Confins do Universo 019 – Cavaleiro das Trevas: 30 anos

Por Samir Naliato
Data: 27 julho, 2016

Há 30 anos, a DC Comics publicou uma das histórias de super-heróis mais revolucionárias já feitas: Batman – O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller!

Destaque no mercado efervescente de meados da década de 1980, a obra passa a ser referência não só na maneira como o herói seria visto e retratado a partir daquele momento, mas todo o gênero. E eleva Miller ao posto de um dos mais inventivos e influentes autores da época.

Agora, em 2016, completa-se 30 anos de seu lançamento original, e nos reunimos para relembrar e debater Cavaleiro das Trevas. Qual foi o impacto na época de sua publicação? Como a minissérie redefiniu o Homem Morcego? Quais as influências em futuras histórias do Batman e no Universo DC? E ainda: curiosidades, referências e as duas continuações, lançadas em intervalos de 15 anos.

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Ilustração do Confins do Universo

Daniel Brandão – Twitter – Facebook – Site Oficial

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  • Bizarro

    Cavaleiro das Trevas é um historia fantástica. Realmente merece a alcunha de clássico, por ter mudado a industria. MAS, vendo a historia e o td que aconteceu depois, ela foi a melhor e ao mesmo tempo a pior coisa que poderia ter acontecido ao Batman e a industria. Inspirou todo os primórdios da “geração Image”, que absorveu apenas o lado “massaveio” da historia, “travou” td que poderia ser feito com o personagem nos anos seguintes “Ah mas o batman do Frank Miller é o que vale, não pode isso, não é assim”, influenciou fãs xiitas do personagem…..

    • Sidney Gusman

      Acho cruel demais creditar a culpa de coisas ruins posteriores à obra. Mas viva a diferença.

      Abraço

  • Rogério Fernandes

    Mais um excelente podcast!!! Lembro muito bem quando saiu o Cavaleiro das trevas 2 e toda a repercussão negativa. Em algumas rodas era difícil defender a obra tamanha a raiva dos fãs do primeiro cavaleiro das trevas.Que bom que o tempo passou e já é possível um distanciamento. Eu gostei muito e concordo com o Sergio sobre a abordagem satírica do Miller. Acho que o Miller é um artista provocador e muito interessado em desconstruir modelos (muitos dos quais ele mesmo construiu).

    • Sidney Gusman

      Adoraria concordar com você e o Codespoti, Rogério. Mas, como falei, o Spirit que ele destruiu no cinema, pra mim, mostra que ele apenas perdeu a mão, e não quis ser provocador.

      Mas viva a diferença.

      Abraço

  • Saia Jeans

    PONTE QUE CAIU! Não tem podcast ruim por aqui!

    A Liga UHQ tá de parabéns!

    • Sidney Gusman

      Muito obrigado! :)

  • Filipe Lima

    Nesse artigo, que mostra a morte dos Wayne ranqueada, fala a respeito da questão do Frank Miller ter usado as pérolas primeiro…fiquei com dúvida durante o cast e fui pesquisar! Era isso mesmo! Aliás, como sempre, grande cast!

    …e viva as cores da Varley no DKR2! hahaha! #polêmica

    http://www.latimes.com/entertainment/herocomplex/la-et-hc-the-many-many-deaths-of-bruce-wayne-s-parents-ranked-20160325-story.html

    • Sidney Gusman

      Valeu, Filipe!

      Abraço

  • Sidney Gusman

    Obrigado demais pelas palavras, Alexandre.

    E não é possível: você tem agentes infiltrados na nossa equipe! O.o

    Abraço

    • Samir Naliato

      Precisamos abrir urgentemente uma investigação interna contra esse “UHQLeaks”..

      • Marcelo Naranjo

        O Alexandre tem um DeLorean e está disfarçando, só pode.

    • Pulando o Corguinho

      Não lembro onde li, mas originalmente Frank Miller queria utilizar o Batman trajando o uniforme com o morcego sem a elipse amarela mas a DC proibiu. Aí, Miller fez Batman levar um tiro no peito (o próprio Bruce Wayne considerava aquela elipse um alvo) e na edição nº 2 ele já aparece com o novo uniforme, sem a elipse.

      Essa informação é correta?

  • Everaldo Couto de Amorim

    Excelente podcast. Tão de parabéns!!!!!

