollingsworth (cores) – Originalmente em The Punisher # 6 a #10, Daredevil # 11 e Avenging Spider-Man # 6.

Preço: R$ 18,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Agosto de 2013

Sinopse

Recuperado de seus ferimentos, Frank Castle faz uma investida contra o Câmbio e acaba encontrando Rachel Cole-Alves, única sobrevivente da chacina promovida por membros da organização criminosa.

Após obter o omegadrive, um disco rígido feito por moléculas instáveis que contém informações sobre a IMA, Hidra, o Espectro Negro, a Agência Bizantina e o Império Secreto, o Demolidor pede a ajuda do Justiceiro e do Homem-Aranha para sobreviver e dar um duro golpe no supercrime.

Positivo/Negativo

Na primeira metade deste volume, os caminhos do Justiceiro com o sargento Rachel Cole-Alves se cruzam na sua busca por vingança contra os integrantes do Câmbio, em um resort no interior gélido de Nova York.

Como visto na edição anterior, ela foi a única sobrevivente de um fogo-cruzado de uma guerra de gangues, na qual os membros da organização criminosa estavam envolvidos, o que atraiu a atenção do anti-herói.

Com um elenco rotativo de artistas, o destaque para este arco é a presença de Michael Lark e Stefano Gaudiano, que trabalharam com o escritor Ed Brubaker no Demolidor e na série Gotham City contra o crime (que também tinha Rucka como argumentista).

A dupla desenha um interlúdio com os detetives Walter Bolt e Oscar “Ozzy” Clemons, que cuidam do caso da chacina no casamento de Cole-Alves. Além das semelhanças físicas, o cacoete de Ozzy com o abrir e fechar de um canivete neste capítulo remete ao também detetive de Morgan Freeman no filme Seven, em que ele pensa atirando um canivete em um alvo no seu apartamento.

Mais velho e experiente, nada escapa das cogitações dele, tornando-o um coadjuvante que se sobressai aos demais. A ausência do protagonista, com exceção de um flashback, também acentua o lado detetivesco da ação.

O desfecho do arco faz um link com o próximo, o “efeito ômega” do subtítulo. Curiosamente, a Panini lançou este volume antes de Demolidor – Volume 2 (publicado um mês depois), que tem uma ligação direta com o crossover do Justiceiro, o escalador de paredes e o demônio da Cozinha do Inferno.

O Homem-Aranha cai de paraquedas junto com um bando de ninjas do tentáculo, o Justiceiro ganha uma aliada (Rachel Cole-Alves, apropriadamente apelidada de “Justiceirazete” pelo aracnídeo) para pegar o omegadrive do Demolidor e tudo parece meio forçado, principalmente a união de Frank Castle com os dois super-heróis.

O Justiceiro não matar e usar provisoriamente balas de borracha contra os membros dos cartéis criminosos, apenas porque está junto dos “mocinhos”? Tal “flexibilidade da estratégia” é um insulto à inteligência do leitor.

Logicamente, mesmo sendo prometida uma parte das valiosas informações contidas no disco para o anti-herói, somente é adiada a futura matança de Frank Castle na sua eterna jornada no combate ao crime sem prisioneiros.

Pior ainda é quando o Demolidor usa a barata e velha psicologia reversa para impulsioná-lo a se unir, perguntando se o Justiceiro está com medo. Essa foi a “pá de cal” em uma estrutura já comprometida.

Ainda engolindo tudo a seco, no final do arco, tudo fica absolutamente do mesmo jeito de antes, como se nada desse encontro valesse a pena.

Um crossover sem função e às escuras, sem o radar do Demolidor.

Classificação

2,0

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