Confins do Universo 040 – No reino da capa dura

Por Samir Naliato
Data: 20 dezembro, 2017

Nos últimos anos, uma profusão de publicações de quadrinhos em capa dura tomou conta do mercado brasileiro. Cada vez mais títulos e coleções são lançadas, e podem ser encontradas nas livrarias, comic shops, bancas e sites de vendas.

Como esse movimento começou? Qual o papel das editoras, colecionadores e lojistas nessa onda? Está havendo um exagero nesse tipo de publicação com acabamento de luxo?

Neste episódio de Confins do Universo, nossa equipe debate a explosão de títulos com este perfil, os pontos positivos, os negativos, o impacto da distribuição, preço de capa e muito mais. Para isso, contamos com a participação do convidado Érico Rosa, ex-editor-chefe e gerente de publicações da Panini Comics, e atual consultor editorial.

E mais: depoimentos dos editores da Balão Editorial, Pipoca & NanquimJBCDevir e Mino.

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Podcast em vídeo

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Participantes

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Comentado neste programa

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Edição e Sonorização

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Narração de abertura e encerramento

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Logotipo e edição de vídeo

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Ilustração do Confins do Universo

Daniel Brandão – Twitter – Facebook – Site Oficial


Confins do Universo

• Outros artigos escritos por

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  • Rafhael Victor

    Falar que, na verdade, eu odeio ler coisa em capa dura. Meu formato preferido é o dos mangás meio-tanko, do começo da década passada, pequenos, com poucas páginas e com uma capa não tão mole, me possibilitando lê-lo em qualquer posição que desejar. Mas as coleções em capa dura, muitas vezes, compilam materiais não lançados de forma ordenada antes, e ficam muito bonitas na estante haha.

  • Amalio Damas

    Uma boa coleção que tem uma relação custo/benefício é a Coleção Histórica Marvel, porém foi perdida a oportunidade de “transformar” essa coleção em uma Biblioteca Histórica mais barata com as edições originais em ordem cronológica, porque as primeiras coleções são muito Frankesteins para ler. Para mim a questão da capa dura está na lógica do mercado de hoje, mas tende a diminuir com o tempo se o ritmo continuar crescendo em progressão geométrica, pois pode gerar uma massificação no mercado. É uma equação muito complexa de fechar, até porque nossa economia é muito instável e a capacidade de compra do leitor muda do dia para a noite e com as novas leis de mercado, vamos ver como 2018 se comporta. O importante é que os quadrinhos saiam e que a maioria das pessoas consigam comprar.

    • Eu sempre penso no efeito bolha desse mercado de capa dura pra qualquer coisa. Será que vai chegar uma hora que isso vai implodir? Será que vamos voltar a um formato que todos possam comprar e não só aquela parcela mais abastada do mercado? Eu, por exemplo, parei de comprar gibi e agora compro só algumas coisas reeditadas que eu gosto. Não tenho nem dinheiro pra torrar no que gostaria, nem espaço pra guardar o que gostaria.

  • Lederly Mendonça

    Não sei exatamente o que pensar sobre o melhor formato e até tenho me policiado pra sair dessa onda de que hoje em dia todo mundo precisa ter uma opinião formada sobre tudo. Mas enfim… resolvi escrever porque sou leitor e colecionador “das antigas” e penso muito no meu bolso na hora de comprar um gibi (ou qualquer outra coisa, mas o tema aqui é gibi…). Já faz muito tempo que não coleciono revista de linha por achar que o preço de capa não vale acompanhar uma revista mensal mix por conta apenas de um personagem. E principalmente pela “qualidade” dos enredos! Obviamente sei que não sou mais o público-alvo de pelo menos 90% do que é produzido hoje em dia e aceito isso numa boa! Na hora de comprar gibis, prefiro os encadernados de capa cartonada devido ao custo/benefício (mais histórias por menor preço) e compro principalmente republicações de material antigo ou que não tenham saído aqui no Brasil (exemplo das caixas históricas da Marvel e dos encadernados da Vertigo). São poucas as “capa-duras” que compro, mesmo que a HQ seja um “clássico” e mereça a tal capa-dura! Independente de qualquer formato, não compro mais nada pelo preço de capa! Sempre espero alguma promoção de, pelo menos, 30% de desconto e costumo comprar muito gibi usado e mais barato! Acho uma covardia com o pai de família “véio” colecionador de gibis (no meu caso) essa imposição do mercado pelos gibis de capa-dura a preços não convidativos. Mas o que me resta a fazer, já que gosto de ler até hoje, é não comprar, procurar promoções ou comprar usados. Um exemplo é a Graphic MSP: já está com cinco volumes lançados em sequência que parei de comprar! Isso porque há uma escassez de bancas em Fortaleza-CE, não tenho mais tempo de ficar procurando pra achar as edições de capa cartonada e nas livrarias só têm as edições em capa dura! Um absurdo! Resultado: parei de comprar! Mas enfim… Desculpe o textão!

