Morango e Chocolate

Por Sidney Gusman
Data: 21 setembro, 2007

Morango e ChocolateEditora: Casa 21 – Edição especial

Autora: Aurélia Aurita (roteiro e desenhos).

Preço: R$ 29,90

Número de páginas: 144

Data de lançamento: Agosto de 2007

Sinopse

Uma jovem quadrinhista francesa, de origem oriental, relata sua viagem ao Japão e as primeiras semanas do relacionamento com seu novo namorado.

Positivo/Negativo

A primeira reação ao se terminar de ler o divertido álbum Morango e Chocolate é admitir: Aurélia Aurita (pseudônimo de Chenda Khun) é uma mulher corajosa. Afinal, ela é a principal personagem desta HQ erótica em que divide as páginas – e a cama e outros cômodos – com o também quadrinhista francês Frédéric Boilet.

E Aurita faz isso sem nenhum rodeio. Seu texto é direto e expõe todas as suas peripécias sexuais ao lado do namorado. Mas não espere encontrar nada visualmente tão picante quanto um álbum de Milo Manara ou de Giovanna Casotto. Isso porque a autora relata tudo com muito bom humor e age como se estivesse dividindo suas descobertas com o leitor. Seu traço simples, quase “fofinho”, ajuda muito nesse sentido.

Não deixa de ser curioso ver Boilet como coadjuvante numa HQ erótica, uma vez que em O Espinafre de Yukiko e Garotas de Tóquio, que saíram aqui pela Conrad, ele é o personagem principal, narrando suas aventuras sexuais.

O trabalho da Casa 21 está ótimo e a editora já anunciou que pretende lançar no Brasil o segundo volume da obra, que sai em outubro de 2007 na Bélgica, pela Les Impressions Nouvelles.

Morango e Chocolate é uma daquelas obras que poucos imaginariam ver nas prateleiras de livrarias brasileiras, mas que chegou graças à enorme diversificação que nosso mercado vem experimentando. Ainda bem, pois é uma boa pedida para quem curte quadrinhos mais alternativos, além de ter potencial para atrair o público feminino.

O livro começa e termina de maneira muito criativa. O título, que pode mexer com a imaginação dos leitores (afinal, sexo, morango e chocolate combinam), não tem nada de fetiche ou de fantasia sexual. É ler para crer. E, na página final, Aurélia Aurita “arremata” com uma frase muito bem sacada.

Classificação

3,5

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