Confins do Universo 027 – Jornalismo em quadrinhos

Por Samir Naliato
Data: 7 dezembro, 2016

A linguagem das histórias em quadrinhos é tão versátil que permite explorar a narrativa em diversos estilos diferentes. Um dos que tem se popularizado nos últimos 20 anos é o jornalismo em quadrinhos, termo cunhado pelo norte-americano Joe Sacco.

Mas, muito antes disso, se praticava jornalismo por meio de ilustrações e da nona arte.

Neste episódio de Confins dos Universo, conversamos sobre como as HQs são usadas para tratar de temas sérios, desde relatos de guerra até mazelas da sociedade. Citamos os principais trabalhos na área e seus autores de maior renome.

E ainda: indicações de leitura, e-mails dos leitores e o nosso novo número de Whatsapp. Salve em seu celular e envie mensagens de voz para (11) 94583-5989.

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Participantes

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Comentado neste programa

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Edição e Sonorização

O Confins do Universo é editado por Rádiofobia Podcast e Multimídia.

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Narração de abertura e encerramento

Guilherme Briggs – Twitter – Facebook – Instagram

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Ilustração do Confins do Universo

Daniel Brandão – Twitter – Facebook – Site Oficial

Confins do Universo

• Outros artigos escritos por

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  • João Felipe

    Wow o melhor podcast do brasil.

    • Sidney Gusman

      Valeu, João.

  • Amalio Damas

    Bom como sempre e tenho uma sugestão: diversidade nos quadrinhos, um tema bem atual e que sempre gera polêmica. Um grande abraço!!!!

  • Ops, tente novamente: (11) 94583-5989

  • sapobrothers

    Em algum momento do cast é dito “cor nos quadrinhos”. Minha maturidade não conseguiu me impedir de rir.
    Já sobre o tema: Não sei se foi na Playboy ou na Sexy, mas o Allan Sieber publicou uma matéria em quadrinhos em uma das duas, sobre um “treinamento pra caras tímidos abordar mulheres”. Se não me engano eram 3 ou 4 páginas narrando a experiência dele como um dos alunos.

  • De mais….. Eita programa bom. A gente se diverte e acaba muito informado. A nossa mente se abre e um leque de novidades se estende pra nós.
    Acho que falo por todos os ouvintes dos confins do universo e leitores do universo hq, queremos mais e mais.

    • Sidney Gusman

      Obrigado. :D

  • Dimas Mützenberg

    Raios e trovões. Tintim ou Tex?

    • Podegoso Shumy

      Tex!

    • Leonardo Campos

      Se for mesmo Tex, eu infarto!!!

  • Murphy do Sealab

    Não ouvi o programa todo ainda (gosto de ouvir no carro), mas vai um link de uma boa reportagem em HQ (me desculpem se foi citada).
    http://apublica.org/2014/05/hq-meninas-em-jogo/

    • Dimas Mützenberg

      Muito bom.

  • Poxa, essa canja do Tintin me deixou na seca por um programa inteiro sobre o personagem.

  • Emerson Penerari

    Fantástico como sempre, galera! Desde que Li “O Último Dia no Vietnã” do Eisner e “Palestina” do Sacco, passei a admirar muito essa vertente das HQs. Um trabalho nacional que gosto muito é Jambocks 1 e 2, do Celso Menezes e do Felipe Massafera que, apesar de ser romantizado, teve uma pesquisa de campo muito bem elaborada com quem foi piloto da FAB na WWII e ainda está vivo. Até o João Barone, especialista no assunto e baterista do Paralamas do Sucesso, participou com um texto. Abraços e sucesso a todos!

  • Seja muito bem-vindo, Marcio!! :)

  • Sidney Gusman

    Valeu, Marcio. Seja bem-vindo. ;)

  • João Victor Fiorot

    Excelente episódio. Assim que possível irei atrás de vários dos materiais mencionados. Devo dizer que eu também tenho um podcast de quadrinhos e o Confins é um exemplo para mim :)

  • Excelente programa. Algo muito interessante que tenho a acrescentar é a extrema coincidência do “HQ em HQ” com um projeto particular e explicarei o motivo da coincidência (com um texto um pouco longo).

