Graphic novel reconta morte de Stálin e sucessão do poder na União Soviética

Por Samir Naliato
Data: 26 maio, 2015

Após publicar Trinity – A história em quadrinhos da primeira bomba atômica e O Golpe de 64, a editora Três Estrelas lançou mais uma graphic novel abordando um importante momento histórico.

A morte de Stálin (formato 23 x 31 cm, 152 páginas, R$ 49,90), produzida pelos franceses Fabien Nury (roteiro) e Thierry Robin (arte), reúne em uma única edição os dois volumes originais da história.

Moscou, noite de 28 de fevereiro de 1953. O diretor da Rádio do Povo recebe um telefonema inesperado, após a transmissão ao vivo do Concerto para piano nº 23, de Mozart. Do outro lado da linha, está o homem todo-poderoso da União Soviética e um dos líderes mais temidos do planeta, Josef Stálin, que pede uma gravação da peça musical executada.

O diretor entra em pânico, pois nada foi registrado e seria preciso repetir o concerto. Qualquer vacilo pode colocar em risco a cabeça de todos.

Enquanto escuta a gravação, Stálin sofre um violento derrame cerebral, que o levará à morte. Logo começam as conspirações para sucedê-lo, encabeçadas por Lavrenti Béria e Nikita Kruschev. Era o começo do fim de uma das mais terríveis experiências políticas do Século 20.

A partir de acontecimentos reais, os autores recriam, em tom de sátira expressionista, o clima de conspiração, paranoia e medo que pesava sobre a União Soviética de Stálin.

A obra venceu o prêmio Château de Cheverny de melhor história em quadrinhos no festival Encontros com a História, em Blois, na França.

A morte de Stálin

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