    • Sidney Gusman

      Lederly, as Graphics MSP em capa cartonada, depois que voltam da banca, vão para algumas livrarias apenas. Mas, quando acabam, não são reimpressas, pois isso só acontece com a versão em capa dura.

      • Henryque Cunha

        Por isso que me mato comprando nas pré-vendas!

  • YWRYCK OLIVER

    Eu gosto muito de capa dura, mas a coisa está mesmo banalizando. Dá pra fazer uma edição super bonita e caprichada sem capa dura, veja as edições de Valerian da Sesi SP por exemplo que adoro.

    • James Howllet

      A própria Panini manda bem em vários de seus “almanaques” da “Linha B” da Vertigo, por exemplo.

      • Jamerson Albuquerque Tiossi

        Falta entender melhor o modelo de escolha. Livros da Magia e suas continuações e Sandman Teatro de Mistério, lançados em capa dura, não lograram êxito, mas Homem Animal foi muito além do quê achei que seria viável!

        • James Howllet

          Hum…Boa.

          Mas….”Livros da Magia” teve continuação?!

    • Bruno

      A panini tem uma coleção da Mulher Maravilha dos anos 80 sendo lançada, que apesar de nunca ter lido, quando vejo em livrarias sempre acho muito bonita

  • Reginaldo Costa

    Do superman normalmente eu compro a mensal e recompro em capa dura, mas é um caso isolado.

  • Dvulture

    Um aviso a quem interessar possa: Elric volta para a Amazon em breve.

  • Eu particularmente dou prioridade para os encadernados, seja capa dura ou cartão, não gosto de pegar as mensais porque vivo perdendo alguma edição, então pego os arcos fechados nesses encadernados.

    E Sidão, eu sou um dos que pega os encadernados do Deadpool, justamente pelo motivo acima. rsrsrs

    • Sidney Gusman

      Você é doido, Bruno! Hahahaha! ;)

      Abraço

      • Oloco Sidão, sou n… Ah, um pouco de loucura faz bem para a mente e alma!!!
        rsrsrsrsrs
        Mas é que sou leitor dos quadrinhos final dos anos 90 e começo de 2000, não tínhamos boas coisas nessa época né, ai já viu, eu comprei os encadernados dos X-men da saga Massacre pq acho massa!
        Tudo bem q relendo essa bomba, vejo o quão ruim ela é, mas ainda tenho por valor sentimental. rsrsrs

        Abração.

  • Mr, Wolf

    Sidão, salgou o Levi bonito! Ahahahahah!

    • O editor da Panini deu umas 30 entrevistas para youtubers durante a CCXP. Todos os vídeos com bajulações de fanboys babões! Daí, na hora do debate adulto com questionamentos inteligentes, ele pula fora!

      • Levi Trindade

        Poxa, você tem algo contra os youtubers e demais pessoas com quem gravei vídeos? Seu aparente desrespeito para com todos eles deixa transparecer um modo de pensar que talvez não seja o seu (espero). Bom, tem quem gosta de capa dura e tem quem não gosta. A nossa editora tenta trabalhar com quadrinhos para todos os públicos e todos os bolsos.
        E não foi só a Panini que ficou de fora da discussão. Muitas outras que estão lançando livros com capa dura e outros padrões de preço também ficaram de fora.
        Abraços.

