Confins do Universo 097 – Grant Morrison: genial ou incompreendido?

Por Samir Naliato
Data: 19 fevereiro, 2020

O escritor escocês Grant Morrison completou 60 anos, e o Confins do Universo traz um episódio especial totalmente dedicado a ele!

O polêmico roteirista com pinta de rockstar começou a carreira na década de 1980 e logo foi contratado pela DC Comics, na qual chamou a atenção com Homem-Animal e Batman – Asilo Arkham.

Com um estilo peculiar e misturando diversas referências como música, contracultura, teoria do caos, magia, metafísica, mitologias e cultura pop, seus trabalhos são marcados por ideias consideradas geniais por alguns e herméticas e confusas demais por outros.

Afinal, o que há de especial na obra de Morrison? Quais seus melhores trabalhos? Onde ele errou a mão? E as polêmicas envolvendo seu nome com editores e outros autores? Tudo isso e muito mais em um bate-papo cheio de informação! Com Sidney Gusman, Sérgio Codespoti, Samir Naliato, Marcelo Naranjo e nosso convidado especial, o roteirista Hector Lima.

E ainda: erros de gravação!

Confins do Universo 097 – Grant Morrison: genial ou incompreendido?

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Participantes

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 Comentado neste programa

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Ilustração do Confins do Universo

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Confins do Universo, por Vitor Cafaggi

• Outros artigos escritos por

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  • Jonas

    Eu vi o documentário sobre a vida dele ( Grant Morrison Talking with Gods) e li 4 livros escritos sobre a obra dele, (Batman of Zu en Ar, Anarchy for the Masses, The Early Years e Last War in Albion) posso dizer que ele é genial.

  • Thiago Borges

    Que bom que citaram New Adventures of Hitler! Gibi bem massa.

  • Pop Art’s

    Grant morrison é um roteirista mediano e ele sabe disse,com esta consciencia criou um mecanismo de escrita que ludibria o leitor medio de quadrinhos marvel e dc que nao costuma sair deste gueto,ou seja pouco interesse em outras expressõed que nao super heroi,
    Tem ótimos acertos como homem animal e all star superman
    O resto quase sempre se afunda em auto massagem de seu ego
    Costuma jogar muita referencia de coisas que sabe que seu publico nao conhece,arrogante ,se põe em uma posicao de cocada intelectual no meio de plebeus
    Diferente de alam moore e ne8l gaiman
    Estes autores sao consciente para quem escreve
    Usam muitas referencias ,mas usam a serviço da narrativa
    E no campo das ideias
    Estao a zilhoes de anos luz do careca

  • Juliano Kaapora

    Sensacional o programa dedicado ao Grant Morrisson! Gostei demais! Conheço o trabalho do roteirista Hector Lima e adorei as informações sobre o escocês. Meu primeiro contato foi com Asilo Arkham seguido de Homem-animal e Zenith! Valeu por todas as dicas! Vou procurar!!!

  • Crivelari

    Não curto tudo do Grant Morrison. Acho que ele complica demais alguns roteiros, sem necessidade. Mesmo a premiada “All Star Superman” eu acho bem mediana.

  • Pedro Bouça

    Notem que em termos de quebrar a quarta parede, isso não começou no início da fase do Morrison no Homem-Animal. Então é justo dizer que rolou mais ou menos ao mesmo tempo que a Mulher-Hulk do Byrne.

    Essa do Morrison dizer que o universo DC é “vivo” também é desculpa para ele, ao contrário de praticamente todos os autores de quadrinhos do mundo, estar abertamente do lado da editora na discussão sobre os direitos do Super-Homem com os criadores originais. Curiosamente ele não tem a mesma posição em relação aos direitos do Zenith, que estão com a 2000 AD. Mas enfim, para quem usa a desculpa de ser “rock star” para ser uma figura desagradável…

    Por sinal, esse é o motivo porque o Alan Moore não gosta dele. O Morrison, desde os tempos de FANZINE, ataca os trabalhos do Moore de forma meio gratuita, com a desculpa de querer causar polêmica. O Moore nunca achou muita graça nisso.

    Incidentalmente, a proposta do Super-Homem não foi só do Morrison e dos Marks Millar e Waid, Tom Peyer participou também. Mas o cara é meio esquecido hoje, coitado.

    SENSACIONAL o jingle do Naranjo no final! Queremos mais!

    • Jonas

      Grande Pedro, de acordo com o livro sobre a briga do Alan Moore e Grant Morrison, ( A ùltima guerra de Albion de Philip Sandifer), a primeira vez que o careca atacou o barbudo foi em 1988, depois da publicação de Piada Mortal e anos depois da polêmica com o Marvelman, (que eu não acredito que aconteceu de verdade).
      Morrison na época tinha uma coluna numa revista que emulava o espírito punk de tirar sarro e mexer com tudo e todos e resolveu usar o espaço pra questionar a quantidade de violência sexual contra mulheres nas histórias de Moore. Moore respondeu que Morrison era medíocre, que tinha conhecido o careca uma vez numa numa convenção quando ele era apenas um fã.
      Depois disso quem atacou foi o Moore, mas aí eu começaria a transcrever o livro pra você…

      • Pedro Bouça

        Não é necessário, eu tenho o livro e aguardo pacientemente a continuação. A autora até já mudou de sexo desde então, mas não arruma tempo para terminar a obra.

