FIQ 2013: cinco dias de celebração à nona arte

Por Samir Naliato
Data: 25 novembro, 2013

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Acabou. Após cinco dias de muitos convidados, novidades, visitantes e quadrinhos, o 8° Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte chegou ao fim. Foram tantos os destaques, que vale a pena contar um pouco o que aconteceu na Serraria Souza e Pinto, local onde aconteceu o evento.

Como já temos artigos detalhando os dois primeiros dias do FIQ (clique aqui e aqui para mais informações), agora é a vez de falar um pouco mais sobre os outros três.

O feriado de 15 de novembro, sexta-feira, ajudou a trazer ainda mais público e deixar o pavilhão de exibição movimentado. Fabio Yabu (Combo Rangers) apareceu para participar do debate Quadrinhos não são mais só para adultos e sessões de autógrafos.

Outro painel aguardado foi sobre 100 Balas, no qual os artistas Eduardo Risso e Dave Johnson conversaram com a plateia sobre essa que foi uma das principais séries do selo Vertigo.

Os lançamentos do dia foram Petisco, o fanzine Torpor, a antologia Mônica(s) e a graphic novel Piteco – Ingá, sendo que esta última esgotou-se em apenas três horas e deixou diversos leitores que procuravam o álbum com as mãos vazias.

Mas a expectativa do dia girava em torno do painel Graphic MSP. Com o Auditório Gutemberg Monteiro lotado (algumas pessoas sentaram no chão e outras nem conseguiram entrar e ficaram acompanhando num telão, do lado de fora), foram revelados os novos seis volumes do selo. O painel contou com a aparição surpresa de Mauricio de Sousa. Veja detalhes clicando aqui.

O quadrinhista Danilo Beyruth revelou ainda o lançamento, em 2014, da graphic novel São Jorge, que terá 234 páginas – porque o dia de São Jorge (e aniversário do autor) é 23 de abril.  Até o momento, não há data prevista para lançamento e nem informações sobre qual editora publicará o álbum.

Outros debates de destaque foram Mangás, com Samuel Medina, Érica Awano, Marcelo Cassaro, Lobo Borges, Petra Leão e J.M. Trevisan; e O horror, o horror, com Rafael Rodrigues, Franco de Rosa, Salvador Sanz, Fábio Cobiaco e Rafael Albuquerque.

O sábado, 16 de novembro, começou com a chegada de Valente por opção, álbum inédito do personagem criado por Vitor Cafaggi, agora publicado pela Panini Comics. Também foi lançada a antologia Capitão Rapadura – 40 Anos, no estande Fórum de Quadrinhos do Ceará.

Em meio a autógrafos e oficinas, a participação de George Pérez no painel Conversa em quadrinhos encheu o auditório mais uma vez. O veterano desenhista falou sobre seus recentes problemas de saúde e relembrou o início de carreira e trabalhos clássicos, como a criação dos Novos Titãs e a saga Crise nas Infinitas Terras.

Quem também chegou ao festival foi o roteirista norte-americano Geoff Johns, que, além de ter escrito títulos como Lanterna Verde, Flash, Superman, Sociedade da Justiça, Aquaman, Liga da Justiça, Ponto de Ignição, Crise Infinita e A noite mais densa, também é o chefe do departamento criativo da DC Entertainment, responsável por levar os personagens da editora para outras mídias.

A apresentação mais aguardada do sábado foi a realizada pela DC Comics, que, além da presença de Johns, contou com a participação de vários artistas brasileiros que trabalham para a editora, atualmente, como Ivan Reis, Joe Prado, Ig Guara, Eddy Barrows, Geraldo Borges, Daniel HDR, Eduardo Pansica e muitos outros. A plateia viu detalhes de alguns títulos produzidos atualmente por esses desenhistas e fez perguntas para os participantes.

Por fim, o domingo, 17 de novembro, foi o último dia do evento. Sessões de autógrafos, oficinas e debates aconteciam a todo instante, enquanto os visitantes aproveitavam os últimos momentos para comprar seus quadrinhos prediletos e conversar com os autores.

Houve ainda o lançamento de As aventuras de Liz, de Daniel Brandão e sua filha, Liz Brandão; e o fanzine Procura-se menino gênio para salvar o mundo e ser verbete na Wikipédia, de Luis Aranguri.

Mas o dia foi reservado para o homenageado desta edição do festival: Laerte. O debate Translaerte lotou mais uma vez o auditório e contou com a participação do autor. Também estiveram presentes Rafael Coutinho, Marcelo Miranda, Mariamma e Letícia Barreto.

O público presente teve a oportunidade de fazer diversas perguntas a Laerte, que falou sobre a sua mudança de gênero, além de preconceito, os limites do humor, o roubo de seu computador com diversos trabalhos e outros assuntos.

Depois, uma longa fila para autógrafos com o artista se formou nas mesas centrais da Praça Mauro Martinez.

Esses últimos três dias também tiveram a presença de diversos cosplayers. Veja abaixo fotos com alguns deles.

Para terminar, alguns números do FIQ 2013.

  • 34 palestras e debates;
  • 51 oficinas;
  • Mais de 260 sessões de autógrafos oficiais (e várias outras em estandes, mesas e corredores do pavilhão);
  • 35 sessões de desenhos ao vivo, pintura e modelagem;
  • Centenas de lançamentos (conheça alguns deles aqui).

Agora, é esperar até 2015 para a nova edição do Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte.

Você pode acompanhar toda a cobertura do Universo HQ clicando neste link. Nos próximos dias, aguarde mais detalhes de alguns dos painéis, com o que foi discutido pelos participantes.

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