        • Sidney Gusman

          Todas as editoras convidadas (até porque não haveria espaço para todas) a participar do episódio enviaram o áudio, Levi. A única exceção foi a Panini, infelizmente.

          • Levi Trindade

            Oi, Sidney. Obrigado pela resposta. Devo crer, então, que a Mythos não foi convidada, nem a Novo Século (selo Geektopia), nem a Sesi, a Record, a Cia. das Letras, e a Ediouro/Pixel, já que não tinha áudio delas? Bueno. Como disse em uma das respostas, visualizei e deixei pra gravar meu áudio depois. Porém, acabei perdendo o prazo.
            Até mais.

          • Sidney Gusman

            Sim, essas todas não foram convidadas. Como escrevi na mensagem que te enviei, “estou mandando duas ou três perguntas para vários editores e pedindo que nos respondam com uma mensagem de áudio (de preferência)”. Não falei em TODAS as editoras, porque, como já expliquei acima, não haveria tempo hábil, e a amostra já estava bacana, creio. E, bem, de qualquer maneira a Panini teria ficado de fora, afinal. Uma pena.

            Como falei no episódio, quem sabe numa próxima oportunidade.

            Abraço

          • Grant Moore

            Miracleman só volta daqui a 10 anos?

      • Anderson Oliveira

        O problema é essa radicalização. Uns “bajulam” demais o Levi, enquanto outros tratam o cara como o vilão nr. 1 do universo. Nem tanto ao céu nem tanto ao inferno né pessoal.

    • Levi Trindade

      Não vi desta forma. Na verdade, eu tenho o hábito de visualizar as minhas mensagens no whats e deixar pra responder depois, quando estou fora do trabalho. Acontece que perdi o prazo pra mandar as mensagens pro Sidney. Quando me dei conta, já tinha acabado.
      Até mais.

  • Márcio dos Santos

    Entre uma edição com capa dura e uma com capa cartonada eu sempre pego a capa dura. Por exemplo, todas as Graphics MSP que tenho são capas dura. HQs não são uma coisa descartável pra mim, não vou me desfazer delas depois que ler, é algo que provavelmente vai ficar comigo a vida inteira, então tem que ter a melhor qualidade.

    • Márcio dos Santos

      Escrevi isso antes de escutar o podcast, depois que escutei percebi que a moça da Mino falou praticamente quase a mesma coisa que escrevi sobre capas dura.

      • Anderson Oliveira

        quem pode pode né

  • Não sei se ainda é assim no mercado americano. Antigamente lançavam duas versões de um encadernado. Exemplo: Soft cover a U$ 14,95 e hard cover a 24,95. Isso é um exemplo bem datado, então só estou citando historicamente. O fato mais importante é que essas variações só eram oferecidas em obras realmente relevantes, de impacto editorial. O resto era TUDO soft cover, tanto pelo custo-benefício quanto pela relevância editorial.
    O que eu vejo daquela época é que colecionadores optavam por capa dura, enquanto leitores optavam pela versão normal. Os encadernados da EC Comics, em capa dura, feito enciclopédia, quem não gostaria de leiloar um rim no MercadoLivre, em troca de uma obra-prima dessas? Só que hoje, no mercado brasileiro, as editoras começaram a obrigar os leitores (não estou falando dos colecionadores) a comprar essas edições que antigamente eram destinadas a um nicho específico demais, e pra piorar não estão sincronizadas com nossa realidade econômica. Nos tempos da Editora Abril e Globo, era tudo mais democrático, você comprava muita coisa diferente nas bancas por curiosidade, o que sinceramente não rola com um encadernado de R$ 50 reais.
    Enfim, terminando o desabafo sem nem ao menos concluir o raciocínio; a Mythos, durante um breve insight de reflexão editorial baseada em poder aquisitivo, ofereceu a mesma opção que citei no começo do textão; O Sombra de Bill Sienkiewicz! Os preços eram R$ 59,90 (capa dura, para colecionadores) e R$ 29,90 (capa mole, para leitores).