        De fato foi nessa altura que o Morrison começou a atacar mais vocalmente o Moore (e não apenas). E não somente uma vez. Agora, ele já usava elementos inspirados em trabalhos do Moore desde o tempo em que a 2000 AD teve a péssima ideia de contrata-lo. E de formas que o Moore via como críticas ao seu trabalho. Talvez seja paranóia do Barbudo, mas ele está muito longe de ser o único que o Morrison já sacaneou na vida…

        • Pedro Bouça

          Uma vez que o Last War (que é altamente recomendado!) tem um zilhão de páginas e nem chega no início (!) da rivalidade deles, encontrei um blog que resume a questão em uma longa e detalhada série de posts:
          https://tractorforklift.wordpress.com/2019/03/04/the-reason-why-alan-moore-doesnt-like-grant-morrison/

          Todas as declarações deles têm as fontes referenciadas.

          Francamente, a quantidade de incongruências que o Morrison afirma ao longo dos anos faz com que eu o considere seriamente indigno de confiança na questão.

  • Tura Carica

    Ambos….Gênio e incompreendido, por razões óbvias: Pessoas médias não compreendem gênios.

  • Tarcísio Marques

    A meta linguagem para Grant Morrison virou uma forma de expressão ou repertório artístico. Ele a usa de várias formas. Homem animal foi somente uma das formas. Acho que o Brian Bolland seria também um grande desenhista para os seus roteiros. Mas…comparando o conjunto da obra do Allan Moore e Neil Gaiman…ele não consegue se manter tão constante – talvez pela adesão ao experimentalismo. Obra negligenciada: Ultra comics, do Multiverso DC – busca usar a metalinguagem tentando criar uma expressão de suspense na história – se você se deixa levar…fica com a sensação de que adquiriu algum vírus ou parasita ao terminar de ler a história. E o Hitller batendo um barrão? Passou batido! E desenhado pelo JIm Lee. rsrsr

  • Fabio Negro

    Parabéns para quem bolou o título!

    A provocação do Confins do Universo já começa antes de dar o play.

    • Sidney Gusman

      Obrigado. :)

  • Fabio Negro

    Minhas duas coisas favoritas do Grant Morrison são não-quadrinhos:

    1. o Manifesto Morrison

    2. essa entrevista sobre Sea Guy http://www.universohq.com/noticias/grant-morrison-fala-sobre-seaguy/

    Manifesto Morrison é a melhor palestra de conferência de vendas que eu já li, que delimita exatamente quem é o público-alvo ocidental de cultura pop, coisa que só o Japão fez até hoje.

    E a entrevista por prometer usar Sea Guy para conbater a onda de falsos anti-heróis que assolou os quadrinhos de super-heróis nos anos 80 e 90. No que ele fracassou absolutamente com Sea Guy e quase conseguiu com Superman All-Stars.

    De quadrinhos, o assassinato no começo de Pax Americana se tornou minhas três páginas favoritas desde a cena final da primeira história de Sin City.

  • Kaique Sales

    Grant Morrison é genial

  • Pop Art’s

    Os escritores europeus de quadrinhos ,sao de todas as formas difeerente do americano,a gama de. Interessee cultural. Deles é muito maiór
    Quase todos que trabalham nas grandes dizem. Que lia rimbaud e superman ao mesmo tempo,
    Pesquisavam os livros do fisico richard feynmam ,tratados de drogas psicodelicas dos nativos americanos. Com a historia dos universos marvem e dc
    Quando. Pisaram nestes universos
    O detonaram ,e desta turma toda o grant morrison,peter milligan e outros que nao me lembro é o lado b
    O nivel da obra do milligan nao é menor que a do morrison,mas o milligan é uma figura mais honesta e nao compartilha com o marketing insano do seu compatriota
    A turma dos tomadores de cha
    Se destacam
    O barbudo. ,que sem duvida é um dos maiores escritores do seculo vinte
    Warrem ellis o. O automato quantico tecnologico
    Neil gaiman. O bruxo. Folclorico
    E garth ennis o padre bandido
    Estes sim revolucionarios

  • Não teve comentário seu apagado.

