Confins do Universo 046 – O mangá no Brasil

Por Samir Naliato
Data: 21 março, 2018

O mangá se tornou extremamente popular no Brasil, mas a explosão de publicações de autores japoneses no nosso mercado começou há relativamente pouco tempo.

Após alguns poucos títulos em décadas anteriores, o ano 2000 se tornou o ponto de virada com os lançamentos de Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco, pela editora Conrad. O resto, como se diz, é história.

Uma história que o Confins do Universo vai contar com as participações dos editores Cassius Medauar (JBC) e Beth Kodama (Panini Comics). As mudanças no mercado, negociação de títulos, pirataria, principais lançamentos, autores, leitura no sentido invertido e muito mais curiosidades são abordadas neste episódio!

E mais: indicações de leituras, mensagens dos ouvintes e os erros de gravação!

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Participantes

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Confins do Universo recomenda

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Comentado neste programa

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Ilustração do Confins do Universo

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Confins do Universo

• Outros artigos escritos por

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  • Valdir Pedrosa

    Sou leitor de HQ’s, principalmente Marvel e DC, mas por causa do Universo HQ comprei a edição encadernada do mangá Akira no ano passado e estou colecionando Lobo Solitário. Por questão de saudosismo de minha infância também coleciono Ultraman. Confesso que gosto muito dos três. Agora é ouvir o Confins do Universo para conhecer outros mangás.

  • Andrecio

    Domo arigatô, Confins do Universo!

  • Felipe Lima

    Tema aguardadíssimo!

  • Cassiano Cordeiro Alves

    Nem ouvi, mas já gostei. Tema relevante e muito solicitado. Lembro da minha alegria em encontrar Dragon Ball e CDZ nas bancas, e da novidade de “ler ao contrário”. E nem sou lá muito fã de mangá. Parabéns!

  • Nelson José Soares da Costa

    devidamente baixado! = )

  • Muito legal ouvi a citação ao Sr. Bra do Ypê Nakashima pelo Marcelo Naranjo, eu que comentei outro dia aqui, eu descobri essa tira ainda sem nome numa edição da extinta Heróis do Futuro (numa época em que o Sidão não estava mais na revista, onde ele escreveu a coluna Batmania) numa matéria sobre o Ypê pelo filho Itsuo Nakashima (animador que trabalhou com a MSP por muitos anos) e um tal de Nassif, enviei essa informação pro desenhista e pesquisador Luigi Rocco, que pesquisou no acervo do São Paulo Shimbun e colocou no blog dele, o Tiras Memory, o Ypê é conhecido como animador aqui, sobretudo pelo filme animado Piconzé de 1972 e peças publicitárias. Eu não tenho certeza que é a primeira HQ no estilo mangá no país, já que o jornal já existia há algum tempo.

    http://tvmemory.blogspot.com/2017/08/sr-bra-da-colonia-sao-paulo-shimbun-1956.html

    Há um bom tempo, atualizo uma lista sobre as nossas HQs no estilo mangá no meu blog pessoal, a pesquisa nunca acana.

    http://quadripop.blogspot.com/2014/05/mangas-brasileiros-ao-longo-das-decadas.html

    Uma outra descoberta vi revista informativa foi na Neo Tokyo 7, numa coluna do próprio Minami Keizi, dizendo que antes do National Kid, cinemas da colônia passaram um herói japonês chamado Super Giant, que também teve mangás, isso em meados da década de 1950.

    Esse Cobra eu tenho um filme animado dublado em DVD, não deve ser difícil de encontrar.

    • Marcelo Naranjo

      Eu que agradeço! Eu vi o comentário no site e salvei o link (do Sr. Bra)
      :-)))

  • A Lenda de Kamui do Sanpei Shirato tinha o Goseki Kojima como assistente, foi uma influência do Claudio Seto, muita gente diz que O Samurai da Edrel saiu dois anos antes, mas é certo dizer que são contemporâneos, o próprio Seto chegou a afirmar isso numa entrevista, nos Estados Unidos, A Lenda de Kamui teve letras do Stan Sakai, que embora não seja influenciado pelos japoneses no traço (sua influência maior é Sérgio Aragonés), ele faz homenagens ao Lobo Solitário no Usagi Yojimbo.

    • Pedro Bouça

      Sim, mas o Kamui que saiu no Brasil foi o Gaiden. O Kamui original não saiu nem nos EUA!

  • HOJOSSAURUS

    Mais um excelente episódio!!!
    E dessa vez de algo que eu “comprava para ver as imagens”, em antigos sebos que ficavam em ruas perigosamente escondidas no bairro da Liberdade no final dos anos 80!