    • Grant Moore

      vale lembra o formato premium da abriu lançou antes de abandonar os herois

      • Bean

        Você revira o seu próprio lixo?

    • Paulo Silva

      Em questão de livros continua, porém, vejo cada vez menos versões encadernadas.

  • Marcelo Pinheiro de Vasconcell

    Adorei. Melhor debate de todos os tempos. em 2008 me encontrei com o editor da revista Mundo dos Super Heróis, Manoel de Souza e ele me perguntou o que eu achava que seria o futuro das Hqs de supers. Eu disse pra ele que o futuro das Hqs seria serem lançadas em capa dura em formato de luxo e a morte das mensais em capa mole. Metade já aconteceu.

  • Grant Moore

    Pitaco antes de ouvir , edições em capa dura aqui tem é baseada nos trades americanos . curto copilação em um unico volume , mas em capa dura ? acho que tratamento deveria ser dado a materiais realmentes siguinificantes .
    fora o espaço qe o capa dura ocupa.

  • Carlos Cambará

    Dark Night eu comprei por 50 reais na Amazon próximo ao lançamento, falar que o preço esfriou não é real. Pode puxar na Amazon US os preços.

    A Panini tá detonando no preço mesmo, tem que parar de passar a mão na cabeça.

  • James Howllet

    Sidão podia convidar o Grant Morrison e o Frank Quitely para elaborarem algo na linha graphic MSP.

    Já imaginaram?!?!

    He he he…

    • Sidney Gusman

      Nunca. O projeto é para valorizar autores nacionais. E porque os brasileiros têm identificação com os personagens do Mauricio. Um estrangeiro jamais teria.

      • James Howllet

        Ah…

        Entendi, valeu pela info.

    • Kevin Melo Accioly

      Isso é uma concatenação ímpar.

  • Wellington Rodrigues

    Graphic MSP entendeu bem o efeito Amazon.

    • Sidney Gusman

      Você sabe que é a Panini que determina o preço, certo? Ainda assim, explico houve um aumento de 5 reais na capa dura. Acha, mesmo, que isso se enquadra no efeito Amazon, em que, geralmente, se coloca o dobro do valor, para vender pela metade?

  • Sidney Gusman

    Obrigado elo apoio e pela audiência, Erivelto.

    E concordo contigo.

    Abraço

  • frases_Mr.Satan

    O que eu queria mesmo era sandman traduzido por um tradutor de verdade. Ao invés de lançar o material em edição de luxo com tradução de fundo de quintal da edição antiga.

  • Pituta

    Parabêns pelo podcast.
    Continuem assim,fui.

  • Valdir Pedrosa

    Como foi comentando no podcast, os encadernados em capa cartão da Panini estão sendo muito bem aceitos pelo público. Títulos como “Batgirl e as Aves de Rapina”, “Asa Noturna”, “Exterminador”, “Supergirl” e outros, estão chegando às bancas por preços razoáveis. Por outro lado, os encadernados em capa dura estão com os preços cada vez mais elevados. E para piorar ainda mais a situação, vi hoje no site da Panini o editor Bernardo Santana responder a um leitor dizendo que as revistas terão os valores reajustados em Janeiro/18. Não ficaria admirado se, dentro de poucos anos, não tivermos mais revistas mensais. Creio que estes encadernados em capa cartão já são um teste.

    • Anderson Oliveira

      vindo do futuro pra dizer q o pior aconteceu…

  • Essa HQ de Moby Dick é coisa refinada, sensacional. O romance do Melville é complexíssimo(e uma das leituras mais desafiadoras que eu já fiz), uma coisa linda é que o texto simultaneamente coloquial(sim, a dificuldade textual do livro original provinha de traduções antigas) e bíblica da obra é mantido na adaptação do Chabouté. Somamos isso com enquadramentos e arte que só o quadrinho europeu é capaz de fazer.

  • Giovani Pessanha Guimaraes

    Mais um golaço da equipe do Confins do Universo. Quanto a capa dura / capa mole… O que mais pesa para mim é o fator custo.

