Marcello Quintanilha ganha prêmio no Festival Internacional de Angoulême

Por Sérgio Codespoti
Data: 1 fevereiro, 2016

O quadrinhista brasileiro Marcello Quintanilha (que no começo da carreira também era conhecido como Marcello Gaú) ganhou um prêmio na 43ª edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Angoulême, na categorial HQ policial – que é patrocinada pela SNCF – Société Nationale des Chemins de Fer Français, a rede ferroviária francesa –, com o álbum Tungstênio (lançado no Brasil pela Editora Veneta, em 2014).

Quintanilha é o autor de Fealdade de Fabiano Gorila; Salvador, da coleção Cidades Ilustradas; Sábado dos meus amores, álbum vencedor do troféu HQ Mix de melhor desenhista, em 2009; Almas públicas; e Talco de Vidro. ALém disso, desenhou a série Sete Balas para Oxford (escrita por Jorge Zentner), material publicado no mercado franco-belga.

Veja abaixo a lista dos premiados no festival:

  • Fauve D’Or (Melhor Álbum): Ici, de Richard Maguire (Éditions Gallimard);
  • Prêmio do Público: Cher Pays de Notre Infance, de Étienne Davodeau e Benoît Collombat (Futuropolis);
  • Prêmio Especial do Juri: Carnet de Santé Foireuse, de Pozla (Delcourt);
  • Prêmio de melhor Série: Miss Marvel – Livro 1, de G. Wilson Willow e Adrian Alphona (Éditions Panini);
  • Prêmio Revelação: Une Étoile Tranquille – Portrait Sentimental de Primo Levi, de Pietro Scarnera (Éditions Rackham);
  • Prêmio Juventude: Le Grand Méchant Renard, de Benjamin Renner (Delcourt/Shampooing);
  • Prêmio do Patrimônio: Vater und Sohn – Père et Fils – integrale, de Erich Ohser e E. O. Plauen (Éditions Warum);
  • Prêmio Policial SNCF (Société nationale des chemins de fer français): Tungstène (Tungstênio), de Marcelo Quintanilha (Éditions Ça et La);
  • Prêmio dos Quadrinhos Alternativos: Laurence 666 # 5, de revista de Hugo Charpentier, Manuel Lieffroy, Rémy Mattei, Chloé Fournier, Benjamin Baret, Nicolas Rolland, Philippine Henry, Pierre Dreyfus, Marthe Jung, Clément Relave, Jean-Michel Nicollet, Olivier Rinckel, Gaelle Loth, Clémence Bouchereau, Olivier Bonhomme, Emre Orhun, Daniel Amdemichael, Félicité Landrivon, Lia Vé, Hicham Amrani, Christophe Fournier, Mathieu Zanellato, Darshan Fernando, Steven Marcato, Geoffroy Monde, Nils Bertho e Adrien Demont (Mauvaise Foi Éditions).

O vencedor do prêmio Grand Prix de Angoulême foi o quadrinhista belga Hermann.

Tungstênio foi publicado na França pela Éditions Ça et La, com o título de Tungstène e com uma capa diferente da versão usada pela Veneta (que pode ser comprada aqui). A Ça et La também tem no seu catálogo a HQ Cumbe, do brasileiro Marcelo D’Salete.

Além de Marcello Quintanilha, outros artistas brasileiros também concorriam ao prêmio de HQ alternativa.

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  • Daniel S. C. Silva

    Agora é esperar a recepção de Talco de Vidro no estrangeiro. PS: O link pra comprar Tungstênio tá errado.

    • codespoti

      Aqui o link tá carregando corretamente. Qual a página que carregou pra você?

    • Opa, link corrigido!

  • Meus parabéns ao Marcello Quintanilha. Ao julgar o livro pela capa horrível lançada pela Veneta, nunca me interessei pela obra, portanto não a li. Já a capa europeia tem cores muito bonitas e chama a atenção… se tivessem publicado com essa no Brasil, com certeza eu teria me interessado e procurado saber sobre a hq… Sim, ainda se julga um livro pela capa!

    • Marcelo Naranjo

      Ele ganhou como roteirista nacional por essa obra, o título está em tudo quanto é lista de melhores de 2014, tem uma baita resenha aqui no site… pô Jefferson, e você desistiu PELA CAPA??? ;-)))

      • Rs, pois é Naranjo, acontece! mas é q num mercado com tantos lançamentos e pouca grana no bolso, as vezes a gente acaba mais atraído por alguma outra grande obra ou até por algum Batman da vida e aí não dá pra comprar tudo o q queremos. No caso detungstênio, so conheco de capa e nome, desde o seu lançamento, mas nunca vi sequer uma pagina interna. O que me atrai numa HQ q não conheço? A sinopse e a arte (mesmo super-herois, q compro pouquissimo, só compro se o artista for do meu agrado). Esse é um erro das editoras, não divulgarem as páginas internas (a não ser q a arte seja feia), e por vezes, não fazer uma capa atraente. Essa capa da tungstênio da vêneta é horrível e é por isso q dentre tanto material legal, esse não interessou! Torci o nariz desde a primeira vez q vi e pelo q me lembre, nunca me interessei em ler a sinopse ou qq coisa referente a essa hq. Talco de vidro, apesar da arte simples , já vi a arte interna e gostei, me interessei pela sinopse e acrescentei na minha lista de compras!

    • wesley

      Concordo c vc quanto a capa nacional. Essa com a imagem da praia é belíssima, quase cinematográfica. Mas é um pecado tolo esse nosso, a hq é simplesmente maravilhosa.

  • Robert D’Aveon

    Parabéns ao Marcelo, que, diga-se de passagem, é uma pessoa muito humilde e simpática! Merece demais!

  • Thiago Nascimento

    Prêmio mais do que merecido para um dos maiores contadores de histórias e mestres da narrativa de nosso País (e não falo apenas de quadrinhos).
    P.S.: faltou mencionar sua (ótima) adaptação de O Ateneu (Raul Pompeia), na série Clássicos Brasileiros em HQ, dá Editora Ática.