    OK! Eu poderia ir nas lojinhas que ficavam do lado do metrô e redondezas… Mas eu conseguia comprar 15 mangás usados pelo preço de 1 novo, nesses sebos sebosos!

    Voltando ao episódio:
    A maioria das coisas foram faladas sobre os mangás nacionais lançados no passado… senti falta de uma citação para a NEIDE HARUE e seu DRACULA, SOMBRA DA NOITE, de 1985, lançado pela Nova Sampa!
    Lembro que essa foi a primeira vez que eu realmente fui enganado, pois eu achava que era algo 100% japonês, vindo de lá… SÓ QUE NÃO!
    A Neide ainda lançou SKORPION – ARMA MORTAL em 1989!

    AH! E quando DRAGON BALL foi lançado, eu fiquei com muito pé atrás! Tanto que eu ficava comparando as edições originais (que eu havia comprado no Japão) com as que estavam saindo, para ver se não estava rolando aquelas “adaptações” que a RGE fazia com seus quadrinhos! Ou se não rolava um “resumo”, cortando páginas e tal! Mas eu gosto tanto dessa porquêra, que comprei da Conrad e comprei de novo pela Panini! Ou “seje”, tenho 3 coleções completas aqui da mesma coisa! Poutz…… #facepalm

    Enfim…
    Obrigado pela companhia na tarde de hoje!!
    A gente se vê no próximo!
    Abração!

    • Sandro, eu fiz uma lista sobre os mangás nacionais no meu blog (postei o link num outro comentário), eu atualizo constantemente, o Drácula eu conheci num review aqui no Universo HQ, depois vi que tinha entrado em contato com o trabalho da Neide na revista Street Fighter da Escala como arte-finalista e também desenhando Jaspion e Changeman na EBAL, ano passado, o Ataíde Braz disse que a Criativo ia republicar Um Vampiro no Ragtime, Skorpion foi o próprio Ataíde que me disse que me apresentou em conversas no Facebook, ele ainda escreve uma HQ de Zillion ilustrada pelo Roberto Kussumoto para um álbum de figurinhas da Abril.

      • HOJOSSAURUS

        Oooooo! Legal saber!

        Confesso que não gostei da fase “tokusatsu” da Neide… mas tirando isso, ela era uma das desenhistas nacionais que eu mais admirava! Que eu me lembre, o Ataíde era marido da Neide! Era uma ótima dupla!

        Queria muito ver essa dupla recebendo o devido respeito do público atual de quadrinhos japoneses!

        • Exatamente, é um casal, eles lançaram um livro desses de como fazer mangá chamado “Vamos Aprender A Desenhar Mangá” da Editora Criativo.

        • A Neide disse que era obrigado a fazer o traço ocidental, igual aconteceu com o Seto, dizia que aquilo não ia pegar.

      • Stefano Barbosa

        Você já leu Kamen Rider (mangá)?

  • Por mais que haja exagero, não gostei muito da alfinetada aos ‘sommelier de papel’.

    A JBC principalmente é a que menos pode falar disso. O papel de Orange, Sidonia, Blade e Full Metal Alchemist é deprimente de tão transparente, a arte fica muito afetada, você enxerga todas letras da página de trás…

    Ainda bem que ela se redime com os novos papéis e títulos. Mas esses citados dá até um arrependimento de tê-los nesse papel tão falho.

    • MaxAndrade

      Foda é que a maioria da galera que reclama exagera e é leitora de scan. Não se incomoda com tradução ruim, qualidade baixa da imagem, contraste exagerado (pra tratar as imagens das semanais é preciso), retícula alterada, muitas vezes com moiré, falta de tradução pequena nas onomatopeias… eu não consigo entender como o pessoal que deixa tudo isso passar reclamar de uma transparencia no papel. Mesmo.

      Qualquer um dos que voce falou é mil vezes melhor de ler no impresso da JBC do que num scan.

  • Existem outros mangás de Star Wars, mas um foi exclusivo pro Japão e outro saiu pela Tokyopop, além de ter sido publicado no Japão e no Reino Unido.
    http://starwars.wikia.com/wiki/Star_Wars_Manga

    Inclusive, esse ano anunciaram um da Leia numa plataforma digital chamada LINE
    http://comicbook.com/anime/2018/03/07/star-wars-manga-princess-leia-anime/

    Antes a mesma LINE publicou uma webtoon (nome dado as webcomics coreanas), essa LINE é uma subsidiária japonesa de uma empresa coreana
    A tal webtoon
    http://starwars.wikia.com/wiki/Star_Wars_(LINE_Webtoon)

  • frases_Mr.Satan

    Excelente cast, o que mais me agrada nos casts de vocês é a seriedade com que os temas são tratados, muita gente ai tenta fazer podcast mais degringola porque vira show de humor, todo mundo quer fazer piada a todo momento etc. Parece-me que os brasileiros acham que todo que todo podcast sobre todo tema tem que ser zoeira. Mantenham o nível que tem gente ai comendo poeira com o alto nível do cast de vocês.

