Confins do Universo 107 – Como funciona uma pequena editora de quadrinhos

Por Samir Naliato
Data: 8 julho, 2020

“Trabalhe com o que você ama e nunca mais precisará trabalhar na vida”, diz o ditado. Mas não é bem assim.

Muitos leitores de quadrinhos sonham em abrir uma editora, mas a realidade vai muito além desse desejo muitas vezes pueril.

A maior parte das editoras brasileiras é de pequeno porte e precisa lidar com muitos obstáculos para continuar na ativa.

Para debater como é o funcionamento de uma pequena editora, recebemos os editores Claudio Martini (Zarabatana), Rodrigo Rosa (Figura), Douglas Freitas (Skript) e Wagner Macedo (Graphite). Falamos de crise no mercado, câmbio alto, economia instável, orçamento, logística, negociações com editoras estrangeiras, escolha do catálogo, divulgação, produção, divulgação, distribuição, canais alternativos de vendas e muito mais!

E ainda: erros de gravação!

Confins do Universo 107 – Como funciona uma pequena editora de quadrinhos

.

Participantes

_____________________________________________________________

Confins do Universo recomenda

_____________________________________________________________

Comentado neste programa

_____________________________________________________________

Contato

Envie a sua mensagem com sugestões, elogios ou críticas: podcast@universohq.com
Mensagem de voz via Whatsapp para (11) 94583-5989
Redes sociais: Twitter – Facebook – Instagram – Youtube

_____________________________________________________________

Assine o Confins do Universo

Feed RSS – http://podcast.universohq.com/feed/
iTunes Store | Spotify | Deezer

_____________________________________________________________

Confins do Universo em vídeo

Canal do Universo HQ no YouTube

_____________________________________________________________

Edição e Sonorização

O Confins do Universo é editado por Rádiofobia Podcast e Multimídia.

_____________________________________________________________

Narração de abertura e encerramento

Guilherme Briggs – Twitter – Facebook – Instagram

_____________________________________________________________

Logotipo

Damasio Neto – Facebook – Instagram

_____________________________________________________________

Ilustrações do Confins do Universo

Daniel Brandão (versão 1) – Twitter – Facebook – Site Oficial
Vitor Cafaggi (versão 2) – Twitter – Facebook – Instagram
Sandro Hojo (versão 3) – Twitter – Instagram

Confins do Universo

• Outros artigos escritos por

.

.

.

  • Robot

    Putz, excelente pauta!! Bora ouvir.

  • Cassiano Cordeiro Alves

    Mais um daqueles programas que são uma aula de como funciona o mercado editorial brasileiro.

  • Robson Machado

    Sempre achei estranho editoras no Catarse.

    Achava que era coisa para os artistas independentes, esse foi um dos comentários no programa.

    Agora entendi :D.
    Mais um excelente programa. Parabéns.

  • brunoalves65

    Mais um programão! Acho que todo amante de quadrinhos já pensou, um dia, em ser proprietário de uma banca de gibi (hoje comicstore) ou ser editor para publicar material que ama e espalhar a palavra.

  • Aurino Felix

    acabei de escutar…. absolutamente fantástico. é muito bom ter uma noção de como é o trabalho, o processo de funcionamento de uma pequena editora. É quase uma operação de guerrilha. Parabéns pela bela edição do podcast!

  • Emerson Penerari

    Que assunto gostoso, pessoal! devidamente salvo no celular para ouvir mais vezes! Sem palavras para dizer o quanto admiro o trabalho desse pessoal, como o pioneiro Claudio (que sempre aparecia quando eu trabalhava na Pandora Comic Shop) e o Rodrigo que, junto com a Ivete, mantém um contato atencioso com seus clientes e lançaram Toppi e Breccia, dois dos meus favoritos na arte do nanquim! Mas todos são dignos da minha admiração pela coragem. Em 2016 me arrisquei a editor e, junto com meus sócios, lançamos 4 HQs pelo Catarse, e sei como é difícil, tanto que tivemos que dar uma pausa nesse tipo de trabalho (mas ainda esperamos retomar a atividade!), por isso ter esse pessoal corajoso é sempre um incentivo para a divulgação de quadrinhos bons no Brasil (de dentro e de fora daqui). E parabéns aos outros citados pelo Sidney, como a Mino, a Draco, a Jambô e tantos outros desbravadores e seguidores. Quem se limita a Marvel/DC deveria conhecer essas verdadeiras joias lançadas pelas pequenas editoras. Apesar do valor alto dos materiais, que atrai o público mais adulto, que já passou da “fase Deadpool”, a qualidade é sempre impressionante! Abraços a todos!

  • Dimitri Nicolaievich

    Nossa até aqui Sergio Reis? Já não bastou ser detonado na confraria?Com o mesmo discurso?

    Infelizmente você não sabe nada, e para pessoas como você que já possuiu uma opinião errática, podem surgir milhares de Podcasts com essa qualidade a nível de informação que você não vai aprender absolutamente nada, abra uma editora, gere empregos diretos e indiretos, talvez você aprenda alguma coisa, por que seu papo furado não cola, será que você não percebeu?