  • Moroni Machado

    Que eu saiba quem ajudou a trazer os mangás para os EUA foi Miller também

  • Pulando o Corguinho

    A influência de Cavaleiro das Trevas é tamanha que o filme Robocop (o original) utiliza também a televisão como elemento narrativo. Além do crime em Detroit ter crescido a níveis alarmantes, igual à Gotham City.

    Minha frase preferida na mini-série:

    “Há sete tipos de defesa nesta posição: três delas desarmam com o mínimo contato; outras três matam; e a restante…ALEIJA!”

    • Jotape Ferreira

      Sim, Robocop tem forte influência de Cavaleiro das Trevas. Tanto que o Miller foi convidado para escrever os roteiros das continuações (como é lembrado no podcast), mas o trabalho dele foi bastante alterado.

      Há uns bons anos atrás, saiu nos EUA uma HQ que adapta o roteiro original que o Miller propôs para Robocop 2 (e o 3? não lembro agora), e a parada era bem mais surtada.

  • Marcelo Araujo

    Boa tarde.
    Sobre problema de download no iPhone.
    Realmente ‘desassinar’ e assinar novamente o feed no iOS dá certo. Fiz o seguinte: ‘desassinei’, deletei o episódio, fechei o app nativo do iPhone. abri novamente, assinei o feed e agora o episódio baixa normalmente.

  • Jotape Ferreira

    Bem bacana o podcast. E bem lembrado que a cena da luta do Batman com o Superman acontece no Beco do Crime. Não a toa, o Morcegão escolheu o lugar onde tudo começou para “terminar”.

    E no filme Batman VS Superman essa sequência é adaptada de qualquer jeito, nem no Beco a parada rolou… O Snyder parece que só vê as figuras…

  • Alessandro Souza

    Muito bacana o podcast. Sem dúvida, O Cavaleiro das Trevas é uma das três melhores histórias do melhor amigo de Dick Graison. Assentando a poeira, seria legal um podcast sobre A Piada Mortal. Acho essa última uma espécie de complemento ao trabalho de Miller.
    E ainda estou esperando Watchmen!

  • Jason Braun

    Cidão, excelente episódio (como sempre). Principalmente porque tratou de uma de minhas obras preferidas de HQ. Sou quarentão, tive a sorte de acompanhar edição por edição dessa mini-série quando saiu pela Abril, lá por 87. Lembro que me explodiu a cabeça, era muito diferente dos quadrinhos tradicionais que a gente achava em bancas (mesmo já gostando do Miller pelo trabalho dele no Demolidor). Aí fui fisgado pela nona arte, desde então virei colecionador de quadrinhos, hoje minha estante ocupa um bom espaço lá em casa. Mas voltando ao DK, essa obra me marcou tanto que depois comprei todas as edições que foram lançadas. O primeiro encadernado (tenho até hoje um exemplar lacrado desde 88), a segunda edição encadernada, a edição em 2 fascículos, a edição Absolute da Panini, enfim, devo ter umas 7 ou 8 versões dessa mesma graphic. Tudo bem, reconheço que não tem muita lógica. Mas qual paixão que tem? Abraço pra vocês, e valeu pelo excelente trabalho.

  • Willian Martins

    Eu nunca gostei de quadrinho americano, leio mangás e livros a anos, uns 10 ou mais. Então no inicio desse ano comprei por curiosidade a ed definitiva de Watchmen, Promethea e Cavaleiro das Trevas que inclusive tem a capa igual a capa desse episodio. Cara eu não gostei do traço, pra mim parece mau feito, talvez pela minha ignorância não consiga ver mais que isso.

    A história eu achei muito legal, e o desenho apesar de não gostar dos traços ela é muuuuito intuitivo, você vê com clareza o que acontece em cada quadro. Só que nada além disso. Por eu não ter essa vivencia de quadrinhos americanos não consegui ver nada além de uma história boa, assim como tantas outras que já li e gostei. Nada espalhafatoso a ponto de dizer que essa história foi uma divisão de águas para mim ou qualquer coisa parecida como vi muitos comentarem principalmente na Amazon.

    Já ia esquecendo de deixar aqui meu elogio a esse podcast que não importa o conteúdo que abordem EU OUÇO porque é muito bom, o melhor que já acompanhei.