  • Eliseu Jr.

    O fã de Deadpool tem direito… Balela! Lançarem arcos inteiros dos novos 52 encadernado logo depois de terminar nas mensais é movido por puro dinheiro. Desculpem, mas o que é pop trabalha em prol do lucro. Deadpool, Arlequina, Novos 52 etc. são belíssimos exemplos. O colecionador tonto compra tudo de novo, eu sou totalmente contra a esse tipo de consumismo. Meu Dark Knight é o brochura de 2006 e já me basta! Em contrapartida coisas da Marvel Max por exemplo (que possuem uma qualidade incrível) são deixadas de lado, pois esses encadernados não são pops. Injustiça brochura 164 páginas custa 22,90. Injustiça encadernado 300 páginas custa 82 raios. É divertido? É! Mas o preço é só pelo acabamento. O mercado é uma cobra comendo o próprio rabo.

    • Levi Trindade

      Mas você não pode impedir que outras pessoas que gostam dos personagens e que perderam algumas histórias quando foram publicadas pela primeira vez, tenham a chance de comprar a versão em capa dura que lhes está sendo oferecida. Nem sempre um relançamento é feito para você. Pode ser para o seu amigo que curte um personagem e que não conseguiu comprar na época.

      • Jamerson Albuquerque Tiossi

        Levi concordo contigo! Atualmente estou preferindo o formato de encadernados e aguardando a retorno. Sinto falta de algumas séries bem secundárias ou terciárias e ainda acho que alguns personagens especificamente não deveriam demorar tanto – como Poder Supremo.
        Acho que a Panini avançou bastante em pular algum material da DC direto para o formato de encadernados, ainda que o material realmente nobre de “Renascimento” esteja saindo em mensais. Com alguma dificuldade decidi que é melhor até mesmo para o Batman, o Superman e a Mulher Maravilha é melhor esperar o encadernado.

  • FabioRT

    Antes da crise e dos inúmeros reajustes, a coleção Salvat apresentava excelente custo benefício. Pois o preço original dos encadernados (acho que 26 ou 29 reais) era muito convidativo. Eu só consegui fazer a primeira parte de 60 ed. Depois a avalanche de lançamentos, aumentos sucessivos e diversificação de produtos e lançamentos fizeram com que eu tivesse que abandonar a coleção em prol de outras HQs e produtos (DVDs, livros e CDs) de maior interesse para mim.

  • Kevin Melo Accioly

    As editoras decidiram tratar os leitores como idiota. Mas quando você vê a quantidade de gente se dispondo a comprar encadernados tenebrosos, ou repetidos pra completar lombada, tem como culpar elas?

    • CoruJão

      Sim.

  • Tiago Azêdo

    É um absurdo esse excesso de capa dura. Valores altíssimos que não condizem a realidade do brasileiro. Ainda acredito que muito em breve o mercado brasileiro vai cair e as editoras vão chorar bastante por conta do afastamento dos leitores, tudo por conta da ganancia e o enorme olho grande.

    • Juliano

      Torço pra que isso aconteça também. Tipo quando a Abril inventou aquela linha Premium e logo em seguida teve que abandonar publicações de heróis.

      • Jamerson Albuquerque Tiossi

        Há depoimentos dos editores informando o choque do elitismo da Linha Premium, mas o sucesso comercial em contrapartida. A perda dos contratos teve outros motivos. Contaram na época (17 anos atrás) que o sucesso da Linha Ultimate fez com que a licenciadora internacional da Marvel, a Panini Itália, se interessasse em lançar em empreendimento no Brasil.

        • Pedro Bouça

          Entendo que o problema teve mais a ver com a distribuição das figurinhas da Panini pela Abril…

          • Passado tantos anos usando como referência só o formato on line, percebo que algumas referências se foram em atualizações dos sites. Na verdade encontrar referências em material escrito também é muito difícil :)

  • CoruJão

    E Druuna em capa dura com papel impermeável?
    Disso ninguém fala.