    O produto da Tai por incrível que pareça é caro também, pois a qualidade do material não é boa, e com relação a Figura fora do Catarse cada álbum deve ficar em torno de R$90,00, está vendo como você não sabe nada, tudo o que você fala é inócuo, não gera resultado algum e muito menos esclarece a verdade sobre o mercado, faça o que eu falei abra uma editora!

    E no final quero lhe dizer, que você pode se expressar sem falar palavrões, e também que nem sempre a idade trás sabedoria, apesar dos seus 44 anos, você é um verdadeiro energúmeno.

    E se não sabe o significado da palavra energúmeno, já deixo aqui para você: pessoa exaltada, desequilibrada por paixão, obsessão etc.;

    Ou seja um verdadeiro bucéfalo, mas essa eu deixo para você pesquisar.

    • Marquito Maia

      Bom, ele não acha a Terra plana e isso já é um grande adianto!! Esses gibis da Tai são muito legais, o que mata é o formatinho, e os catálogos da Figura, Comix Zone, P&N e Lorentz certamente valem o quanto pesam!! Quanto à palavra “energúmeno”, há um terceiro significado, que é o mais comumente empregado no Brasil… E “Bucéfalo” me fez lembrar do cavalo do Ozymandias em Watchmen, o seriado, bem legal, diga-se de passagem!! Abraço

  • Digo Freitas

    Muito esclarecedor o programa! Excelente. A gente que autor é independente e acompanha o crescimento exponencial de projetos de editora no Catarse fica tentando imaginar como é que esse fenômeno começou. Agora eu entendi melhor. Parabéns à todas as editoras pequenas e médias que publicam bons quadrinhos!

  • Sidney Gusman

    Sérgio, impressão em preto e branco é só UMA cor. Por isso, essas obras são mais baratas que as coloridas.

    Diabolik tem um formato bem pequeno. Ou seja, menos papel utilizado.

    Você e eu podemos achar o que quisermos, mas o fato é que não é barato imprimir quadrinhos no Brasil. O preço dos direitos varia de licenciante para licenciante. O mesmo vale para gráficas. Tudo, tudo mesmo, gira em torno da tiragem. E a esses números, não temos acesso. Só podemos, portanto, especular.

    Abraço

    • sergio reis

      Sidão, passo longe da insensibilidade… imagino o quanto deve tá difícil pra uma editora pequena, gerir investimentos da ordem que foram dito no episódio! Só que o futuro que vem por aí será complicado! Esse mercado cada vez mais hermético e autofágico, não se sustentará! É preciso pensar além do nicho dos 2.000, 3.000 exemplares de pré venda dos quadrinhos de luxo! E por mais que os custos de impressão sejam elevados, projetos gráficos mais austeros, terão influência no preço final de capa! Por bem, ou por mal, as editoras cairão na realidade!

  • Ronildo Abijaude

    Gostei e confesso que não manjo de mercado editorial, sou só consumidor e mesmo com esse podcast ainda fico na dúvida dos preços tão salgados que a gente encontra por aí.

    Também me pareceu que editora não é coisa de investimento de gente pobre – um é funcionário federal e o outro advogado. Mas isso nem vem ao caso.

    Sempre tem o papo de que fora DC e Marvel é difícil vender – embora me pareça que o número de gente aue acha DC e Marvel não arte maior – mas eu realmente não me sinto tentado a pagar 60 bozos em um gibi desconhecido, mesmo com capa dura e tudo mais.

    Nesses tempos tá quase impossível pra mim comprar gibi, mas é meu passatempo e faço uns sacrifícios, porém os títulos menos populares parece que gostam mesmo é de ser consumidos por aqueles que tem grana.

  • Douglas Coelho

    Esse foi histórico.

  • Fabio Negro

    o único jeito da Panini continuar a publicar os fracassos de público e os resgates das décadas passadas é cobrar um tanto mais caro nós campeões de venda.

    É a mesma lógica dos estúdios de cinema que financiam diretores novatos ou independentes, mesmo tomando prejuízo com eles.

  • Guilherme Mota

    Como eram feitas as hqs em formatinho é “A” pauta perfeita para um vídeo documentário no canal do youtube, mostrando em simulações ou até animações tudo o que a gente escuta no podcast.

    Parabéns pelo trabalho.

  • Cassiano Cordeiro Alves

    Foi comentado no programa sobre o dono da editora pequena ser um “faz-tudo”, desde a negociação até embalar e enviar o produto ao cliente. Neste sentido, quero deixar meu agradecimento ao Douglas da editora Skript. Houve um pequeno atraso na entrega de um produto, contatei a editora e ele prontamente respondeu, mostrou interesse, trocamos e-mails, foi acompanhando e questionando se eu já tinha recebido ou não. Em síntese, mostrou profissionalismo, atenção e respeito ao leitor. Parabéns!