O Esqueleto – O Início

Por Zé Oliboni
Data: 17 julho, 2015

O Esqueleto - O InícioEditora: Zarabatana – Edição especial

Autor: Salvador Sanz (texto e arte).

Preço: R$ 18,00

Número de páginas: 16

Data de lançamento: Julho de 2015

Sinopse

Um vírus contaminou todo o gado do planeta e transformou os seres humanos em monstros canibais. Apenas os vegetarianos não se contaminaram e continuam lutando pela sobrevivência. Esqueleto é um deles.

Positivo/Negativo

A Argentina tem uma produção grande de quadrinhos que, devido à barreira do idioma, é pouco conhecida no Brasil. Felizmente, algumas editoras, como a Zarabatana, vêm trabalhando no sentido de apresentar ao leitor brasileiro o que é feito no país vizinho.

Salvador Sanz é um dos autores argentinos que ganharam espaço no Brasil e já teve três álbuns publicados: LegiãoNoturno Angela Della Morte.

Para marcar a passagem do autor no Brasil em mais um evento, a Zarabatana lançou esta história curtinha, que serve de apresentação para uma HQ maior, ainda em produção.

A aventura, que foi publicada na Argentina em uma antologia sobre zumbis, funciona perfeitamente como um conto fechado. Apresenta um conceito muito interessante de um mundo onde o apocalipse zumbi foi transmitido pelo consumo de carne bovina e apenas os vegetarianos não foram contaminados.

Nesse universo, é mostrada uma aventura rápida do Esqueleto, um dos poucos que ainda lutam pra sobreviver nesse mundo de criaturas assassinas.

Vale dizer que, apesar de ter toda pinta de história com pretexto para fazer campanha contra o consumo de carne, o autor foge dessa tentação e usa como personagem principal alguém sem qualquer convicção em especial pelo vegetarianismo. Como o próprio Esqueleto diz, ele apenas não gostava de comer carne e isso o salvou.

Por se tratar de uma HQ tão curta, o destaque fica para a arte vigorosa e bem trabalhada de Sanz. Ele tem um ótimo trabalho de hachuras, que cria volumes e texturas bem interessantes para os zumbis e o cenário devastado.

Aliás, a capa já dá uma boa amostra do quanto o autor é bom. As hachuras em vermelho ficam bem realçadas e complementam perfeitamente o desenho em preto.

No geral, mesmo sendo uma HQ curta, por ter sido lançada em um formato grande e com uma bela capa, a publicação acaba valendo tanto para quem já é fã do autor, como para aqueles que querem ter uma ideia do trabalho dele.

Classificação

4,5

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