Justiceiro – Volume 1 – Como nos bons e velhos tempos!

Por Audaci Junior
Data: 18 outubro, 2013

Justiceiro – Volume 1 - Como nos bons e velhos tempos!Editora: Panini Comics – Edição especial

Autores: Justiceiro (The Punisher # 1 a # 5) Greg Rucka (roteiro), Marco Checchetto (arte) e Matt Hollingsworth (cores);

Gente séria (Marvel Knights: Double-Shot # 4) – John Figueroa (roteiro), Alberto Ponticelli (arte) e Nathan Eyring (cores);

O Justiceiro ataca duas vezes! (The Amazing Spider-Man # 129) – Gerry Conway (roteiro), Ross Andru (desenhos), Frank Giacoia e Dave Hunt (arte-final) e Dave Hunt (cores).

Preço: R$ 18,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Julho de 2013

Sinopse

Justiceiro – Durante um casamento, uma disputa entre gangues rivais acaba em tiroteio, resultando em um massacre no qual a noiva foi a única sobrevivente. E isso coloca os assassinos na mira do Justiceiro.

Gente séria – Em um assalto a banco orquestrado por um grupo dissidente da S.H.I.E.L.D., a Viúva Negra e o Demolidor vão bater de frente com Frank Castle.

O Justiceiro ataca duas vezes! – A primeira aparição do Justiceiro e do Chacal, um dos inimigos do Homem-Aranha.

Positivo/Negativo

Na montanha-russa das idas e vindas de fases do Justiceiro, o personagem já foi um anjo vingador vindo do inferno e, literalmente, um Frankenstein, nos seus piores momentos.

Distanciando dessas “heresias” com o anti-herói e aproximando-o das histórias dos tempos da Superaventuras Marvel (com roteiros de Mike Baron e Carl Potts), esta nova fase apresentada por Greg Rucka foge também do realismo mais violento e do Universo Marvel tradicional impresso por Garth Ennis na linha Max.

O que se observa é um meio-termo, em que o Justiceiro come seu “feijão com arroz” na guerrilha urbana contra o crime organizado.

Greg Rucka, escritor de romances policiais e de série como Gotham City contra o crime (ao lado de Ed Brubaker), sabe como armar o clima da trama, colocando o protagonista nas sombras e armando um novo leque de coadjuvantes, dentre eles uma jornalista tão determinada quanto Ben Urich e os detetives Walter Bolt e Oscar “Ozzy” Clemons, uma alusão aos personagens de Brad Pitt e Morgan Freeman no filme Seven.

Este primeiro volume tem boas sequências, como quando a sargento Rachel Cole-Alves, dos fuzileiros navais, lembra-se, no leito do hospital, da chacina na celebração do seu matrimônio ou quando Castle atira em uma cafetina pelas costas, mostrando toda a distorção moral do código de honra do anti-herói.

Seguindo a cartilha dos clichês, Rucka coloca o protagonista em confronto direto com um soturno Abutre (note que no lixo onde o Justiceiro cai está a manchete vista no primeiro volume do Demolidor de Mark Waid), coloca o personagem em situações gratuitas (a piada sem graça de filme B, quando Castle, em uma clínica veterinária, interrompe uma gangue de linchar um dedo-duro) e insere coadjuvantes mais sem sentido ainda (o garotinho que visita o Justiceiro no último capítulo, só para ter um efeito emotivo barato).

A arte de Marco Checchetto casa bem com o enredo, mas não chega a ser um destaque, mesmo nos momentos das sequências de ação, nos quais se sobressai com uma ou outra angulação menos usual.

Completando a edição, duas histórias curtas com o Justiceiro encontrando o Demolidor e o Homem-Aranha. A única justificativa para que ambas estejam nesta revista é o crossover que acontecerá no próximo volume com esses personagens.

A última vale mais por curiosidade, para saber como era retratado Frank Castle pelos seus criadores, Gerry Conway e Ross Andru.

Em tempo: esta nova fase do Justiceiro, mesmo sendo bem recebida lá fora, foi cancelada na edição # 16 do título original e acabou ganhando uma minissérie para concluir a trama, intitulada This is war.

Classificação

2,5

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