  • Mr. Wolf

    Olá amigos do UHQ! Que episódio! Agora pra comemorar mais 30 anos, que venha Watchmen!
    Codespoti, duas perguntas:
    (1) a edição que você comprou nos EUA era com texto introdutório do Alan Moore?
    (2) Você, por acaso, tem um gêmeo de voz no youtube ou é você mesmo neste canal: https://www.youtube.com/watch?v=IQ5r589WaUo
    Por sinal, bela análise das cores em Piada Mortal, concordei plenamente!
    Grande abraço e parabéns a todos!

    • codespoti

      Deve ser gêmeo de voz. Valeu.

  • Marcelo Araujo

    Incrível! tinha até me esquecido que fazia 30 anos!
    Sensacional podcast.
    Sobre problema de download no iPhone: funcionou pra mim ‘desassinar’ e assinar o feed novamente.
    Obrigado!!

  • Leonardo Paiva

    Saudações a todos! Meu primeiro podcast e estou embasbacado com o (alto) nível da discussão de vocês! ESPETACULAR!
    Cavaleiro das Trevas (original) me marca de 2 maneiras:
    Primeiro: quando a primeira edição da mini saiu no Brasil, eu tinha 11 anos e meu pai me ofereceu um gibi na banca próxima a Praça Dom Pedro II (lembra Samir, ao lado do finado boteco “Rosa Vermelha”?). E como só tinha formatinho naquela época, claro que a edição saltava aos olhos! Só que eu SÓ LIA MARVEL!!!! Meu saudoso pai insistiu para eu levar a “revista maior, mais bonita”, mas eu optei por Homem-Aranha 19 – clássica edição que publicou no Brasil “O menino que colecionava Homem-Aranha”, linda estória.
    Na segunda vez, eu já estava na faculdade de arquitetura e, pela primeira vez na vida, encontrei outras pessoas que também passaram a infância lendo quadrinhos. Quando a turma descobriu que eu nunca tinha lido o “Cavaleiro”, um colega soltou a célebre frase: “Nunca leu o Cavaleiro das Trevas?!?! Então você perdeu um terço da sua adolescência!!!!!” Não deu 5 minutos, outro colega me trouxe uma edição encadernada da Abril. Além disso, foi minha primeira experiência com o Batman! Fiquei fascinado pelo potencial do personagem! E acabou sendo um problema, pois o nível da estória é tão alto, que tudo que eu li depois do Batman, acabei achando muito fraco! Com exceção de Ano 1, também do Miller! Mesmo obras consagradas, como “Longo Dia das Bruxas”, “Silêncio”, “Vitória Sombria”, dentre outras, parecem não atingir o potencial pleno do personagem.
    Valeu, pessoal! Ótimo trabalho e abração para todos!

  • Washington Luiz Dos Santos

    Ainda não acabei de ouvir, mas aos 49 minutos (não do segundo tempo) fala-se uma imprecisão: a Hq citada é escrita pelo Mike W. Barr e não o tio Denny, ok? Só não passou batido porque foi a história que me levou a gostar do Batman, sendo publicada na saudosa Superamigos n.3 da Editora Abril, o único título da DC cujo mix era tão sensacional quanto heróis da TV. As informações abaixo foram retiradas do Guiadosuqadrinhos.com

    Título: O outro lado do espelho
    Personagens: Batman, Grayle Hudson, Leslie Thompkins, Alfred, Comissário Gordon, Espreitador
    Roteiro: Mike W. Barr
    Desenho: Michael Golden
    Arte-Final: Mike Decarlo
    Cores: Flora Schuch
    Letrista: José Luiz Torres Pinto
    Tradutor: Jotapê Martins
    Editor original: Dick Giordano, Len Wein
    Publicada originalmente em Batman Special (1984) n° 1/1984 – DC Comics
    40 páginas
    Superamigos n° 3 – Abril

    “Há sete tipos de defessa…”

    • Pedro Bouça

      Sim, essa é do Milkybar mesmo.

  • Emerson Penerari

    Fantástico como sempre, pessoal! Impossível fazer um podcast curto sobre um material tão influente! Confesso que só fui captar tamanha profundidade lá pela terceira leitura, afinal, quando li a primeira vez tinha uns 13, 14 anos. O mesmo ocorreu com Watchmen, Sandman e quase tudo que saiu em formato americano nos anos 80. E eu gostava de sair com essas revistas embaixo do braço, ou livros como 1984, pra ver se o pessoal do ônibus me consideraria um intelectual, mesmo boiando nas histórias, kkkk… Sidão, valeu por citar a Oficina de Edição de Quadrinhos na Ânima Academia de Arte de Campinas (sou um dos sócios da escola), nos vemos lá! Abraços a todos e até o próximo Confins!