  • MaxAndrade

    Obrigado pela citação e pelo tema =)

    Enviei um comentário em áudio agradecendo e falando sobre também, mas caso não saia, aqui vai:

    1 – O mangá Space Adventure Cobra parece um mangá random que apareceu aqui, mas é um grande clássico da Shonen Jump (revista de quadrinhos mais vendida no mundo) e um dos mais vendidos da história, com mais de 40 milhões de cópias vendidas!

    2 – Saiu sim um mangá de Pokémon aqui em 2000 ou por aí, com o nome Pokémon em Quadrinhos. O nome original em japones é Pikachu Dangeki. Não chegou a sair tudo porque foi lançado aqui com edições finas com grampo. É um mangá muito massa (acho bem melhor que esses que a Panini tem lançado).
    Mas também saíram os “anime comics” de frames do anime com balões, como disseram no programa.

    • Eu tenho o DVD do Cobra, é uma space opera inspirada num conto de Philip K. Dick, We Can Remember It for You Wholesale que ganhou uma adaptação oficial, o filme Total Recall/O Vingador do Futuro alguns autores também citam influências de James Bond e até de Barbarella (ambos transformados em filmes de sucesso).

      • Pedro Bouça

        Tenho tanto o mangá quanto o anime original do Cobra (os franceses adoram, saiu tudo por lá!) e recomendo ambos!

        O mangá envelheceu muito bem, poderiam publicar no Brasil…

  • Universo Mangaka

    parabens pelo ótimo podcast!!!

  • Universo Mangaka

    eu sou o tipo de leitor que nunca me interessei por super herois de maneira muito empolgada, os mangás foram uma descoberta fantastica! praticamente encontrei meu proposito de vida!!! devo muito a toda essa diversidade que o manga representa!!!

  • danrley

    finalmente um tema que eu entendo bem.

  • LANCEM MACROSS!!

  • Rogerio Araujo Ferreira

    Senhores editores ouçam o Sidney, relancem Nausicaa pelo amor de Deus ou terminem de lançar os dois últimos volumes que faltam.

  • Também foi mencionado o José Crispim do Álbum Encantado, o Luigi Rocco entrevistou ele que falou um pouco do estilo mangá http://tvmemory.blogspot.com.br/2017/12/entrevista-jose-carlos-crispim-edrel.html

  • Amalio Damas

    Episódio fantástico! Precisamos falar sobre Grant Morrison. Eu sei que é um sonho do Sidney que se realizará. Abraços!

  • Episódio foda! Muito boa essa pequena análise do mercado por aqui. Bateu até a nostalgia dos preços dos mangás.

  • Eugênio Furtado

    Não sou chegado em podcasts, mas vocês estão de parabéns!

  • Miura Mestre do hiato

    primeiro podcats e é 10/10.

  • Enoch

    Não sou um grande leitor de mangas. Fiquei curioso sobre Akira depois que graças ao podcast de vocês, eu soube que o mangá é uma extensão do anime. Mas Sakura Card Captors estará sempre meu coração. Outra que li com afinco foi Blade of the Immortal. E uma menção honrosa a Holy Avenger, claro.

  • Stefano Barbosa

    Obrigado por abordarem o mangá e anime !! Conheci esse universo através de Yamato, Zillion… (certamente vocês gostam !)

  • Stefano Barbosa

    Que vocês acham do manhwa ? (“primo” coreano do mangá)

  • Stefano Barbosa

    O autor cometeu suicídio moral.

  • Don Ramon

    Eu fui um dos leitores que retornaram ao quadrinhos graças ao mangá. Estava parando de ler heróis na época e me fiquei curioso ao ver Dragon Ball. Comprei, procurei os números anteriores e fui até o fim. E evangelizei outros leitores.
    Então comecei a ler também Rurouni Kenshin, Evangellion, Battle Angel Alita e Dr. Slump, cujo o humor eu achava demais.
    Achava um barato em algumas páginas o autor explicando o conceito de alguns personagens e meio que conversando com o leitor. Não estava acostumado com isso.
    Pra mim foi bem natural começar a ler na ordem oriental, não sei explicar, mas não me atrapalhou nem um pouco.
    Ótimo programa, que venha mais sobre o assunto!