    • Jonas

      Me desculpe. Me empolguei e escrevi uns três comentários que vocês ficaram de avaliar. To desacostumado de ver o discus sendo moderado…

  • Matheus

    Ótimo podcast, bem legal! Mas quero deixar algumas observações em defesa do careca:
    No comentário “maior número de indicações sem nenhuma premiação” deu a impressão que Morrison nunca ganhou um Eisner. Na verdade já ganhou 2 por All Star Superman: 2006 “Best New Series” e 2007 “Best Continuing Series”.
    Outra observação em relação a 7 Soldados da Vitória, onde o Gusman fala algo como “É muito bem escrito mas tem que pesquisar muita referência pra entender”. Eu li sem conhecer absolutamente nenhum dos personagens, entendi a história e foi uma das melhores experiências em HQ que já tive. As referências estão ali pra quem achar divertido ir buscá-las (eu por exemplo fui atrás da mitologia dos cavaleiros templários), mas não é obrigatório pra entender a história. E o Sr. Milagre não é o Scott Free porque a DC fez “A Morte dos Novos Deuses”, então não tinha escolha.
    All Star Superman é outro exemplo em que não peguei todas essas referências da era de prata e mesmo assim entendi toda a história.
    Pra não me passar por fanboy, concordo com o Gusman que algumas histórias perdem a linha e vão ficando chatas, como X-Men, Batman e Robin com Damian e Corporação Batman que não terminei de ler porque estava chata.
    Pra mim, Morrison está entres os grandes sim… Ele tem muita coisa mediana, mas tem muita coisa genial, como 7 Soldados, Flex Mentallo, Evangélio do Coiote, All Star Superman, WE3…
    Uma última informação: Asilo Arkham é a graphic novel mais vendida de toda a indústria de quadrinhos.

    • Sidney Gusman

      Matheus, a história de Sete Soldados é, sim, compreensível. Mas pra desfrutá-la na plenitude, só com o “guia” de referências. E eu achei a maioria delas chata, mesmo. Viva a diferença.

    • Pedro Bouça

      Sete Soldados é de 2005-2006 e A Morte dos Novos Deuses é de 2007-2008. Se essa é a desculpa que o Morrison usou para usar o Shilo Norman, ele mentiu mais uma vez.

      Nota: Não tenho problema nenhum com ele usar o Norman, aliás a intenção do Kirby no final da série do Sr. Milagre parecia exatamente promovê-lo a protagonista, mas tenho muitos problemas com as mentiras recorrentes do Morrison.

      • Matheus

        Olá, Pedro. Bom, vou usar o próprio site como fonte: No link http://www.universohq.com/reviews/sete-soldados-da-vitoria-6/ há o trecho “O que dá para perceber por enquanto é que as criaturas do Quarto Mundo de Jack Kirby foram afetadas por algo que gerou versões completamente diferentes”. Sete Soldados está interligada com a Crise Final do Morrison que ocorre depois da morte dos Novos Deuses, isso é fato. Então o planejamento já existia.
        Agora uma informação que não tenho certeza: Li em algum lugar que a DC planejava utilizar a Crise Final para dar o reboot que só veio a ocorrer com Flash Point (talvez porque a segunda é seja mais simples e fácil de entender rsrs). Inclusive a ideia para Grandes Astros seria escrever a última história do Superman, assim como a do Alan Moore em “O que aconteceu ao Homem de Aço” na época da Crise nas Infinitas Terras. Muitos roteiristas teriam ficado bravos com a desistência do reboot.
        Enfim, não acho que precise de “desculpa” até porque não existe um “problema” pra se desculpar, pois a avaliação do próprio Universo HQ varia entre 4 e 4,5 para cada edição de Sete Soldados. Eis a análise do Eduardo Nasi para a edição em que aparece o Sr. Milagre: “de novo, a reformulação é competente, não só pela trama, que deixa o leitor se perguntando o que está acontecendo, mas também pela impressionante arte de Pasqual Ferry” no link http://www.universohq.com/reviews/sete-soldados-da-vitoria-5/

  • Rafael Soares Duarte

    Ótimo programa. Fiquei curioso pela Liga da Justiça do Morrison, uma das poucas dele que não li.

  • Não está não. Deve ser algum problema na visualização do seu agregador de podcasts.

  • Cassiano Cordeiro Alves

    Que baita programa. Morrison é excelente mas superestimado. Na MINHA opinião ele está acima da média, mas abaixo de Neil Gaiman e Alan Moore, por exemplo.
    Eu amo All Star Superman e acho que faltou mencionar a referência mais óbvia: os 12 trabalhos de Hércules. E o que o escocês fez em 12 edições o Moore já havia feito em duas em “O que aconteceu ao Homem de Aço?”.
    Outra coisa: em Corporação Batman Grant Morrison repetiu o que ele já havia feito em Novos X-Men quando criou a Corporação X. Ainda em Novos X-Men, a história de John Sublime me lembrou muito um arco de histórias do John Byrne em Vingadores da Costa Oeste envolvendo uma parasita intracelular consciente que almeja perdurar após a vindoura extinção da humanidade.
    Ou seja, ele até pode ser genial, mas nem sempre original, reciclando ideias e remexendo na lixeira do mago barbudo.
    Abraço a todos.