  • Pedro Bouça

    A porralouquice do Cavaleiro das Trevas 2 foi CLARAMENTE intencional, basta ver que o 3, inclusive a história que o Miller mesmo desenhou, tem um clima bem diferente. Usar o filme do Spirit como argumento em contrário não faz sentido, já que os problemas desse filme são diferentes do que os que o pessoal aponta em CdT 2. O filme do Spirit parece mais com Sin City, que é uma obra do Miller que não tem o nível de rejeição de CdT 2, do que com este.

    Já as cores da Varley no 2 foram claramente fruto da inexperiência dela com Photoshop. Não é difícil ver isso, basta comparar o primeiro número com o terceiro, que tem cores bem menos carnavalescas.

    • Sidney Gusman

      Esta é a sua opinião sobre Cavaleiro das Trevas 2, Pedro. Não a minha.

      Comparar o filme do Spirit a Sin City, para mim, também não faz sentido.

      Mas viva a diferença.

      Abraço

    • Dimas Mützenberg

      Pedro, a inexperiência com o programa não tem perdão. Uma artista que faz o que ela fez em outras obras, com ferramentas tradicionais, com certeza tem o discernimento de olhar umas páginas daquelas finalizadas e ver que não tá agradável.
      Acho que faltou na verdade – na obra como um todo, não só nas cores – um editor que dissesse “ei, isso aqui não vai rolar”. Parece que quiseram deixar os autores fazerem o que bem entendessem, já que eram quem eram e que o título bastaria pra vender bem. Acho que isso que foi sanado no III e por isso a diferença. Algo mais pé no chão.

      • Pedro Bouça

        Bem, não teve perdão mesmo, já que ela nunca mais coloriu nada…

        • Dimas Mützenberg

          Rs. De Fato. O sistema é bruto.

  • Jhon

    Pessoal, gostaria, infelizmente, de relatar um problema:
    Sempre que vou baixar alguma edição do Confins, o arquivo baixado “come” alguns minutos do programa, ele vem cortado.
    Espero que alguém saiba me informar o porquê. Desde já agradeço, abraços!

  • O Sidney citou a Animated, em um episódio da quarta temporada da série animada The Batman que foi inspirado na minissérie: Artifacts, também há referências em The Brave & The Bold.

  • Walmir Orlandeli

    Excelente podcast da obra que, na minha opinião, é a melhor HQ do morcegão. Aproveito para engrossar o time que acha que o grotesco 2 foi proposital, principalmente pelas “cores” da Lynn Varley. mesmo sem conhecimento do processo digital, ninguém com a bagagem de um DK1, 300, Elektra Vive… Soltaria um gororoba daquelas tentando dar o seu melhor. não conhecer a ferramenta é uma coisa, não ter noção de composição é outra. :)

    • Dimas Mützenberg

      Também acho. Independente de saber usar a ferramenta ou não, o senso de estética de uma pintora do seu calibre deveria prevalecer.

  • Daniel Capua

    Incrível o Gusman ter sua frase de encerramento roubada no meio do programa…. pra gravar sobre Batman tem que ter plano B na manga!

  • Sam Hart

    Genial esse episódio! Só corrigindo ou fazendo um adendo a uma informação do Codespoti: Richmond Lewis é mulher e casada com o David Mazzuchelli: https://en.wikipedia.org/wiki/Richmond_Lewis Abs!

    • codespoti

      Opa, não sabia. valeu!

  • Rikum D4

    Eu entendo a polêmica que DK2 causa nos fãs, mas eu adoro hahaha! Eu acredito que se fosse uma história nada haver com o clássico Dark Knight Returns, talvez ele fosse melhor recebido. Também curto muito o traço e as cores, não tem jeito, eu gosto mesmo do DK2, mas admito ter uns gostos bizarros…

  • Denis Gonçalves

    Comprei a edição definitiva da Panini e apesar da ótima qualidade e adições positivas a revista, tem paginas que estão cortadas na parte de cima, contando os balões de falas… triste.