    Voltei a admirar a Nona Arte em abril de 2016 quando passava por uma banca de revistas. Meu filho estava observando alguns mangás em busca de algo relacionado à Dragon Ball. Foi quando vi “Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas – Neal Adams Vol. 5”. Óbvio que não comprei. Achei um absurdo o valor de R$ 21,90, mas ainda queria ler aquilo. Minha namorada, percebendo minha dúvida, disse imediatamente “compra! Você sempre gostou e nunca mais leu. Compra, oras!”. Respondi em seguida, “não, tá caro. Na minha época era mais barato e não posso gastar com isso novamente”. Quando voltamos para casa, não conseguia deixar de pensar na revista. Eu, assim como vocês, fui (e sou) um pequeno nerd. Consumo entretenimento eletrônico (videogames, TV, cinema), gosto de música (toquei guitarra por anos) e desde a infância assistia a série (boba) do Batman e as animações dos anos seguintes. Minhas primeiras HQs foram da “Turma da Mônica”, compradas em supermercados. Quando comecei a ir sozinho para a escola, conheci as bancas de revistas. Foi quando comprei coisas como Robocop, Alien e, óbvio, Batman. Como não tinha muito dinheiro na época (qual criança tem?) não podia ter as HQs que queria. Então, juntava minha “suada” mesada semanal para tentar comprar HQs. Minha vontade de ler HQs aumentou quando li “Batman: Ano Um”, que comprei em um sebo. A capa estava destruída e o miolo completamente amassado e tive de restaurar as páginas para leitura. Infelizmente, não conseguia comprar muitas revistas porque na década de 80 até o início da 90 o país passava pela crise econômica iniciada nos anos 70 e nossa moeda não era nada equivalente ao que é atualmente. Mas em 1994 eu finalmente consegui uma reserva monetária para dedicar ao meu hobby, os gibis (ou revistinhas). E naquele ano a editora Abril lançava “Liga da Justiça e Batman” com uma saga que me deixou com muita curiosidade de ler, “A Queda do Morcego”. Como assim? Estavam planejando acabar com o Batman!? Comprei, li, comprei, li, reli até que em 1995, Batman foi quebrado. Nessa época eu conheci nomes como Jim Aparo, Chuck Dixon, Kelley Jones, Alan Grant, Dick Giordano, Denny O’Neil.

    Nessa mesma época, resolvi aprender a tocar guitarra, em seguida me apaixonei ainda mais pela ciência da computação e jogos. Foi então que aconteceu o hiato literário das histórias em quadrinhos na minha vida.

    Quando descobri os podcasts, ouvia tudo relacionado aos jogos. Mas depois de algum tempo, enjoei. Uma boa parte desse entretenimento online como os canais de Youtube e os podcasts são sensacionalistas.

    Quando comprei meu PlayStation 3 em 2010, meu primeiro jogo foi “Batman: Arkham Asylum” e fiquei muito feliz lembrando da época em que lia HQs do morcego. Em 2014, minha namorada havia me presenteado com “Batman: Arkham Origins”. Passei horas jogando e me divertindo. Pouco tempo depois, comprei meu Nintendo 3DS junto com “Batman: Arkham Origins – Blackgate”.

    Bem, vocês devem lembrar da banca que mencionei antes e do preço absurdo de R$ 21,90. No dia 09/04/2016 voltei na mesma banca de revistas e comprei “Batman: Lendas do Cavaleiro das Trevas” volumes 5 (Neal Adams) e 3 (Marshal Rogers) e “Batman: Origens do Arkham”. (In)felizmente, não consegui mais parar de ler e consumir quadrinhos. Deixei de comprar videogames (mas não de jogar) e passei a colecionar HQs. Atualmente, recuperei o que havia perdido e encontrei muita coisa do herói nos últimos anos. Óbvio que fui vítima dos mercenários/vendedores online, mas aprendi mais sobre esse mercado e consegui muito daquilo que eu queria. Por causa dessas experiências, pensei em compartilhar escrevendo sobre o assunto. Não críticas ou análises das publicações, afinal, não sou profissional da área editorial, apenas um fã e consumidor. Lembrei que gostava muito de desenhar (afinal, é fácil uma criança com hábito de leitura de gibis querer ser artista) e pensei “por que não fazer uma HQ com histórias sobre as HQs que leio?”. Eu tinha o hábito de copiar os desenhos dos artistas e tive “a excelente ideia” de desenhar cada HQ imitando o desenho do artista original. Imaginem só a minha pretensão e arrogância!?

    Mundo pequeno. Quando o Audaci mencionou seu projeto, pensei “putz! Não acredito que já existe. Não sei se fico feliz ou triste!”. É um excelente site, mesmo sem ser atualizado desde 2010. Imagino que o projeto exige muito tempo do autor. Parabéns, Audaci.

    Parabéns a todos. Quando voltei a ler HQs, a primeira coisa que busquei na internet foi podcast sobre o assunto. Vocês e o pessoal do Pipoca & Nanquim me trouxeram de volta ao podosfera (não gosto desse termo, mas é o que se usa).

    Mas é isso. Muito obrigado pelo programa.

  • Nos comentários do progrmama foi sugerida uma auta sobre quadrinhos em formato digital. Deixo aqui meu relato:
    Nos anos 80 fui um fanático por Marvel e DC, mas em meados dos anos 90 doei toda minha coleção. Entretanto, nunca deixei de acompanhar as notícias, filmes e desenhos de super-heróis.
    Lá pra 2011/2012, resolvi adquirir as histórias que gostava. Não optei por comprar revistas antigas pelos seguintes motivos: cortes realizados na época, mix das revistas (pois uma edição com 3 ou 4 histórias poderia ter apenas 1 que me interessava), conservação das revistas antigas e falta de espaço. Também resolvi não pegar os encadernados, pois dificilmente trariam todas as edições que eu buscava, e continuaria com o problema do espaço.
    A resposta foi comprar edições digitais no Comixology. Essa foi a resposta certa pra mim, e tenho certeza que não é para muitos dos colecionadores. Coleção, seja de quadrinhos ou qualquer outro item, reflete a personalidade, gosto, necessidade e condição do colecionador, por isso não são iguais.
    Poucas edições que procuro ainda não estão no Comixology, mas isso é questão de tempo.