  • No caso de reimpressões, acho as edições em capa dura muito válidas. Mas quando se trata das revistas de linha, eu fico preocupado com a questão de acesso ao material para os novos leitores. Por mais que seja chamativo e alguns volumes estão com um bom preço, é um formato que pode assustar o leitor curioso, entre adultos, crianças e adolescentes.

  • Antonio Junior

    Cast espetacular. E absurdamente necessário.

  • Josival Fonseca

    No meu caso, estou cansado de tanta capa-dura, por vários motivos: muita reprise (Elektra Assassina, Guerras Secretas, Salvat, Eaglemoss), preço alto em alguns casos (salvo promoções), e toma muito espaço (problema de muitos leitores) e pesa demais. E o pior de todos, muita porcaria que não merecia capa-dura, tem que ser material realmente de primeira e não qualquer coisa, mas as editoras querem grana de nós trouxas.
    outra é que esse exagero torna-se caro e impede de comprarmos mais opções, principalmente para leitores novatos e que não tem renda fixa ou pais de família assalariados, mas que gostariam de comprar essa ou aquela hq.
    Aos poucos estou optando em ficar com gibis capa mole e dando fim capa-dura, a exemplo do Batman – Dia das Bruxas, Eu Wolverine (que tinha saído antes com capa branca, da Panini) , e assim por diante.
    Não deixarei de comprar capa dura, mas diminuí consideravelmente, e acharia muito interessante de todas as editoras pensassem nas duas opções como a Panini fez com Ms. Marvel e a Mythos com O Sombra. Já a Salvat poderia fazer coleções com capa cartonada com orelhas, garanto que ficariam bonitas do mesmo jeito e bem mais em conta atingindo mais leitores, mas já que já estamos viciados, não sei se a aceitação seria positiva.
    Bem, opinião registrada, e parabéns pelo tema, foi excelente!

  • Levi Trindade

    Temos livros que vão de 19,90 a 150,00. Então não tem isso de ser caro ou barato. Vai do bolso de cada um. Ou vai dizer que nunca encontrou um livro da Panini vendido por 19,90?

    • Sarah Oliveira

      Um capa mole, papel jornal, de banca talvez.

  • Gabriel

    Gostaria de saber se mais alguém acha ruim essa onda de montar imagem com as lombadas, sendo que isso excluí o fã que quer comprar apenas os encadernados de histórias que ele não tem. Porque não vai formar desenho nenhum, e você não tem nada na lombada informando que história tem ali.

    Eu tenho a dos Três Guerreiros, por exemplo. Na lombada tem um pedaço da cara da viúva negra. Volta e meia eu ou alguém pergunta ‘que história é essa?’, e tem q tirar da estante pra conferir.

    • Anderson Oliveira

      concordo, mas enquanto houver gente disposta a gastar uma fortuna eles vao continuar nessa essas coleçoes caça-niquel

  • Alberto Ribeiro Palmieri

    Olá, só para participar do debate e deixar uma sugestão… Acho que vale colocar em pauta quando a capa e o formato colaboram com o manuseio, leitura e conservação de uma obra. Por exemplo, alguns quadrinhos, geralmente de arcos longos e de leitura mais rápida (como Fábulas, Astro City e Homem-Animal), são interessantes em encadernados de capa comum para facilitar o transporte em mochila e a leitura em momentos oportunos. Mas alguns formatos de obras como O Escultor (pela quantidade de páginas) e Reino do Amanhã (pelo tamanho das páginas) são (ou seriam) mais fáceis de manusear, segurar e abrir em capa dura, além de que são obras que se espera conservar por mais tempo. Quanto a conservação, no caso de O Escultor, por exemplo, é inevitável marcar a lombada ao abrir o livro… Enfim, acho que vale discutir a importância do tipo de capa segundo o “objetivo” e “manuseio” de cada obra… Quem sabe em um Podcast “Escolhas acertadas e suspeitas das editoras”.

  • Sarah Oliveira

    Mas não dá para fazer isso com todas as publicações…

    • Bean

      Dá sim, eu só compro encadernados quando ta com 40% de descontona Amazon ou na FNAC. Sempre espero, faço isso já faz uns 3 anos…